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Carta dos bancários de Londrina ao presidente Lula

Excelentíssimo Sr.
Presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva

Como deve ser do conhecimento de V. Excia., nós, trabalhadores bancári@s, estamos em Greve Nacional desde meados de setembro na tentativa de convencer a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a retomar o diálogo com nossas lideranças sindicais. Nosso objetivo é negociar um acordo com termos mais favoráveis do que foi apresentado anteriormente e rejeitado pela maioria absoluta das assembléias da categoria.
Entendemos que os bancos, tanto privados como públicos, têm plenas condições de atender nossas reivindicações, concedendo reajuste superior ao índice proposto e melhorando a Participação nos Lucros e Resultados, visto que nos últimos anos o setor financeiro vem batendo recordes de rentabilidade, como bem demonstram seus balanços.
Procurando superar o impasse em que se encontram as negociações com a Fenaban, concordamos em reduzir o índice de reajuste de 25% para 19%, mas nem assim conseguimos sensibilizar nossos patrões de que estamos dispostos a ceder e a chegar a um consenso. Outra prova de nossa flexibilização neste movimento foi a realização de um esquema especial para atender os milhões de aposentados que neste início de mês utilizam os bancos para receber seus proventos.
Enquanto isso, a postura dos bancos é marcada pela intransigência. Por duas vezes a Fenaban recusou-se a atender à sugestão do Superior Tribunal do Trabalho, no sentido de retomar o diálogo com a Executiva Nacional dos Bancários. Ao invés de negociar, os banqueiros insistem em afirmar que não têm como melhorar a proposta rejeitada pela categoria, quando todos sabem que a folha de pagamento dos bancos, na maioria das vezes, é custeada tão somente com os recursos provenientes das salgadas tarifas cobradas da população.
Lembramos que, enquanto eleitores e trabalhadores ansiosos por mudanças, confiamos nossos votos ao Sr., acreditando em seus compromissos de campanha, principalmente naqueles voltados para a democratização nas relações de trabalho.
Queremos ainda apagar de vez a herança maldita deixada pela Era FHC, que com suas práticas repressivas sacrificaram muito o funcionalismo dos bancos públicos, hoje subordinados ao seu Governo. Infelizmente, estes mesmos instrumentos de pressão ressurgiram agora na tentativa de sufocar o movimento legítimo que realizamos, com posturas contrárias ao que esperávamos ver numa administração democrática construída num histórico de lutas.
Neste sentido, solicitamos a V. Excia., como Presidente da República e ex-sindicalista, com larga experiência em situações como a que vivemos hoje, interceda junto à Fenaban, bem como às diretorias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, para que possamos superar esse impasse.
Confiamos em sua sabedoria, Sr. Presidente, para conciliar este conflito, pois só assim poderemos chegar a um acordo com os bancos próximo das nossas necessidades.

Saudações Cutistas,

Londrina, 8 de outubro de 2004.

Bancários e Bancárias

Agda Madalena Pressoto Nobre Geraldo Fausto dos Santos
Funcionária do Presidente do Sindicato dos
Banco do Brasil Bancários de Londrina

Anelise Santos Galheiro Paulo Roberto de Lima
Funcionária da Caixa Diretor do Sindicato dos
Econômica Federal Bancários de Londrina

Antonio Pereira dos Santos Roberto Firmino
Diretor do Sindicato dos Presidente do Sindicato dos
Bancários de Apucarana Bancários de Cornélio Procópio

Roseli de Moraes Wellington Correia da Silva
Diretora do Sindicato dos Funcionário do
Bancários de Londrina Banco do Brasil

Por 12:31 Notícias

Carta dos bancários de Londrina ao presidente Lula

Excelentíssimo Sr.
Presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva
Como deve ser do conhecimento de V. Excia., nós, trabalhadores bancári@s, estamos em Greve Nacional desde meados de setembro na tentativa de convencer a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a retomar o diálogo com nossas lideranças sindicais. Nosso objetivo é negociar um acordo com termos mais favoráveis do que foi apresentado anteriormente e rejeitado pela maioria absoluta das assembléias da categoria.
Entendemos que os bancos, tanto privados como públicos, têm plenas condições de atender nossas reivindicações, concedendo reajuste superior ao índice proposto e melhorando a Participação nos Lucros e Resultados, visto que nos últimos anos o setor financeiro vem batendo recordes de rentabilidade, como bem demonstram seus balanços.
Procurando superar o impasse em que se encontram as negociações com a Fenaban, concordamos em reduzir o índice de reajuste de 25% para 19%, mas nem assim conseguimos sensibilizar nossos patrões de que estamos dispostos a ceder e a chegar a um consenso. Outra prova de nossa flexibilização neste movimento foi a realização de um esquema especial para atender os milhões de aposentados que neste início de mês utilizam os bancos para receber seus proventos.
Enquanto isso, a postura dos bancos é marcada pela intransigência. Por duas vezes a Fenaban recusou-se a atender à sugestão do Superior Tribunal do Trabalho, no sentido de retomar o diálogo com a Executiva Nacional dos Bancários. Ao invés de negociar, os banqueiros insistem em afirmar que não têm como melhorar a proposta rejeitada pela categoria, quando todos sabem que a folha de pagamento dos bancos, na maioria das vezes, é custeada tão somente com os recursos provenientes das salgadas tarifas cobradas da população.
Lembramos que, enquanto eleitores e trabalhadores ansiosos por mudanças, confiamos nossos votos ao Sr., acreditando em seus compromissos de campanha, principalmente naqueles voltados para a democratização nas relações de trabalho.
Queremos ainda apagar de vez a herança maldita deixada pela Era FHC, que com suas práticas repressivas sacrificaram muito o funcionalismo dos bancos públicos, hoje subordinados ao seu Governo. Infelizmente, estes mesmos instrumentos de pressão ressurgiram agora na tentativa de sufocar o movimento legítimo que realizamos, com posturas contrárias ao que esperávamos ver numa administração democrática construída num histórico de lutas.
Neste sentido, solicitamos a V. Excia., como Presidente da República e ex-sindicalista, com larga experiência em situações como a que vivemos hoje, interceda junto à Fenaban, bem como às diretorias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, para que possamos superar esse impasse.
Confiamos em sua sabedoria, Sr. Presidente, para conciliar este conflito, pois só assim poderemos chegar a um acordo com os bancos próximo das nossas necessidades.
Saudações Cutistas,
Londrina, 8 de outubro de 2004.
Bancários e Bancárias
Agda Madalena Pressoto Nobre Geraldo Fausto dos Santos
Funcionária do Presidente do Sindicato dos
Banco do Brasil Bancários de Londrina
Anelise Santos Galheiro Paulo Roberto de Lima
Funcionária da Caixa Diretor do Sindicato dos
Econômica Federal Bancários de Londrina
Antonio Pereira dos Santos Roberto Firmino
Diretor do Sindicato dos Presidente do Sindicato dos
Bancários de Apucarana Bancários de Cornélio Procópio
Roseli de Moraes Wellington Correia da Silva
Diretora do Sindicato dos Funcionário do
Bancários de Londrina Banco do Brasil

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