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Por 11:40 Notícias

Carla Zambelli: choro e “atestado” não convencem e deputada seguirá presa, decide Justiça italiana

Não colou. A Justiça da Itália decidiu nesta quarta-feira (13) manter presa a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que segue detida em Roma desde 29 de julho, quando foi capturada pela polícia italiana

A parlamentar, que fugiu para a Itália após ser condenada no Brasil a dez anos de prisão por mandar o hacker Walter Delgatti invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, tentou usar uma combinação de choro e atestados médicos para deixar a cadeia, mas não convenceu o juiz.

Mal súbito e choro

Antes da audiência no Tribunal de Apelação de Roma, Zambelli alegou estar passando mal e chorou. Uma médica foi chamada para avaliá-la, e, mesmo assim, o magistrado perguntou se ela poderia prosseguir. A própria deputada respondeu que sim. Durante a sessão, a defesa insistiu na tese de que problemas físicos e psicológicos justificariam sua soltura. O advogado Fabio Pagnozzi falou em “um tipo raro de fibromialgia e diversas disfunções psicológicas” e pediu que ela aguardasse o processo em liberdade ou, no máximo, em prisão domiciliar.

Nada disso sensibilizou a corte. O juiz agendou para 22 de agosto uma perícia médica solicitada pela defesa, mas manteve a prisão preventiva até nova audiência, prevista para sete dias depois. Zambelli chegou à sala de audiências abatida, de calça jeans e blusa cinza, com os olhos marejados, acompanhada do pai, João Hélio Salgado, de 77 anos.

Extradição

A extradição solicitada pelo STF, formalizada em junho pelo Itamaraty, será analisada pela Justiça e pelo governo da Itália, num processo que especialistas afirmam poder se arrastar por até um ano. Enquanto isso, Zambelli seguirá sob custódia. 

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Texto: Ivan Longo

Fonte: Revista Fórum

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