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Campanha por doação de sangue quer ampliar prática no Brasil

Rio de Janeiro – Com o slogan “Ajudar está no sangue”, o Ministério da Saúde lança hoje (20) uma campanha para ampliar e tornar freqüente a doação de sangue no país. Segundo dados do ministério, no Brasil, apenas 1,8% da população adulta faz doações regulares de sangue, quando o ideal, conforme estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é que de 3 a 5% da população de cada país seja doadora.

Para divulgar a campanha, o Ministério da Saúde vai veicular filmes na televisão e nos cinemas e também spots em rádios das capitais e do interior dos estados. Também serão distribuídos folhetos informativos nos hemocentros de todos os estados da federação.

“Nós temos que, de um lado, fazer com que as pessoas que já são doadoras mantenham esse hábito de generosidade, mas também outro grande desafio é fazer com que pessoas que nunca doaram passem a ser doadores”, enfatizou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao falar sobre o lançamento da campanha na última sexta-feira (17) no Rio de Janeiro.

Temporão destacou, ainda, que no Brasil faltam doadores pois a demanda cresce em proporções muito maiores. “O país precisa de um estoque estratégico de sangue para o atendimento das mais variadas patologias. Além disso, o sangue também é muito importante no seu fracionamento, de onde se tira imunoglobulinas e plasma, fatores de coagulação que também são utilizados no tratamento de outras doenças”.

Para a chefe do setor de Hemoterapia do Instituto de Hematologia do Rio de Janeiro, Ester Lopes, a Campanha Nacional de Doação de Sangue é uma estratégia do governo para evitar a evasão de doadores em função da campanha de vacinação contra a rubéola, que será iniciada em 9 de agosto.

Ela explicou que ao receber a vacina, a pessoa não pode, pelo menos por um mês, fazer doação de sangue, o que provoca uma queda acentuada no número de doadores, como aconteceu em maio do ano passado, quando foi realizada a campanha de vacinação contra a rubéola.

“Para este ano, a queda será maior ainda, já que o foco da campanha contra a rubéola são os homens com idades entre 20 e 39 anos, justamente o nosso maior público doador. Assim, para evitar esta evasão, nós do Hemocentro já iniciamos uma busca a doadores e logo no início do mês de agosto, quem doar sangue já vai receber a vacina no posto onde fizer a doação”, acrescentou.

Por Cristiane Ribeiro – Repórter da Agência Brasil.

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Diretora de hemocentro atribui a campanhas bom índice de doações de sangue

Brasília – O Distrito Federal tem um dos maiores índices de doação de sangue do país. São 100 mil pessoas cadastradas no Hemocentro de Brasília. A diretora do centro, Maria de Lourdes Brito, atribui isso às campanhas que foram feitas pela instituição nos últimos dez anos. Segundo ela, o trabalho conseguiu sensibilizar principalmente os jovens para a importância da doação de sangue.

Hoje (20), o Ministério da Saúde lança uma campanha para ampliar e tornar freqüente a doação de sangue no país. Segundo dados do ministério, no Brasil, apenas 1,8% da população adulta faz doações regulares de sangue, quando o ideal, conforme estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é que de 3 a 5% da população de cada país seja doadora.

Jaime Carlos de Araújo, 25 anos, era um entre mais de uma dezena de voluntários que estavam na manhã de ontem (19) no Hemocentro de Brasília. Ele foi doar sangue pela primeira vez e defendeu que tomou a iniciativa por acreditar que “todos têm de ser solidários para com as pessoas que necessitam de uma transfusão”.

Aldilene Cariri, 38 anos, é outra voluntária que estava na sala de espera do centro. Ela conta que doar sangue é uma prática constante na vida dela e que busca o Hemocentro três vezes por ano. Aldilene acredita serem necessárias mais campanhas de conscientização para que as doações aumentem. “Eu venho aqui porque sei que tem muita gente que precisa muito de sangue para sobreviver”, explica.

A diretora do Hemocentro, Maria de Lourdes Brito, afirma que, nesta época do ano, o número de doadores cai por conta do período de férias e do clima seco. Ela lembra que cada doação pode beneficiar quatro pessoas. Lourdes Brito diz ainda que, desde a Constituição de 1988, é proibido o comércio do sangue no Brasil. Quando o hemocentro recebe um candidato a doador, faz exames para saber se ele tem saúde suficiente para a doação.

Por Lourenço Canuto – Repórter da Agência Brasil.

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