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Brasileiros gastam 3 vezes mais fora do que estrangeiros no País

Luciana Cobucci – Direto de Brasília
Os brasileiros gastaram US$ 1,996 bilhão em viagens ao exterior somente em janeiro deste ano, segundo informou nesta quinta-feira o Banco Central (BC). Em contrapartida, os turistas estrangeiros deixaram recorde de US$ 661 milhões no País no mesmo mês, valor cerca de três vezes menor que comprado pelos brasileiros no exterior. A série histórica do BC começa em 1969.
Os gastos internacionais são os maiores desde julho de 2011, quando os brasileiros deixaram US$ 2,230 bilhões em viagens ao exterior pelos mais diversos motivos, como trabalho, lazer, estudos e saúde. O chefe do departamento econômico do Banco Central, Túlio Maciel, considera natural a maior demanda dos brasileiros por bens e serviços estrangeiros. “Reflete a continuidade do crescimento da economia e a maior demanda por parte dos brasileiros por bens e serviços no exterior, seja para investimento, seja para consumo”, disse.
Segundo os dados da autoridade monetária, o saldo negativo é maior que o registrado no mesmo mês de 2011, quando o BC registrou déficit de US$ 1,2 bilhão. Houve, no mês passado, um aumento de 12,3% nos gastos com viagens ao exterior e de 10,1% nas receitas obtidas com gastos de viajantes estrangeiros no Brasil.
As receitas e despesas com viagens fazem parte da balança de contas do Brasil, que inclui também importações, exportações, aluguel de equipamentos e demais serviços. Essa conta ficou negativa em US$ 7,086 bilhões em janeiro deste ano, o maior já registrado pelo Banco Central (desde 1980, quando começa a série). O déficit representa um aumento em relação ao registrado no mesmo mês de 2011 (US$ 5,584 bilhões).
O BC espera que a conta corrente feche 2012 com déficit de US$ 65 bilhões, ante US$ 52,6 bilhões de 2011. Se confirmada, a projeção será o pior resultado de toda a série histórica do Banco Central.

Compensação
A expectativa do chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel, é que esse déficit na conta corrente brasileira seja compensado em parte pelo investimento estrangeiro direto (IED) no País. Esses aportes estrangeiros para o Brasil são feitos na bolsa de valores ou em projetos de infraestrutura. A Copa do Mundo e a Olimpíada nos próximos anos são o principal destino desses recursos.

“Essa ampliação do déficit tem sido acompanhada por um fluxo de investimento estrangeiro bastante direto. Para este ano, esperamos que cubra grande parte desse déficit. A expectativa é fechar 2012 com US$ 50 bilhões de IED. O investimento estrangeiro direto é um dos fluxos que financiam o déficit em transações correntes e, claro, é a melhor forma de financiar e é isso que está sendo observado já há algum tempo”, afirmou.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idnoticia=201202231239_TRR_80894156

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Gastos de brasileiros em viagens internacionais atingem em janeiro maior valor desde julho

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os gastos de brasileiros em viagens internacionais chegaram a US$ 1,996 bilhão em janeiro, o maior resultado desde julho do ano passado (US$ 2,230 bilhões). O valor referente ao primeiro mês deste ano superou as despesas registradas em janeiro de 2011, que somaram US$ 1,777 bilhão. Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Banco Central (BC).

As receitas de estrangeiros em viagens no Brasil chegaram a US$ 661 milhões, em janeiro deste ano, ante US$ 600 milhões do mesmo período de 2011.

Com os gastos de brasileiros e as receitas de estrangeiros, a conta de viagens fechou o mês com déficit de US$ 1,335 bilhão.

Os dados preliminares deste mês até hoje mostram as despesas de brasileiros em viagem no exterior continuam altas, no valor de US$ 1,156 bilhão. As receitas deixadas por estrangeiros em viagem ao Brasil está em US$ 433 milhões. Com isso, o déficit da conta de viagens está em US$ 723 milhões.

Mesmo com esses números, a expectativa do chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel é que haja “relativa estabilidade” no resultado negativo da conta de viagens internacionais ao longo deste ano. Ele destacou que, em janeiro, o resultado está relacionado às férias de brasileiros, mas essa influência foi atenuada pelo fato de as compras de dólares para as viagens poderem ser feitas anteriormente.

Edição: Juliana Andrade // A matéria foi ampliada às 12h

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://agenciabrasil.ebc.com.br

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