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Dirigentes sindicais bancários definem ações e realização de Encontro Nacional de Trabalhadores

NEGOCIAÇÕES PERMANENTES

A Contraf-CUT realizou na quarta-feira (17/11), em São Paulo, reunião com os coordenadores das COEs de bancos privados. Os participantes discutiram a realização do Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais e decidiram que este evento ocorrerá nos dias 9, 10 e 11 de fevereiro.

O Encontro reunirá os dirigentes sindicais de todos os bancos, públicos e privados, inclusive os estaduais. O critério de participação será o da proporcionalidade ao número de trabalhadores em cada Estado, que será informado oportunamente a todas as Federações. Há indicativo para que o evento seja realizado em São Paulo. Foi orientado que as federações obedeçam à cota mínima de gênero de 30% para definição das delegações.

Os trabalhadores reunidos definirão as prioridades das pautas específicas de reivindicações para as negociações permanentes com cada banco no próximo período. Além disso, será debatida a implementação de avanços conquistados na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) 2010/2011, como os programas de combate ao assédio moral, reabilitação profissional e segurança bancária.

Ficou definido que no primeiro dia do Encontro, 9 de fevereiro, bancários de todas as empresas participarão conjuntamente de painéis de discussão sobre conjuntura política e econômica nacional a partir da posse do novo Governo. Também serão realizados painéis sobre os temas: assédio moral, reabilitação profissional e segurança bancária.

No dia 10, ainda em conjunto, será feita a apresentação e debatido o papel das COEs, da estrutura organizativa do movimento sindical e da estratégia nacional de negociação dos bancários. À tarde começarão os debates específicos de cada banco para definição das prioridades das mesas permanentes de negociação, que serão concluídos até o final da tarde do dia 11.

Antes deste Encontro as Federações devem organizar fóruns regionais e/ou estaduais preparatórios para a construção de propostas. “Esperamos organizar as lutas específicas em cada banco, buscando avançar nas conquistas e garantir qualidade de vida para todos os bancários e bancárias”, afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.

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ITAÚ UNIBANCO
COE discute a possibilidade de fusão das fundações de previdência complementar

A COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Itaú Unibanco esteve reunida ontem (18/11) na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, com os conselheiros eleitos dos fundos de pensão do Conglomerado para discutir, entre outros assuntos, a unificação das fundações que gerenciam os planos de previdência complementar dentro da holding. Atualmente existem 14 fundos de pensão fechados no Grupo Itaú Unibanco, divididos entre cinco fundações, o que provoca retrabalho, aumento nos custos contratuais de prestação de serviços, de administração e de sistemas, além de diluir a representatividade dos participantes, que somados chegam a quase 60 mil.

Assim, a COE, através dos conselheiros eleitos nos diferentes planos, vem discutindo com o Itaú a unificação das fundações numa única entidade, que agregue todos os participantes, garanta a representação de ativos e assistidos e permita a fiscalização e acompanhamento pleno de todos os planos.

As premissas

As premissas negociais indicadas pela COE são: a garantia da representação para ativos e assistidos nos planos, possibilitando a fiscalização e acompanhamento da gestão de cada fundo, aumentando a representação nos Conselhos Deliberativo e Fiscal; a criação de Conselhos de Gestão por grupos de planos e a criação de um comitê ou comitês de acompanhamento de investimentos, permitindo maior transparência e fiscalização para os participantes. Outra reivindicação é que um representante dos participantes esteja na Diretoria Executiva da nova Fundação.

“Mas acima de tudo, o que precisamos é a inclusão de todos os trabalhadores da holding em um Fundo de Pensão”, defende Wanderley Crivellari, integrante da coordenação nacional da COE Itaú Unibanco e presidente do Sindicato de Londrina. “Muitos funcionários do banco não participam de nenhuma entidade fechada de previdência complementar e, no máximo, possuem um plano privado, do tipo PGBL”, acrescenta Wanderley.

Os planos privados seguem regras estabelecidas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), o órgão regulamentador dos fundos de previdência aberta, são muito flexíveis e não garantem fiscalização adequada nem proporcionam bons rendimentos como os planos fechados. E dependendo do modelo do plano aberto, os benefícios são inferiores ou não vitalícios para os que dele participam.

Outros temas

Além das questões relativas à previdência complementar, os representantes dos funcionários do Itaú Unibanco debateram outras reivindicações dos trabalhadores, entre elas:

Plano de saúde – A COE Itaú Unibanco decidiu realizar uma pesquisa com os funcionários sobre a satisfação com o Plano de Saúde no banco. O formulário da pesquisa será disponibilizado em breve para as Federações para que sejam encaminhadas aos Sindicatos, que deverão fazer a pesquisa junto aos bancários de suas bases.

Emprego – Os trabalhadores decidiram centralizar as discussões no tema emprego no próximo período nas ações da COE. Os membros da COE fizeram relatos sobre a quantidade de demissões que vêm ocorrendo em suas bases. “Em Londrina, o Sindicato realizou protesto contra duas demissões ocorridas dias atrás. A garantia de emprego é uma reivindicação justa e necessária dos funcionários do Itaú Unibanco, principalmente neste momento em que a fusão já se deu por encerrada”, destaca Wanderley Crivellari.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.vidabancaria.com.br.

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