Brasília – Os quatro países que integram o grupo dos Bric, o Brasil, a Rússia, China e a Índia, assinaram hoje (15) um acordo de cooperação entre os bancos de desenvolvimento para financiamento conjunto de obras de infraestrutura. Por esse acordo poderá haver a possibilidade de financiamento público conjunto de obras estruturantes nos membros do bloco.
Na declaração final do encontro, os membros do Bric reforçam a necessidade de reforma das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de fazê-lo “mais eficiente, representativo e objetivo”. O documento, contudo, não defende claramente o posicionamento brasileiro em relação ao posto permanente no Conselho de Segurança da ONU, embora o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro da Índia, Monmohan Singh, tenham defendido essa tese.
Ao encerrar a segunda reunião dos chefes de Estado e de governo do grupo, Lula afirmou que o acordo entre os bancos de desenvolvimento estimulará, entre outros pontos, a interação entre cooperativas dos quatro países.
“A declaração conjunta que adotamos reflete o amplo leque de interesses comuns que une nossos países nas áreas política, financeira, comercial, ambiental, energética, agrícola e de segurança. Vamos seguir promovendo a maior interação na área do conhecimento”.
o presidente brasileiro afirmou que os quatro países têm papel fundamental na construção de uma nova ordem mundial. Ressaltou a consolidação do grupo e a importância dos acordos firmados entre os quatro países. “O Bric tem papel fundamental a desempenhar na construção da nova ordem internacional mais justa, representativa e segura”.
Por Ivan Richard e Luciana Lima – Repórteres da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.
==================================================
Plano de Ação Conjunta Brasil-China implementará acordo sobre cooperação científica
Brasília – Um dos resultados práticos do Plano de Ação Conjunta assinado hoje (15) pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao, da China, é a implementação de um acordo de cooperação em ciência, tecnologia e inovação assinado em maio de 2009 pelos dois países.
O acordo de 2009 refere-se, entre outros temas, a pesquisas sobre bioenergia e biocombustíveis que estão sendo realizadas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade de Tsinghua, além da Academia Chinesa de Ciências Agrárias de Guangxi e da Academia Chinesa de Ciências Agrárias Tropicais.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro está pesquisando a produção de biomassa da cana-de-açúcar, enquanto a Universidade de Tsinghua estuda o cultivo de algas que possuem alto conteúdo de óleo. Os dois trabalhos são complementares e permitirão o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora para a produção de biodiesel.
O acordo assinado em 2009 e que deverá ser implementado a partir de agora, refere-se às pesquisas conjuntas que estão sendo realizadas por instituições brasileiras e pela Academia Chinesa de Ciências envolvendo a nanociência e a nanotecnologia, ou seja, as menores partes da matéria. O Ministério da Ciência e Tecnologia e outras instituições científicas que compõem o Sistema Nacional de Inovação do Brasil coordenam as pesquisas pelo lado brasileiro.
Outro setor que será beneficiado pelo acordo é o meio ambiente. O Centro Brasil-China de Tecnologias Inovadoras para Mudança Climática e Novas Fontes de Energia terá o apoio dos dois governos, com atuação direta da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade de Tsinghua. As atividades deverão contar com parcerias entre instituições acadêmicas, organizações empresariais e governamentais do Brasil e da China que tiverem interesse no trabalho que será desenvolvido pelo centro.
Por Luiz Antônio Alves – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
===========================================
Brasil e Índia reconhecem necessidade de ampliar trocas comerciais
Brasília – Brasil e Índia precisam desenvolver mais esforços para atingir a meta de US$ 10 bilhões nas trocas bilaterais até 2010. O reconhecimento da necessidade de ampliar o fluxo comercial entre os dois países consta de declaração conjunta divulgada hoje (15) depois de encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. Em 2009 o comércio entre Brasil e Índia atingiu US$ 5,6 bilhões.
Um caminho apontado no documento para atingir essa meta é diversificar o intercâmbio bilateral, particularmente em setores de maior valor agregado. No documento, os dois líderes dizem que os setores do comércio e da indústria do Brasil e da Índia devem aproveitar as oportunidades nas áreas de energia, agricultura, mineração e infraestrutura, entre outros.
O governo brasileiro também ficou satisfeito com o interesse de empresas petrolíferas indianas em participar do futuro leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para exploração de petróleo. O leilão ainda não tem data marcada. Lula e Manmohan Singh ainda reafirmaram a preocupação com as mudanças climáticas e condenaram o terrorismo.
O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, está no Brasil para participar hoje (15) das cúpulas do Bric, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China, e do Ibas, que reúne a Índia, Brasil e África do Sul.
Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.