Apenas no mês passado, foram criadas 266.415 vagas; número no trimestre supera 657 mil, também melhor resultado da série
São Paulo – O mercado formal de trabalho criou 266.415 empregos em março (crescimento de 0,80% no estoque), no melhor resultado para o mês na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O recorde anterior era de 2008 (206.556). No trimestre, o saldo é de 657.259 postos de trabalho com carteira assinada (alta de 1,99%), resultado também recorde.
Do total de empregos de março, 106.395 foram criados no setor de serviços (aumento de 0,80%), 72.440 na indústria (0,96%), 38.629 na construção civil (1,64%, maior crescimento percentual), 29.419 no comércio (0,40%), 10.366 na agropecuária (0,70%) e 6.150 na administração pública (0,82%). No ano, os setores que mais abriram vagas foram serviços (249.891), indústria (204.384) e construção civil (127.694).
Nos últimos 12 meses, o saldo de empregos formais chega a 1.710.120, crescimento de 5,34%. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prevê novo recorde em abril, em torno de 350 mil vagas.
Por Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual. Publicado em 15/04/2010, 12:08. Última atualização às 12:13.
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Brasil vive o melhor período da história na geração de empregos
Em março, país bateu novo recorde de empregos, com a criação de 266.415 novos postos de trabalho. No trimestre foram gerados 657.259 novos empregos. Ministro Carlos Lupi prevê para abril melhor mês da história
Brasília, 15/04/2010 – Em março, foram criados no Brasil 266.415 novos empregos. O resultado marca o terceiro mês consecutivo de recorde de geração de empregos. Com isso, o país tem o seu melhor primeiro trimestre da história em geração de empregos, com 657.259 novos postos de trabalho abertos. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que anunciou os números nesta quinta-feira, o mês de abril poderá registrar o maior número de empregos gerados na história do país.
“Estamos prevendo a geração de cerca de 340 mil novos empregos no Brasil em abril, o que nunca aconteceu na história do nosso país. A partir do quarto mês, começam as safras agrícolas no Centro-Oeste e o mercado de exportação deverá continuar crescendo, o que nos leva a esta previsão de recorde absoluto”, comentou Lupi. O atual recorde de geração de empregos para o mês é de 302 mil empregos gerados, registrado em abril de 2007. O recorde absoluto é de 309 mil postos de trabalho, alcançado em junho de 2007.
Em março, os 25 setores e subsetores de atividade econômica expandiram o nível de emprego, com 15 deles exibindo saldos recordes. Em termos setoriais, os destaques, em números absolutos, couberam aos setores de Serviços, Indústria de Transformação, Construção Civil e Comércio.
“A Indústria de Transformação bateu recorde pelo terceiro mês seguido, e continuará crescendo, com a indústria automotiva de cargas crescendo a venda de caminhões e tratores. E também há um crescimento sintomático na indústria metal-mecânica, têxtil, de calçados e química, com a retomada das exportações. E o crescimento industrial ajuda a puxar o crescimento do Comércio e dos Serviços”, avaliou Lupi, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.
Para ler os dados completos do Caged, acesse o endereço eletrônico http://www.mte.gov.br/caged/2010_03/
Recordes superados – O desempenho do trimestre supera em 19% o recorde anterior, de 554.440 postos de trabalho, no primeiro trimestre de 2008. O saldo de março é 29% maior que os 206.556 registrados em 2008, até então melhor da história.
Salário – O Caged de março mostrou ainda o crescimento do salário médio de admissão, que apresentou aumento real de 4,37% em relação ao mesmo trimestre de 2009, ao passar de R$ 782,53 em 2009, para R$ 816,70 em 2010.
“Observamos, com isso, que o país não cresce apenas na geração de empregos, mas também cresce bastante, acima da inflação, o valor do salário dos trabalhadores. O maior segredo da aprovação pública do Governo Lula é a valorização salarial; e quando a oposição descobrir isso, já terá perdido a eleição”, comentou Lupi.
Juros – O ministro Lupi disse ser contrário à elevação dos juros pelo Banco Central, argumentando que o dinheiro fica “mais caro” e o setor produtivo troca os investimentos pela especulação.
“Não podemos matar a galinha dos ovos de ouro. Torço, trabalho, peço e luto para que não tenhamos aumento dos juros; e acho que não teremos, mas, se tivermos, não deverá ser tanto que cause alguma mudança no crescimento econômico”, afirmou o ministro.
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