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Brasil ainda está longe de acabar com desigualdades, diz Lula

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (22) que o Brasil ainda está longe de acabar com as desigualdades, sobretudo as raciais. Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele lembrou a comemoração do Dia da Consciência Negra no último sábado (20).

Lula destacou a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) durante seu governo e elogiou iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni), que conta atualmente com 40% dos bolsistas negros.

“Acho que estamos avançando. Os quilombolas estão sendo reconhecidos, os quilombos estão sendo legalizados e a gente está criando condições de não haver, definitivamente, mais discriminação no Brasil”, disse. “Estou convencido de que nós fizemos muito, mas estou convencido, também, de que ainda falta muito a ser feito”, completou.

Para o presidente, é preciso que haja uma “evolução” na consciência política de cada brasileiro, além de aperfeiçoamento da legislação e de punição rigorosa, para que o combate à discriminação avance no país.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lílian Beraldo.

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Lula diz que Brasil está levando a indústria naval a sério

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (22) que o Brasil “está levando a sério” a indústria naval. No programa semanal de rádio Café com o Presidente, ele destacou que há 82 navios em construção no país e cerca de 150 embarcações em planejamento.

Na semana passada, Lula participou da inauguração do navio brasileiro chamado Sérgio Buarque de Holanda, o terceiro no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota Nacional de Petroleiros (Promef). A primeira embarcação recebeu o nome João Cândido, e a segunda, Celso Furtado.

O presidente admitiu, entretanto, que o quarto navio brasileiro, Zumbi dos Palmares, deveria ser colocado no mar ainda este ano, mas só estará pronto em março de 2011.

“O Fundo da Marinha Mercante prevê a contratação de R$ 30 bilhões até 2014. Tudo isso demonstra claramente que o Brasil está levando a sério a indústria naval”, disse, ao destacar a necessidade de atender à demanda de embarcações por parte da Petrobras.

Lula citou ainda a demanda por navios de transporte, com o objetivo de diminuir o déficit de fretes que, segundo ele, é grande. “Precisamos ter navios próprios, nacionais, transportando a nossa carga, aquilo que nós produzimos, e também trazendo aquilo que nós compramos”, disse. “Gera muito dinheiro, gera emprego e gera conhecimento tecnológico”, completou.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agencia Brasil. Edição: Juliana Andrade.

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Lula considera estratégica e convergente parceria entre Brasil e França

Rio de Janeiro – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou de estratégica a relação entre o Brasil e a França e disse que os dois países têm uma crescente sintonia sobre agendas emergentes no plano multilateral.

Lula foi homenageado ontem (19) à noite pela Câmara de Comércio França-Brasil que lhe entregou o Prêmio Personalidade França-Brasil 2010, em solenidade nos jardins do Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

“Falo de percepções convergentes sobre o necessário controle dos capitais especulativos, a reforma da ONU [Organização das Nações Unidas], para torná-la mais representativa, a parceria contra a fome e a miséria, bem como o inadiável equilíbrio entre o desenvolvimento e o meio ambiente”, citou Lula, em seu discurso de agradecimento.

O presidente frisou ainda que a relação bilateral foi reforçada nos últimos anos por meio de acordos de apoio mútuo e trocas de tecnologia. “Nossa convergência de ponto de vista com a França consolidou-se em um acordo de parceria estratégica, lançado por ocasião de nossa visita a Paris, em julho de 2005, no governo do presidente [Jacques] Chirac, e concretizado com a adoção do plano de ação da parceria estratégica, firmado em dezembro de 2008, na visita do presidente [Nicolas] Sarkozy ao Brasil.”

Segundo Lula, a cooperação entre os dois países se estende desde o campo da defesa e da pesquisa espacial até a agricultura e a proteção aos biomas da Amazônia.

A fala de Lula foi precedida por um vídeo enviado por Sarkozy, em que o presidente francês também destacou a relação estratégica e de parceria privilegiada entre as duas nações e fez vários elogios ao colega brasileiro, a quem considerou como uma referência e chamou de amigo pessoal e querido. “O mundo precisa da visão e da audácia de Lula”, disse Sarkozy.

Na platéia estavam diversos empresários brasileiros e franceses e a ministra da Economia da França, Christine Lagarde. Entre os ministros brasileiros, estiveram presentes José Gomes Temporão, da Saúde, Marcio Fortes, das Cidades, e Nelson Jobim, da Defesa.

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.

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22/11/2010
Retomada da indústria naval gera dinheiro, emprego e conhecimento tecnológico

O presidente Lula comenta o reaquecimento da indústria naval, que já gerou mais de 50 mil empregos diretos e indiretos só com o Programa de Modernização e Expansão de Frota da Transpetro (Promef). Para Lula, o crescimento do setor fará diminuir o déficit existente na balança de fretes. O presidente também falou sobre o dia da consciência negra, celebrado em 20 de novembro. Apesar dos avanços, Lula considera que a discriminação no Brasil ainda é grande.

Transcrição

Apresentador: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou Luciano Seixas e começa, agora, o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá, presidente, como vai? Tudo bem?

Presidente: Tudo bem, Luciano!

Apresentador: Presidente, o senhor está em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e nós estamos nos estúdios da EBC Serviços em Brasília. O senhor esteve no Rio de Janeiro para inaugurar, na sexta-feira passada, o navio Sérgio Buarque de Holanda, o terceiro navio do programa de modernização e expansão da frota da Transpetro – Promef. Como o senhor vê essa expansão?

Presidente: Olha, Luciano, na verdade o Promef prevê a construção de um total de 49 navios no Brasil. Quarenta e seis deles já foram contratados, com investimento de quase R$ 5 bilhões, e nós estamos fazendo com que a cada navio inaugurado, a gente possa prestar homenagem a uma personalidade brasileira. O primeiro navio, inaugurado em Pernambuco, a gente colocou o nome de João Cândido, que é o nosso herói, marinheiro da Revolta da Chibata, o segundo nós colocamos o nome de Celso Furtado, o terceiro nós colocamos o nome de Sérgio Buarque, e o quarto navio, que era para ser colocado no mar este ano ainda, mas que atrasou um pouco, vai ser só em março do ano que vem, deverá ser Zumbi dos Palmares. E, assim, nós vamos inaugurando os navios e vamos colocando nomes de personalidades da cultura, da luta social neste país, para que a gente comece a homenagear aqueles que precisam ser homenageados.

O dado concreto é que a inauguração de navios e os contratos que nós temos, não param apenas nos 49 navios contratados pelo Promef. De acordo com os dados do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval, atualmente já são 82 navios em construção, e cerca de 150 novas embarcações em planejamento no Brasil. Só para você ter ideia, Luciano, o Fundo da Marinha Mercante prevê a contratação de R$ 30 bilhões até 2014. Olha, tudo isso demonstra claramente que o Brasil está levando a sério a indústria naval, a construção de navios, não apenas para atender a demanda da Petrobras no que diz respeito a navios, no que diz respeito à plataforma, no que diz respeita a sonda de perfurações em grandes profundidades, mas também, por conta de termos navios de transporte e diminuir o déficit que nós temos hoje na conta de fretes, que é muito grande. Então, nós precisamos ter navios próprios nacionais transportando a nossa carga, aquilo que nós produzimos, e também trazendo aquilo que nós compramos. Eu acho que o Brasil, definitivamente, Luciano, assumiu a responsabilidade de recuperar a indústria naval. Nós, que já fomos a segunda indústria naval do mundo nos anos 70, praticamente acabamos, e, agora, nós estamos reconstruindo a indústria naval, já estamos com mais de 50 mil trabalhadores na categoria, e eu tenho certeza que é um processo em expansão que não tem retorno.

Apresentador: Naturalmente, não é, presidente, esse renascimento da indústria naval brasileira gera muito dinheiro na economia e gera muitas oportunidades, muito empregos, não é?

Presidente: Gera muito dinheiro, gera emprego e gera, eu diria, conhecimento tecnológico. Ou seja, na medida em que o Brasil não produzia mais aqui, nós não tínhamos nem engenheiro mais para indústria naval. Agora, nós estamos nas nossas universidades, nas nossas escolas técnicas, preparando gente para trabalhar na indústria naval. Só pra você ter ideia, em Pernambuco, mulheres que eram cortadoras de cana, foram preparadas para trabalhar na indústria naval. Pessoas que estavam no Japão porque não tinha emprego no Brasil há pouco tempo atrás, estão de volta trabalhando no Brasil, prestando serviços ao povo brasileiro e cuidando da sua família. Então, é isso: mais estaleiros, mais navios, mais empregos, mais distribuição de renda, mais conhecimento tecnológico, ou seja, mais soberania nacional. Tudo isso é sagrado.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do Presidente Lula. Presidente, mudando de assunto, dia 20 de novembro foi celebrado o Dia da Consciência Negra. As desigualdades estão diminuindo, presidente?

Presidente: Eu acredito, Luciano, que nós ainda estamos longe de diminuir as desigualdades, porque a Constituição Brasileira, ela prevê – e a Constituição é de 88 –que não haja discriminação racial no Brasil. Mas nós sabemos que há, porque não é uma questão de lei, é uma questão da cabeça de cada brasileiro e de cada brasileira. Nós estamos superando, ou seja, nós temos trabalhado muito nesses últimos oito anos, mas muito mesmo. Aliás, esse trabalho já vinha sendo feito antes de eu chegar à Presidência da República. Nós aperfeiçoamos, criamos o Ministério da Igualdade Racial, o ProUni, hoje, tem 40% de estudantes negros, meninos e meninas da periferia, e acho que nós estamos avançando. Os quilombolas estão sendo reconhecidos, os quilombos estão sendo legalizados, e a gente está criando condições de não haver, definitivamente, mais discriminação no Brasil, e todo mundo viver as mesmas oportunidades, viver a igualdade que todos nós sonhamos. Eu estou convencido que nós fizemos muito, mas estou convencido, também, que ainda falta muito a ser feito. Falta muito a ser feito e o muito que precisa ser feito, vai ser necessário que haja uma evolução na consciência política de cada homem e de cada mulher, além do aperfeiçoamento da legislação e da punição rigorosa para quem cometer qualquer crime de discriminação.

Apresentador: Muito obrigado, presidente Lula, e até a próxima semana!

Presidente: Obrigado a você, Luciano, e até a próxima semana.

Apresentador: Você pode acessar este programa em www.cafe.ebc.com.br. O Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira, até lá.

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15/11/2010
Reunião do G-20 é mais um passo dado para o equilíbrio da economia mundial

O presidente Lula fez uma avaliação da reunião de cúpula do G-20, em Seul, na Coréia do Sul, encerrada na semana passada. Segundo Lula houve avanços principalmente em relação à necessidade de um maior equilíbrio na economia mundial e também à retomada da Rodada de Doha. Em seu programa semanal Café com o Presidente Lula também destacou que a reunião apresentou um documento final, com orientações claras para todos os países e que prevaleceram a maturidade e o bom senso.

Transcrição

Apresentador: Olá, você, em todo o Brasil. Eu sou Luciano Seixas, e começa agora o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá, presidente, como vai? Tudo bem?

Presidente: Tudo bom, Luciano.

APRESENTADOR: Presidente, o senhor está em São Bernardo do Campo, São Paulo, nós estamos aqui nos estúdios da EBC Serviços, em Brasília. O senhor acaba de chegar de Seul, onde participou da reunião do G-20 – o grupo das maiores economias do mundo. Qual foi o resultado?

Presidente: Luciano, eu acredito que a reunião do G-20, mais uma vez avançou bastante. Você sabe que muita gente estava descrente de quando o G-20 surgiu em 2008, quando nós fizemos a nossa primeira reunião. O G-20 foi responsável por passar para toda a sociedade do mundo inteiro uma certa credibilidade para que a gente pudesse recuperar a economia de vários países. O G-20 deu orientações claras. E nessa reunião agora eu acho que nós demos um passo mais importante, que nós ainda temos é um problema que é o baixo crescimento da economia europeia, o baixo crescimento da economia americana, o baixo crescimento da economia do Japão, e o alto crescimento da economia da China, do Brasil, da África, da América Latina.

Ou seja, isso faz com que nós tenhamos um processo meio desequilibrado, ou seja, é preciso que haja o crescimento do consumo dos países ricos para que os países pobres possam vender mais e o comércio possa ser a base da economia mundial. Todo mundo está de acordo, todo mundo se coloca quase que de consenso que é preciso que haja um equilíbrio na economia mundial, que voltemos a discutir a Rodada de Doha. E eu acho que, mais uma vez, prevaleceu a maturidade, prevaleceu o bom senso, prevaleceu a compreensão de que, hoje, o mundo é interdependente, ou seja, se os americanos tomarem uma medida econômica para tentar resolver um problema dos Estados Unidos, eles têm que pensar o reflexo disso na China, no Brasil, na Argentina, na Alemanha, na França e em um país africano. Ou seja, se não for assim nós estaremos matando o multilateralismo. Por isso, eu fiquei muito satisfeito com a reunião que nós tivemos em Seul. Ela deu passos importantes, o documento é forte, o documento é um documento incisivo, ele dá orientações precisas e eu acho que nós estamos, sabe, finalmente, não discutindo mais num clubinho fechado como era o G-8, mas discutindo no G-20, e precisamos envolver outros países que não participam do G-20, porque as decisões interessam a todos os países do mundo.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Presidente, um tema discutido no grupo do G-20, na reunião do G-20 foi a chamada guerra cambial. Houve avanços nessa área?

Presidente: Houve dois temas importantes que foram discutidos com mais ênfase: uma é a guerra cambial, que foi levantada há um tempo atrás pelo ministro Guido Mantega, e há a compreensão de todos os países, da União Europeia, do Japão, da América Latina, da África, dos países que estavam lá convidados, de que é preciso que haja mais seriedade na política cambial.

Houve duras críticas aos americanos e à China, porque eles desvalorizam as suas moedas com o objetivo de facilitar as suas políticas comerciais. Eu penso que aí também houve um avanço. Houve um avanço e a compreensão de que é preciso de que haja um maior equilíbrio da política cambial para que nenhum país leve vantagem sobre o outro. E um outro assunto muito importante que foi discutido foi a retomada das negociações da Rodada de Doha, que foi paralisada em 2008, com a eleição americana e a eleição da Índia. E nós chegamos à conclusão de que é preciso retomar as negociações, sentar na mesa, começar a discutir a partir, sabe, de onde nós paramos. Não temos que começar do zero, nós já avançamos muito. É importante lembrar que em 2008 a gente estava fechando um acordo, não fizemos o acordo apenas por conta das eleições que iam acontecer nos Estados Unidos e que iam acontecer na Índia. E nós então precisamos agora retomar, porque somente o comércio, sabe, é que vai dinamizar o crescimento da economia.

Quanto mais comércio, quanto mais consumo, quanto mais produção, mais a roda da economia vai girar e mais o mundo vai crescer. E nós precisamos, nesse momento, que o mundo cresça. Porque a situação no Brasil é uma situação privilegiada, ou seja, nós vamos gerar, este ano, aproximadamente 2,5 milhões de empregos, o desemprego no Brasil é o menor da série histórica desde que começou a medir. Mas o desemprego é muito grande na Europa, é muito grande nos Estados Unidos. Nós compreendemos a preocupação dos presidentes dos países europeus e, também, dos Estados Unidos, mas nós não podemos ser prejudicados por isso. Daí porque, Luciano, se eu tivesse que fazer uma avaliação, eu diria que a reunião de Seul, a reunião do G-20, ela foi muito importante, foi mais um passo dado para um equilíbrio da economia mundial.

Apresentador: Obrigado, presidente Lula, e até a próxima semana.

Presidente: Obrigado a você, Luciano, e até a próxima semana.

Apresentador: Você pode acessar este programa na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. O Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira. Até lá.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO http://cafe.ebc.com.br.

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