Brasília – Apesar do agravamento da situação internacional, o Brasil está preparado para lidar com a crise econômica no exterior, disse hoje (4) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, esse movimento reflete o enfraquecimento dos Estados Unidos e a crise de vários países europeus, que não está sendo resolvida.
O ministro disse esperar que a instabilidade nos mercados financeiros seja momentânea. No entanto, se a turbulência persistir, o Brasil pode lançar mão de instrumentos disponíveis desde a crise econômica de 2008, de acordo com o ministro. Para segurar a queda da atividade econômica na época, o governo cortou impostos para estimular o consumo de veículos e da linha branca, reduziu a parcela que os bancos são obrigados manter retida no Banco Central e usou recursos das reservas internacionais para financiar o comércio exterior.
“Espero que esse cenário cesse nos próximos dias, mas, caso haja um agravamento da crise mundial, o Brasil nunca esteve tão preparado. Hoje, não só temos mais reservas, mas temos os mecanismos e instrumentos que criamos na crise de 2008. Eles estão todos ativos e poderão ser implementados a qualquer momento”, declarou.
Embora tenha minimizado os riscos da situação mundial para a economia brasileira, Mantega admitiu que haverá consequências para o país. “Temos de ficar alerta, olhando as consequências. Mesmo o Brasil estando preparado, pode haver queda na bolsa, no crédito e no comércio, mas o país enfrentará esse cenário com o mínimo de danos para a atividade econômica”, explicou.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina.
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Mantega evitar falar da queda da Bovespa, mas dá a entender que problema não é doméstico e sim global
Brasília – O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, evitou comentar a queda dos índices na Bolsa de Valores de São Paulo. A Bovespa opera com forte baixa, tendo caído (4) mais de 4% por volta das 14h, acompanhando a tendência dos mercados financeiros de outros países preocupados com a situação da economia dos Estados Unidos.
Ao chegar ao Ministério da Fazenda, no início da tarde, vindo do Palácio do Planalto, os repórteres pediram uma análise do ministro sobre o que, no jargão econômico, é conhecido como o “derretimento do índices”, mas Mantega não se alongou muito e disse apenas que o problema não é apenas doméstico e, sim, proveniente da economia global. “[Estão derretendo] No mundo todo”, comentou sobre os índices das bolsas de valores.
Mantega embarca logo mais, às 15h, para o Peru, onde, em Lima, participa da reunião de ministros de Economia e Finanças da União Sul-Americana (Unasul), formada por 12 países da América do Sul. O Ministério da Fazenda não divulgou a pauta do encontro, mas, entre os assuntos, certamente haverá espaço para discutir a crise econômica mundial que, segundo disse Mantega esta semana, está um pouco maior do que antes.
O ministro também se disse preocupado com a crise e defendeu a criação de um “cordão de isolamento” para que o Brasil não seja prejudicado pela situação.
Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina.
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