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Por 14:05 Notícias

Candidatos ao governo receberam a Plataforma Democrática da Classe Trabalhadora

Documento traz importantes elementos para a construção de um projeto de mudanças
Em solenidade realizada nesta terça-feira (19/09), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada (Sintrapav), em Curitiba, a CUT-Paraná fez a entrega da Plataforma Democrática da Classe Trabalhadora aos candidatos ao Governo do Estado do Paraná ou a seus devidos representantes. O documento, elaborado numa plenária dos sindicatos cutistas, traz elementos de extrema importância para a construção de um projeto de mudanças, com crescimento da economia, distribuição de renda e ampla inclusão das forças políticas e sociais, fundamentais para avançar na luta do povo brasileiro pelas transformações.
A Plataforma é dividida em quatro eixos estratégicos: I – Contribuições do Estado do Paraná para a Construção de um Projeto Nacional para a Justiça Social e a Soberania Nacional; II – Pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda; III – Por mais Democracia e Organização do Estado no Brasil; IV – Mais Direitos para o Povo.
Após a formação da mesa pelo secretário geral da CUT-Paraná, Ademir Pincheski, o presidente da entidade, Roni Anderson Barbosa, falou sobre o que é a Plataforma. “Ela (a plataforma) discorre sobre diversos anseios dos trabalhadores e reafirma a Central, os sindicatos e os movimentos sociais como representantes da sociedade civil organizada e, por isso, devem ser fortalecidos com o propósito de se construir um projeto de desenvolvimento para o país”.
Participaram da atividade o candidato Luiz Roberto Forte (PSL), os candidatos a vice-governador Vitor Hugo Burko, representando Flávio Arns (PT), e Cristiane Ferrer, que esteve no lugar de Ana Lúcia Pires (PRTB). O candidato a deputado federal Luiz Gin representou Rubens Bueno (PPS). E Osmar Dias (PDT), por sua vez, enviou Roberto Gregório Scheme. Não compareceram, tampouco enviaram representantes os seguintes políticos: Roberto Requião (PMDB), Luiz Adão (PSDC), Luiz Felipe (PSOL), Jorge Martins (PRP) e Ivo Souza (PCO).
O vice na chapa de Flávio Arns, Vitor Hugo, afirmou que é uma satisfação para ele ver a CUT contribuindo para o processo eleitoral com a Plataforma e que o programa de governo da coligação não traz muitas promessas. “Não fizemos muitas promessas porque isso gera um desencanto na população quando elas ficam muito aquém. Somos compromissados com a melhoria de vida de todos. Todas as reivindicações da Plataforma devem ser aplicadas e perseguidas durante o governo. Temos consciência de que não é possível cumprir todos os pontos do documento em apenas um governo, mas sabemos que é possível colocar o estado no caminho para se atingir todos os itens da Plataforma”. Vitor também fez críticas ao modo como o Estado tem sido conduzido. “Nos últimos anos o Paraná é administrado como se fosse de propriedade do governador, e a comunidade tem apenas assistido. Há que se partir para um modelo onde o Estado não seja dos governantes, mas do povo. Temos perdido em desenvolvimento para os outros estados da região. É possível avançar mais com políticas que promovam verdadeiramente o desenvolvimento com democracia. Assim as reivindicações da Plataforma começarão a serem atendidas”.
O candidato ao Governo do Estado Antônio Roberto Forte disse que respeita os movimentos sociais. “Não acredito em nenhuma corrente política. Acredito sim na sociedade organizada, como a CUT, os sindicatos e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do qual tenho muito respeito, principalmente por sua coragem, apesar de toda hostilidade que sofrem. Convido a CUT para, caso sai vitorioso nas eleições, construir uma frente apartidária de mobilização social”.
O representante do candidato do PPS, Luiz Gin, sinalizou que seu candidato encampará a plataforma. “Assinaríamos o documento até mesmo sem ler em função da credibilidade da CUT. Também parabenizo a Central pela iniciativa da Plataforma, que traz muitas propostas que devem ser aplicadas para termos um Paraná melhor”.
A vice de Ana Lúcia Pires (PRTB), candidata Cristiane Ferrer, afirmou que as propostas da Plataforma estão contempladas no seu plano de governo. “Ficamos muito contentes ao saber que estamos em sintonia com as propostas dos trabalhadores”.
Roberto Gregório Scheme, que esteve representando Osmar Dias (PDT), enfatizou que é preciso modernizar o modelo de gestão. “Temos que respeitar as conquistas da sociedade. A cada transição de governo os programas, por melhor que sejam, são eliminados. Nossa proposta é de manter o que é bom, melhorar o que for necessário e acabar com os projetos que não funcionam. Também iremos valorizar e capacitar os servidores públicos, com revisão dos Planos de Carreiras, mas o grande foco de uma eventual gestão será a promoção do desenvolvimento”.
Após as exposições dos candidatos e seus representantes a atividade foi aberta para intervenções do público presente. Serginho Athayde, da Agência de Desenvolvimento Solidário, ressaltou que a CUT não é mais aquela do sindicalismo corporativo, mas que tem uma visão macro de sociedade, o que possibilita o relacionamento com todos os partidos que lutam pelos os interesses dos trabalhadores. Já Graziela Sternheim, do SindSaúde, destacou a importância da jornada de 30 horas para os trabalhadores da saúde pública e defendeu a liberdade de organização sindical, ameaçada com as atitudes do atual governo. Miguel Baez, vice-presidente da CUT-PR, lembrou a todos que o respeito à organização da classe trabalhadora é um fator que deve estar presente nos planos de governo dos candidatos. Por último, Eliana Maria dos Santos, secretária da mulher trabalhadora da CUT-PR, expôs a necessidade de criar políticas públicas de gênero para acabar com o abismo social entre homens e mulheres, e pela efetiva implementação da lei nº 11.340, nomeada como Lei Maria da Penha, que entra em vigor a partir do dia 22/09.
Os candidatos têm até sexta-feira (22/09) para analisar a Plataforma Democrática da Classe Trabalhadora. O documento deverá ser entregue assinado na sede estadual da CUT, em Curitiba. Em contrapartida, a Central irá divulgar a Plataforma e os candidatos que aderirem aos termos presentes no documento.
A solenidade contou com a participação do prefeito do município de Sarandi, Cido Spada, e do delegado regional do trabalho, Geraldo Seratiuk. Também compareceram os seguintes sindicatos: Bancários de Curitiba e de Londrina, Sintracon-Ctba, Sindimont, Vigilantes de Curitiba, Sismuc, SindSaúde, Sindipetro PR/SC, APP-Sindicato, Sintrapav e Sintravest-Ctba.
Por Davi Macedo
Fonte CUT/PR

Por 14:05 Sem categoria

Candidatos ao governo receberam a Plataforma Democrática da Classe Trabalhadora

Documento traz importantes elementos para a construção de um projeto de mudanças

Em solenidade realizada nesta terça-feira (19/09), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada (Sintrapav), em Curitiba, a CUT-Paraná fez a entrega da Plataforma Democrática da Classe Trabalhadora aos candidatos ao Governo do Estado do Paraná ou a seus devidos representantes. O documento, elaborado numa plenária dos sindicatos cutistas, traz elementos de extrema importância para a construção de um projeto de mudanças, com crescimento da economia, distribuição de renda e ampla inclusão das forças políticas e sociais, fundamentais para avançar na luta do povo brasileiro pelas transformações.

A Plataforma é dividida em quatro eixos estratégicos: I – Contribuições do Estado do Paraná para a Construção de um Projeto Nacional para a Justiça Social e a Soberania Nacional; II – Pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda; III – Por mais Democracia e Organização do Estado no Brasil; IV – Mais Direitos para o Povo.

Após a formação da mesa pelo secretário geral da CUT-Paraná, Ademir Pincheski, o presidente da entidade, Roni Anderson Barbosa, falou sobre o que é a Plataforma. “Ela (a plataforma) discorre sobre diversos anseios dos trabalhadores e reafirma a Central, os sindicatos e os movimentos sociais como representantes da sociedade civil organizada e, por isso, devem ser fortalecidos com o propósito de se construir um projeto de desenvolvimento para o país”.

Participaram da atividade o candidato Luiz Roberto Forte (PSL), os candidatos a vice-governador Vitor Hugo Burko, representando Flávio Arns (PT), e Cristiane Ferrer, que esteve no lugar de Ana Lúcia Pires (PRTB). O candidato a deputado federal Luiz Gin representou Rubens Bueno (PPS). E Osmar Dias (PDT), por sua vez, enviou Roberto Gregório Scheme. Não compareceram, tampouco enviaram representantes os seguintes políticos: Roberto Requião (PMDB), Luiz Adão (PSDC), Luiz Felipe (PSOL), Jorge Martins (PRP) e Ivo Souza (PCO).

O vice na chapa de Flávio Arns, Vitor Hugo, afirmou que é uma satisfação para ele ver a CUT contribuindo para o processo eleitoral com a Plataforma e que o programa de governo da coligação não traz muitas promessas. “Não fizemos muitas promessas porque isso gera um desencanto na população quando elas ficam muito aquém. Somos compromissados com a melhoria de vida de todos. Todas as reivindicações da Plataforma devem ser aplicadas e perseguidas durante o governo. Temos consciência de que não é possível cumprir todos os pontos do documento em apenas um governo, mas sabemos que é possível colocar o estado no caminho para se atingir todos os itens da Plataforma”. Vitor também fez críticas ao modo como o Estado tem sido conduzido. “Nos últimos anos o Paraná é administrado como se fosse de propriedade do governador, e a comunidade tem apenas assistido. Há que se partir para um modelo onde o Estado não seja dos governantes, mas do povo. Temos perdido em desenvolvimento para os outros estados da região. É possível avançar mais com políticas que promovam verdadeiramente o desenvolvimento com democracia. Assim as reivindicações da Plataforma começarão a serem atendidas”.

O candidato ao Governo do Estado Antônio Roberto Forte disse que respeita os movimentos sociais. “Não acredito em nenhuma corrente política. Acredito sim na sociedade organizada, como a CUT, os sindicatos e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do qual tenho muito respeito, principalmente por sua coragem, apesar de toda hostilidade que sofrem. Convido a CUT para, caso sai vitorioso nas eleições, construir uma frente apartidária de mobilização social”.

O representante do candidato do PPS, Luiz Gin, sinalizou que seu candidato encampará a plataforma. “Assinaríamos o documento até mesmo sem ler em função da credibilidade da CUT. Também parabenizo a Central pela iniciativa da Plataforma, que traz muitas propostas que devem ser aplicadas para termos um Paraná melhor”.

A vice de Ana Lúcia Pires (PRTB), candidata Cristiane Ferrer, afirmou que as propostas da Plataforma estão contempladas no seu plano de governo. “Ficamos muito contentes ao saber que estamos em sintonia com as propostas dos trabalhadores”.

Roberto Gregório Scheme, que esteve representando Osmar Dias (PDT), enfatizou que é preciso modernizar o modelo de gestão. “Temos que respeitar as conquistas da sociedade. A cada transição de governo os programas, por melhor que sejam, são eliminados. Nossa proposta é de manter o que é bom, melhorar o que for necessário e acabar com os projetos que não funcionam. Também iremos valorizar e capacitar os servidores públicos, com revisão dos Planos de Carreiras, mas o grande foco de uma eventual gestão será a promoção do desenvolvimento”.

Após as exposições dos candidatos e seus representantes a atividade foi aberta para intervenções do público presente. Serginho Athayde, da Agência de Desenvolvimento Solidário, ressaltou que a CUT não é mais aquela do sindicalismo corporativo, mas que tem uma visão macro de sociedade, o que possibilita o relacionamento com todos os partidos que lutam pelos os interesses dos trabalhadores. Já Graziela Sternheim, do SindSaúde, destacou a importância da jornada de 30 horas para os trabalhadores da saúde pública e defendeu a liberdade de organização sindical, ameaçada com as atitudes do atual governo. Miguel Baez, vice-presidente da CUT-PR, lembrou a todos que o respeito à organização da classe trabalhadora é um fator que deve estar presente nos planos de governo dos candidatos. Por último, Eliana Maria dos Santos, secretária da mulher trabalhadora da CUT-PR, expôs a necessidade de criar políticas públicas de gênero para acabar com o abismo social entre homens e mulheres, e pela efetiva implementação da lei nº 11.340, nomeada como Lei Maria da Penha, que entra em vigor a partir do dia 22/09.

Os candidatos têm até sexta-feira (22/09) para analisar a Plataforma Democrática da Classe Trabalhadora. O documento deverá ser entregue assinado na sede estadual da CUT, em Curitiba. Em contrapartida, a Central irá divulgar a Plataforma e os candidatos que aderirem aos termos presentes no documento.

A solenidade contou com a participação do prefeito do município de Sarandi, Cido Spada, e do delegado regional do trabalho, Geraldo Seratiuk. Também compareceram os seguintes sindicatos: Bancários de Curitiba e de Londrina, Sintracon-Ctba, Sindimont, Vigilantes de Curitiba, Sismuc, SindSaúde, Sindipetro PR/SC, APP-Sindicato, Sintrapav e Sintravest-Ctba.

Por Davi Macedo
Fonte CUT/PR

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