A segunda rodada de negociações específicas para a CAIXA acontecerá hoje, a partir das 13h, em Brasília. O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) vão encontrar os representantes do banco para discutir isonomia e plano de cargos e carreiras (PCC).
A proposta apresentada pelos bancários é uma reformulação do PCC, em um processo semelhante ao de 2007. O prazo deverá ser pré-estabelecido, permitindo mudanças que contemplem os interesses dos empregados. Referente a isonomia é preciso continuar lutando para equiparar direitos dos trabalhadores novos e antigos. Alguns itens já foram conquistados, como o parcelamento de férias, plano de saúde nas mesmas condições para todos os funcionários, novo plano da Funcef, etc. Mas é preciso brigar por mais direitos, como licença-prêmio e o adicional por tempo de serviço.
A CAIXA e os representantes firmaram um calendário de negociações que prevê mais dois encontros: dia 19 de setembro, para tratar do auxílio e da cesta-alimentação para os aposentados e pensionistas, jornada de seis horas, contratação de pessoal. Para dia 26 de setembro ficam as discussões sobre democratização da gestão e recomposição do poder de compra dos salários.
“Temos uma boa expectativa. A CAIXA demonstrou estar propensa a negociar e avançar no processo de discussão. Mas só podemos ter certeza no desenrolar das próximas reuniões. Tem espaço para conquistas, já que a Caixa apresentou um bom lucro neste primeiro semestre. Estamos confiantes principalmente nos pontos que tratam de remuneração”, avalia Antônio Luiz Fermino, representante paranaense na CEE CAIXA (comissão de empregados) e dirigente sindical de Curitiba.
Já o Banco do Brasil permanece sem estabelecer data para negociação específica com os trabalhadores, mostrando a falta de interesse do banco em dialogar. No encontro do dia 04 de setembro, representantes da diretoria limitaram-se apenas a prorrogar o Acordo Coletivo do ano passado até 30 de setembro. A proposta de calendário, levada pelos trabalhadores, não foi sequer apreciada. A próxima reunião seria marcada futuramente, dependendo da disponibilidade do banco. Até agora não houve interesse, mesmo com a mobilização dos sindicatos de todo o país. “É desta maneira que o Banco vem tratando os interesses dos trabalhadores. Por isso nós vamos intensificar as mobilizações e exigir respostas do banco”, diz Gilberto Reck, representante paranaense na CEF (Comissão de Empresa dos funcionários do BB).
E essa só foi a mais recente demonstração de descaso da diretoria do Banco do Brasil com os funcionários e seus representantes. Há anos o banco vem empurrando com a barriga a discussão sobre mudanças no seu Plano de Cargos e Salários e a criação de um Plano de Carreira. Há cinco anos chegou a criar um grupo de trabalho (GT), que logo depois foi extinto, deixando claro que não pretende negociar com os funcionários.
Manifestações em Curitiba
O Sindicato de Curitiba e Região e FETEC-CUT/PR, participaram de uma manhã de manifestações nas agências bancárias da rua Comendador Araújo, no centro de Curitiba. A agência do banco Itaú teve sua abertura atrasada, resultado de blitz promovidas pelos representantes dos trabalhadores, que detectaram péssimas condições de trabalho devido a reformas inacabadas, como entulhos, barulho e muito pó, causando diversas irritações e prejudicando a saúde dos funcionários da unidade. Isso devido a ganância dos banqueiros que negaram a suspensão temporária dos trabalhos nesta agência. Além do Itaú, as manifestações passaram pelo Banco do Brasil, Bradesco, Unibanco e terminou na agência HSBC do Palácio Avenida, em frente a Boca Maldita. Durante toda a manhã, o ato foi acompanhado por uma banda musical, entrega de cartilhas sobre serviço bancário aos clientes e usuários e esclarecimentos sobre a Campanha Salarial Nacional.
Isabela Medeiros – FETEC-PR/CUT