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Brasil, Índia e África do Sul fecham acordo para fabricação de satélites

Brasília – A fabricação em conjunto de dois satélites foi decidida hoje (15) na reunião do Ibas, fórum de discussão que envolve os chefes de Estado e de governo do Brasil, da Índia e África do Sul, realizada em Brasília. Ainda não há detalhes sobre o preço e as características dos equipamentos nem quando serão implementados. No entanto, os três chefes de Estado se disseram animados com a possibilidade da construção dos satélites.

De acordo com o presidente Lula serão fabricados dois satélites, um para estudos climáticos e outro para observações da Terra. “Eles beneficiarão os países do Ibas e outras nações amigas, proporcionando mais ações em matéria de agricultura, transporte e telecomunicações. É o projeto símbolo da nova etapa da nossa parceria”.

A ideia também foi elogiada pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma. “A África do Sul está especialmente animada com a proposta de termos os satélites do Ibas. Vemos essa iniciativa como um fator que vai reforçar nossa cooperação em áreas como agricultura, energia, saúde, comércio e transportes”.

Além da fabricação dos satélites, disse Lula, foram assinados também acordos trilaterais para ampliar a cooperação em ciência tecnologia e inovação na área de energia solar. O encontro entre os três países serviu ainda para intensificar as articulações para retomada das discussões em torno da Rodada Doha.

Para Lula, essa é uma “tarefa inadiável” dos países em desenvolvimento. “[A retomada da Rodada Doha] nos ajudará a corrigir anomalias existentes no comércio internacional”.

Os três presidentes fizeram questão de demonstrar sintonia em temas como a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e sobre necessidade de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Ao final da reunião, Lula entregou aos presidentes da África do Sul e Índia um exemplar do livro Relações de Gênero Sob uma Abordagem Feminista Sul-Sul, elaborado pela Secretaria Especial de Política para as Mulheres. “Esse livro é para o presidente Sing e para o presidente Zuma lerem na viagem de volta aos seus países e não esqueceram nunca mais o compromisso com as mulheres dos nossos países”.

A próxima cúpula de chefes de estado do Ibas será realizada em outubro de 2011, na África do Sul.

Por Luciana Lima e Ivan Richard – Repórteres da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.

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Lula defende mecanismos para aumentar relações comerciais entre Brasil e África do Sul

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje (15), durante encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, a criação de mecanismos para ampliar as relações comerciais entre os dois países. Lula demonstrou preocupação com a pequena queda no comércio bilateral ocorrida no ano passado por causa da crise econômica mundial.

Lula manifestou também interesse em aumentar os negócios entre com a África do Sul, principalmente nas áreas de defesa, agricultura e ciência e tecnologia.

De acordo com o subsecretário de Política 3 do Ministério das Relações Exteriores, Piragibe Tarragô, que acompanhou o encontro, Zuma argumentou que poderiam ser derrubadas algumas barreiras não tarifárias.

Tarragô disse que esses assuntos serão discutidos com mais profundidade durante a visita de Lula à África do Sul, em julho.

No encontro de hoje, realizado no âmbito da cúpula de chefes de Estado do Ibas, grupo que reúne a Índia, o Brasil e a África do Sul, os dois presidentes destacaram ainda a necessidade de maior interlocução entre os dois países em relação ao G20, formado pelas 20 maiores economias mundiais.

Segundo o diplomata, Lula e Zuma concordam que é preciso ampliar as cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e aumentar a participação dos países em desenvolvimento nas decisões do Banco Mundial. Os dois presidentes defenderam ainda a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O presidente sul-africano demonstrou também sintonia com a posição brasileira em relação ao Oriente Médio, especialmente no que diz respeito ao Irã e à Palestina, destacou Tarragô.

Por Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.

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