Rio de Janeiro – O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse hoje (5) que a crise econômica mundial não vai afetar a capacidade da empresa petrolífera de captar recursos com investidores. Segundo o presidente da estatal, a crise não é uma “crise de falta de recursos” no mundo.
“Não é uma crise de liquidez. Não falta dinheiro. Ao contrário, está sobrando dinheiro. O problema é que a seletividade de projetos é maior. Projetos mais sólidos, mais rentáveis, com mais consistência, têm mais chances de conseguir recursos”, disse Gabrielli, ressaltando que a empresa brasileira se encaixa nesse perfil.
Em palestra no 1º Fórum Conteúdo Local, no Rio de Janeiro, Gabrielli também destacou os investimentos que serão feitos pela Petrobras nos próximos anos. Segundo ele, para explorar o petróleo da camada pré-sal, a empresa precisará, até 2020, de 568 barcos de apoio, 94 plataformas e 68 sondas de perfuração de mais de 2 mil metros de profundidade.
Nos próximos dez anos, serão perfurados cerca de mil poços pela estatal, tanto para a exploração de bloco petrolífero quanto para a produção de petróleo no Brasil.
Gabrielli disse que é preciso estimular a indústria de navipeças (peças e equipamentos para o setor naval), para que a política de conteúdo local na indústria petrolífera seja plenamente atendida, sem que isso provoque atrasos ou prejuízos. O presidente da Petrobras defendeu ainda o acesso ao crédito por parte de fornecedores dos segundo, terceiro e quarto elos da cadeia produtiva de peças navais.
Por Vitor Abdala – Repórter da Agência BrasilEdição: Lana Cristina
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Gabrielli participa do I Fórum Conteúdo Local
A necessidade do fortalecimento da cadeia de fornecedores da indústria naval foi um dos pontos abordados pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, no I Fórum Conteúdo Local, realizado nesta sexta-feira (05/08), no Rio de Janeiro. Também participaram do evento, entre outras autoridades, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, o presidente da Transpetro, Sergio Machado, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro, Júlio Bueno.
“Em 2008 tínhamos de duas a três sondas com capacidade de perfurar a mais de 2 mil metros. Em 2010, já eram 15 sondas. Em 2013, teremos 39 sondas com essa capacidade. Caminhamos para um novo tipo de demanda, uma demanda tecnológica. Precisamos especializar as sondas, uma vez que pretendemos perfurar mais de mil poços,” explicou o presidente Gabrielli.
O crescimento da demanda por derivados de petróleo no Brasil e a posição do país como principal explorador em águas profundas também foram citados pelo presidente da Petrobras como características da mudança pela qual o mundo vem passando. “O Brasil é responsável por cerca de 2/3 da exploração em águas profundas. Apenas quatro países (Estados Unidos, China, Índia e Japão) têm um consumo maior que o Brasil.”
O diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, participou do painel “Oportunidades e desafios”, e reafirmou a importância dos projetos da Petrobras na exploração e produção do pré-sal, assegurando a grande demanda por produtos e serviços do setor. “Estamos aqui hoje porque temos mercado. Não há chances de o programa ser paralisado. Os programas na indústria do petróleo são de grande duração”, disse. O executivo lembrou que a priorização ao conteúdo nacional não é novidade, já que o mesmo foi feito nas décadas de 1970 e 80 no Mar do Norte, por Reino Unido e Noruega, e também no Golfo do México, através de ação governamental.
“Foi correta a decisão de fazer as coisas aqui”, completou. Costa frisou ainda a necessidade de qualificação de mão de obra e deu o exemplo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), que já formou 78 mil profissionais, e formará mais 28 mil com o 5º ciclo, que começa este mês. “Até 2013, serão 230 mil pessoas qualificadas”, afirmou.
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Leitores do blog entrevistam presidente da Petrobras
A partir desta quarta-feira (03/08), os leitores do blog Fatos e Dados podem enviar perguntas ao presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, sobre o Plano de Negócios da Companhia para o período 2011-2015.
Divulgado recentemente, o Plano prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões (R$ 389 bilhões) e contempla um total de 688 projetos. Diante do cenário promissor de descobertas em águas profundas no Brasil, o Plano foi elaborado em um contexto de crescente demanda mundial por energia, notadamente pelo petróleo, e concentra aportes no segmento de Exploração e Produção que representam 57% do total.
Não haverá nova capitalização e os recursos adicionais necessários para o financiamento do Plano não contemplam emissão de ações – eles serão captados junto às diversas fontes de financiamento a que a Companhia tem acesso no Brasil e no exterior.
O Plano prevê também um crescimento vigoroso na demanda de derivados do mercado brasileiro. A expectativa é de intensificar as atividades no desenvolvimento da produção e duplicar as reservas provadas até 2020. O crescimento do pré-sal deve ser o principal vetor para o crescimento da empresa no futuro.
Até 23h59 do próximo domingo (07/08), os leitores podem enviar suas perguntas pela seção de comentários deste post. As dez melhores serão selecionadas e respondidas pelo presidente, em vídeo, posteriormente. Participe!
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