Gazeta do Povo
Instituição define empréstimo máximo de R$ 15 mil por pessoa
O penhor, um dos meios mais populares de financiamento do país, está ganhando novas regras com o objetivo de evitar que jóias roubadas sejam depositadas nos cofres da Caixa Econômica Federal. A partir desta semana, começa a vigorar o teto máximo de empréstimos feitos no setor de penhor.
Cada pessoa não poderá retirar valor superior a R$ 15 mil. A instituição lembra que, para pedir o empréstimo, o cliente precisa apresentar RG, CPF e comprovante de residência. Em 2003, o setor de penhor da Caixa movimentou R$ 4 bilhões. Neste ano, a expectativa é que a cifra chegue a R$ 5,6 bilhões.
O penhor é bastante procurado pelas camadas da população com menor poder aquisitivo por causa da rapidez na liberação do dinheiro e dos juros baixos – para empréstimos de até R$ 300, a taxa cobrada é de 2,53% ao mês, menos da metade dos juros cobrados pelas opções de empréstimo pessoal das principais instituições financeiras do país.
Segundo uma pesquisa feita pela Caixa, 70% das pessoas que buscam o setor de penhor o fazem para pagar dívidas pessoais. A instituição informou que 82% buscam valores inferiores a R$ 300. Em todo o país, 310 agências da Caixa oferecem o serviço de penhor.
Tufy Geara, presidente da Associação dos Relojoeiros e Joalheiros do Estado do Paraná, recebeu a mudança de política da Caixa como uma vitória. Ele disse, porém, que precisam ser criados outros instrumentos que dificultem a entrada de jóias roubadas nos cofres do banco estatal.
Geara, que é proprietário da Celine Geara Joalheiros, em Curitiba, disse que buscou jóias roubadas na agência da Caixa de Balneário Camboriú (SC). “As peças ainda estavam identificadas com etiqueta (da loja).”
Outras idéias de Geara são a verificação dos antecedentes criminais das pessoas que solicitam a troca de jóias por empréstimos em dinheiro e a expressa autorização da gerência da agência para operações superiores a R$ 3 mil.
Segundo o joalheiro, essas e outras reivindicações foram apresentadas à direção da Caixa Econômica Federal, durante uma reunião realizada em Brasília. Geara está buscando apoio do governo estadual para convencer a Caixa a tomar as medidas solicitadas pelos empresários do setor.
O diretor comercial da joalheria Bergerson, Marcelo Bergerson, disse considerar positiva qualquer medida que dificulte a troca de ouro e pedras preciosas roubadas por dinheiro. “O acesso precisa ser rápido, por causa da função social do penhor. Mas é preciso que se dificulte a acetação de peças novas ou com etiquetas da loja, ainda mais por pessoas humildes, que são usadas como laranjas.”
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Por Mhais• 27 de janeiro de 2004• 10:57• Sem categoria
CAIXA CRIA REGRA PARA COIBIR PENHOR DE JÓIAS ROUBADAS
Gazeta do Povo
Instituição define empréstimo máximo de R$ 15 mil por pessoa
O penhor, um dos meios mais populares de financiamento do país, está ganhando novas regras com o objetivo de evitar que jóias roubadas sejam depositadas nos cofres da Caixa Econômica Federal. A partir desta semana, começa a vigorar o teto máximo de empréstimos feitos no setor de penhor.
Cada pessoa não poderá retirar valor superior a R$ 15 mil. A instituição lembra que, para pedir o empréstimo, o cliente precisa apresentar RG, CPF e comprovante de residência. Em 2003, o setor de penhor da Caixa movimentou R$ 4 bilhões. Neste ano, a expectativa é que a cifra chegue a R$ 5,6 bilhões.
O penhor é bastante procurado pelas camadas da população com menor poder aquisitivo por causa da rapidez na liberação do dinheiro e dos juros baixos – para empréstimos de até R$ 300, a taxa cobrada é de 2,53% ao mês, menos da metade dos juros cobrados pelas opções de empréstimo pessoal das principais instituições financeiras do país.
Segundo uma pesquisa feita pela Caixa, 70% das pessoas que buscam o setor de penhor o fazem para pagar dívidas pessoais. A instituição informou que 82% buscam valores inferiores a R$ 300. Em todo o país, 310 agências da Caixa oferecem o serviço de penhor.
Tufy Geara, presidente da Associação dos Relojoeiros e Joalheiros do Estado do Paraná, recebeu a mudança de política da Caixa como uma vitória. Ele disse, porém, que precisam ser criados outros instrumentos que dificultem a entrada de jóias roubadas nos cofres do banco estatal.
Geara, que é proprietário da Celine Geara Joalheiros, em Curitiba, disse que buscou jóias roubadas na agência da Caixa de Balneário Camboriú (SC). “As peças ainda estavam identificadas com etiqueta (da loja).”
Outras idéias de Geara são a verificação dos antecedentes criminais das pessoas que solicitam a troca de jóias por empréstimos em dinheiro e a expressa autorização da gerência da agência para operações superiores a R$ 3 mil.
Segundo o joalheiro, essas e outras reivindicações foram apresentadas à direção da Caixa Econômica Federal, durante uma reunião realizada em Brasília. Geara está buscando apoio do governo estadual para convencer a Caixa a tomar as medidas solicitadas pelos empresários do setor.
O diretor comercial da joalheria Bergerson, Marcelo Bergerson, disse considerar positiva qualquer medida que dificulte a troca de ouro e pedras preciosas roubadas por dinheiro. “O acesso precisa ser rápido, por causa da função social do penhor. Mas é preciso que se dificulte a acetação de peças novas ou com etiquetas da loja, ainda mais por pessoas humildes, que são usadas como laranjas.”
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