A Secretária de Políticas Sociais da FETEC – CUT – PR e trabalhadora bancária da Caixa Econômica Federal, Maria de Fátima Costamilan, declarou que espera avanços significativos na mesa temática que vai discutir igualdade de oportunidades durante a Campanha Salarial. Segundo ela, em sete anos, poucos direitos foram conquistados pelos trabalhadores bancários.
“Quando se fala em igualdade de oportunidades, estamos falando nos direitos das mulheres, dos portadores de deficiência, dos afro-descendentes e da diversidade sexual. Não queremos discutir o mérito e sim, mostrar que todos são trabalhadores independente do gênero, raça ou preferência sexual”, destacou.
A preocupação de Fátima não é por acaso. Os bancos públicos são os únicos que têm privilegiado essa questão, inclusive com a realização de discussões internas. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, por exemplo, já incluem em seus respectivos Planos de Saúde, companheiros e companheiras do mesmo sexo.
“Este é um debate importante na Campanha Salarial, porque a sociedade e o poder público aos poucos vêm reconhecendo a importância de se ter quotas para afro-descendentes e portadores de deficiência em vestibulares ou concursos públicos. A discussão tem que ser mais abrangente e chegar ao ramo financeiro”, enfatizou.
Fátima argumentou que apesar do pequeno avanço nos bancos privados, a discussão começa a ganhar corpo, “muito mais pela pressão dos sindicatos, federações e sociedade que pela boa vontade dos bancos e seus prepostos”.
A dirigente sindical defendeu também ainda a importância de uma valorização maior da mulher que trabalha nas instituições financeiras. Segundo ela, 50% da categoria são de mulheres, mas “nos cargos de alto escalão, que são o espaço para tomada de decisões, não temos sequer 9% de presença feminina. Espero que esta Campanha possa remediar esta situação. Nós, mulheres, não podemos aceitar essa estatística passivamente”, finalizou.
Por Edson Junior
FETEC – CUT – PR