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Caixa expande carteira em mais de 17,5%

A Caixa Econômica Federal lançou ontem duas novas linhas de crédito. Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banco anunciou o lançamento de um microcrédito voltado para costureiras de São Paulo. Em outro evento, a Caixa apresentou um programa de empréstimo para a compra de materiais de construção.

O primeiro evento foi realizado no Sesc Interlagos e, além de Lula, contou com a presença do presidente da Caixa, Jorge Mattoso. O programa recebeu o nome de “Sistema Financeiro Inclusivo Caixa”, que tem como objetivo oferecer crédito e inclusão bancária para a população de baixa renda. Segundo Mattoso, na primeira etapa, o banco fornecerá empréstimos de R$ 500 (com juros mensais de 2%) para costureiras comprarem máquinas da Singer, que fez um acordo com o banco para vendê-las a preços mais baixos que o mercado.

A estimativa é atingir 1,3 mil costureiras de São Paulo. Elas também terão consultoria do estilista mineiro Reinaldo Lourenço, que desenhará peças exclusivas. Na segunda etapa, o programa será levado para outras cidades (como Belo Horizonte e Fortaleza) e vai abranger outras profissões, como artesãos e marceneiros.

Ao mesmo em que anunciava a nova linha de microcrédito, a Caixa Econômica Federal assinou também convênio com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) para fornecer crédito e serviços para produtores e lojas desses produtos e seus clientes.

O vice-presidente de negócios bancários e imobiliários da Caixa, Fábio Lenza, acredita que o acordo vai gerar R$ 500 milhões em negócios até o final do ano, representando cerca de 25% dos R$ 2 bilhões que o banco vai destinar à aquisição de material de construção nesse espaço de tempo. Nos primeiros cinco meses do ano, o banco canalizou R$ 413,9 milhões para a compra de material de construção com recursos próprios, do FAT e do FGTS , que chegaram ao mercado por meio de outros produtos, como o Construcard.

O convênio ontem assinado compreende crédito para investimento, capital de giro e desconto de recebíveis dos produtores e lojistas. Inclui a oferta de serviços como a cobrança em 15 mil pontos da Caixa (10 mil dos quais em lotéricas). Faz ainda parte dele o lançamento de um cartão de crédito com marca compartilhada para as pessoas físicas compradoras de material de construção, com juros de 3,5% ao mês.

Durante o lançamento do programa para as costureiras, Mattoso destacou que este é “mais um indicativo de uma nova forma de atuação da Caixa, de agente promotor da inclusão social e do desenvolvimento econômico do país”. Segundo ele, o banco deve liberar R$ 123 bilhões este ano (incluindo todas as formas de recursos, como FGTS e crédito comercial), superando os R$ 97 bilhões do ano passado.

Para as linhas de crédito comercial, a previsão é que o crescimento continue acima da média do setor bancário. Em 2004, a carteira de crédito da Caixa cresceu 43%, o dobro do aumento registrado no mercado financeiro, segundo Mattoso. No primeiro quadrimestre deste ano, a carteira subiu 17,5%, frente a 10,5% de crescimento de todo o mercado.

De acordo com o presidente da Caixa, o banco já disponibilizou mais de R$ 12 bilhões de crédito comercial este ano e mais de R$ 2,2 bilhões apenas para a habitação. No crédito popular foram concedidos R$ 235 milhões em 2004. No micropenhor (também voltado para baixa renda), Mattoso destaca que, em 10 meses de existência, foram emprestados R$ 394 milhões, sendo que R$ 258 milhões foram oferecidos apenas em 2005.

Segundo o presidente Lula, a Caixa está provando que “é possível (um banco público) ter lucro com uma forte política de inclusão social, fazendo com que uma grande parcela da sociedade que nunca teve apoio de nenhum banco do brasil possa ter acesso a empréstimos com condições muito mais favoráveis”.

Fonte: Valor Econômico – Altamiro Silva Júnior e Maria Christina Carvalho

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Caixa expande carteira em mais de 17,5%

A Caixa Econômica Federal lançou ontem duas novas linhas de crédito. Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banco anunciou o lançamento de um microcrédito voltado para costureiras de São Paulo. Em outro evento, a Caixa apresentou um programa de empréstimo para a compra de materiais de construção.
O primeiro evento foi realizado no Sesc Interlagos e, além de Lula, contou com a presença do presidente da Caixa, Jorge Mattoso. O programa recebeu o nome de “Sistema Financeiro Inclusivo Caixa”, que tem como objetivo oferecer crédito e inclusão bancária para a população de baixa renda. Segundo Mattoso, na primeira etapa, o banco fornecerá empréstimos de R$ 500 (com juros mensais de 2%) para costureiras comprarem máquinas da Singer, que fez um acordo com o banco para vendê-las a preços mais baixos que o mercado.
A estimativa é atingir 1,3 mil costureiras de São Paulo. Elas também terão consultoria do estilista mineiro Reinaldo Lourenço, que desenhará peças exclusivas. Na segunda etapa, o programa será levado para outras cidades (como Belo Horizonte e Fortaleza) e vai abranger outras profissões, como artesãos e marceneiros.
Ao mesmo em que anunciava a nova linha de microcrédito, a Caixa Econômica Federal assinou também convênio com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) para fornecer crédito e serviços para produtores e lojas desses produtos e seus clientes.
O vice-presidente de negócios bancários e imobiliários da Caixa, Fábio Lenza, acredita que o acordo vai gerar R$ 500 milhões em negócios até o final do ano, representando cerca de 25% dos R$ 2 bilhões que o banco vai destinar à aquisição de material de construção nesse espaço de tempo. Nos primeiros cinco meses do ano, o banco canalizou R$ 413,9 milhões para a compra de material de construção com recursos próprios, do FAT e do FGTS , que chegaram ao mercado por meio de outros produtos, como o Construcard.
O convênio ontem assinado compreende crédito para investimento, capital de giro e desconto de recebíveis dos produtores e lojistas. Inclui a oferta de serviços como a cobrança em 15 mil pontos da Caixa (10 mil dos quais em lotéricas). Faz ainda parte dele o lançamento de um cartão de crédito com marca compartilhada para as pessoas físicas compradoras de material de construção, com juros de 3,5% ao mês.
Durante o lançamento do programa para as costureiras, Mattoso destacou que este é “mais um indicativo de uma nova forma de atuação da Caixa, de agente promotor da inclusão social e do desenvolvimento econômico do país”. Segundo ele, o banco deve liberar R$ 123 bilhões este ano (incluindo todas as formas de recursos, como FGTS e crédito comercial), superando os R$ 97 bilhões do ano passado.
Para as linhas de crédito comercial, a previsão é que o crescimento continue acima da média do setor bancário. Em 2004, a carteira de crédito da Caixa cresceu 43%, o dobro do aumento registrado no mercado financeiro, segundo Mattoso. No primeiro quadrimestre deste ano, a carteira subiu 17,5%, frente a 10,5% de crescimento de todo o mercado.
De acordo com o presidente da Caixa, o banco já disponibilizou mais de R$ 12 bilhões de crédito comercial este ano e mais de R$ 2,2 bilhões apenas para a habitação. No crédito popular foram concedidos R$ 235 milhões em 2004. No micropenhor (também voltado para baixa renda), Mattoso destaca que, em 10 meses de existência, foram emprestados R$ 394 milhões, sendo que R$ 258 milhões foram oferecidos apenas em 2005.
Segundo o presidente Lula, a Caixa está provando que “é possível (um banco público) ter lucro com uma forte política de inclusão social, fazendo com que uma grande parcela da sociedade que nunca teve apoio de nenhum banco do brasil possa ter acesso a empréstimos com condições muito mais favoráveis”.
Fonte: Valor Econômico – Altamiro Silva Júnior e Maria Christina Carvalho

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