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Cartões já estão até nas feiras livres

Cidades do interior de Tocantins, Mato Grosso, Amazônia e Minas Gerais. Periferia de São Paulo, do Rio e de Belo Horizonte. Lojas, postos de gasolina, supermercados e farmácias localizados nestas regiões se transformaram em prioridade para as empresas de cartão de crédito. Nem as feiras livres escaparam. O raciocínio das empresas de cartão é que quanto mais lojas credenciadas, maior o uso do cartão. Quanto mais se usa o cartão, mais lojas vão querer se afiliar.

Em 2005, 200 mil novos estabelecimentos comerciais passaram a ter as maquininhas que lêem cartões de crédito e de débito (conhecidas como POS). A maioria destas lojas é de pequeno e médio porte e está localizada em cidades do interior e nos bairros mais distantes das grandes capitais. Nos regiões centrais e de mais alta renda, praticamente não há mais espaço para crescer, dizem as empresas de cartões. Número preliminares indicam que o Brasil fechou 2005 com 1 milhão de estabelecimentos que aceitam cartões, um recorde.

Na Visanet, a empresa responsável por credenciar os estabelecimentos comerciais para os cartões com as bandeiras Visa e Visa Electron, o maior crescimento foi na região Sul (23%) e Centro-Oeste (22%). A cidade de Palmas (TO), também foi destaque. Lá, o número de lojas com o POS subiu 30%. Ao todo, a empresa afiliou 219 mil estabelecimentos em 2005 e fechou o ano com 950 mil pontos credenciados no país.

Segundo o presidente da Visanet, Antônio Luiz Rios, a empresa começou há dois anos um trabalho de interiorização, para levar a bandeira Visa para os mais distantes lugares do país. Em 2005, além da ida para o interior, outro projeto foi posto em prática: explorar a periferia das grandes cidades.

Na Redecard, que afilia as lojas para os cartões MasterCard, Maestro, Dinners e RedeShop, 2005 foi o segundo ano consecutivo onde o número de estabelecimentos credenciados superou os 200 mil. “O crescimento tem sido maior fora do eixo Rio/São Paulo”, conta Henrique Capdeville, diretor de marketing e produtos da Redecard. A empresa já conta com mais de 900 mil pontos credenciados no Brasil.

Até as feiras livres passaram a ter as máquinas leitoras dos cartões MasterCard e Maestro. Por meio de um convênio com o sindicato dos feirantes de Guarulhos (SP) e tecnologia de telefonia móvel, feiras da cidade já vendem frutas, verduras e pastéis pelo cartão de crédito ou débito. “É um forma de disseminar a cultura do uso do cartão”, diz Capdeville.

No interior, para atrair novas lojas, a Redecard usou a Copa do Mundo como estratégia. Com o sorteio de pacotes para os jogos na Alemanha, a empresa conseguiu afiliar 30 mil lojas durante sete meses de 2005 em 729 cidades escolhidas em várias regiões do país.

Com o esforço das empresas de cartões, em várias cidades onde só era possível pagar uma conta com dinheiro ou cheque, hoje já é possível usar os plásticos. Entre elas, cidades do interior do Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Em Nova Resende, cidade com 12 mil habitantes no Sul de Minas, dois supermercados e um posto de gasolina passaram a ter os POS da Visanet. Apesar das taxas altas (R$ 80 fixos por mês e mais um percentual na casa dos 2% sobre o que é vendido), os comerciantes da cidade gostaram da idéia. “Muitas pessoas passaram a comprar aqui por causa da possibilidade de pagar com cartão”, diz Sônia Maria Tomé, do Supermercado João Batista Tomé.

Segundo dados da Ibope Inteligência, há 10 anos, a base de aceitação dos cartões Visa e MasterCard no Brasil não passava dos 300 mil estabelecimentos. Hoje, encosta no 1 milhão e já se aproxima do limite do mercado. Cálculos da Redecard e Visanet estimam que o Brasil tenha entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de pontos onde é possível credenciar (ou seja, sem problema de registros e restrições cadastrais e atrativos comercialmente). Por esse motivos, as duas empresas não esperam repetir nos próximos anos os números de 2004 e 2005. Na Redecard, a meta é terminar 2006 com 1 milhão de estabelecimentos credenciados.

Fonte: Valor Online

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Cartões já estão até nas feiras livres

Cidades do interior de Tocantins, Mato Grosso, Amazônia e Minas Gerais. Periferia de São Paulo, do Rio e de Belo Horizonte. Lojas, postos de gasolina, supermercados e farmácias localizados nestas regiões se transformaram em prioridade para as empresas de cartão de crédito. Nem as feiras livres escaparam. O raciocínio das empresas de cartão é que quanto mais lojas credenciadas, maior o uso do cartão. Quanto mais se usa o cartão, mais lojas vão querer se afiliar.
Em 2005, 200 mil novos estabelecimentos comerciais passaram a ter as maquininhas que lêem cartões de crédito e de débito (conhecidas como POS). A maioria destas lojas é de pequeno e médio porte e está localizada em cidades do interior e nos bairros mais distantes das grandes capitais. Nos regiões centrais e de mais alta renda, praticamente não há mais espaço para crescer, dizem as empresas de cartões. Número preliminares indicam que o Brasil fechou 2005 com 1 milhão de estabelecimentos que aceitam cartões, um recorde.
Na Visanet, a empresa responsável por credenciar os estabelecimentos comerciais para os cartões com as bandeiras Visa e Visa Electron, o maior crescimento foi na região Sul (23%) e Centro-Oeste (22%). A cidade de Palmas (TO), também foi destaque. Lá, o número de lojas com o POS subiu 30%. Ao todo, a empresa afiliou 219 mil estabelecimentos em 2005 e fechou o ano com 950 mil pontos credenciados no país.
Segundo o presidente da Visanet, Antônio Luiz Rios, a empresa começou há dois anos um trabalho de interiorização, para levar a bandeira Visa para os mais distantes lugares do país. Em 2005, além da ida para o interior, outro projeto foi posto em prática: explorar a periferia das grandes cidades.
Na Redecard, que afilia as lojas para os cartões MasterCard, Maestro, Dinners e RedeShop, 2005 foi o segundo ano consecutivo onde o número de estabelecimentos credenciados superou os 200 mil. “O crescimento tem sido maior fora do eixo Rio/São Paulo”, conta Henrique Capdeville, diretor de marketing e produtos da Redecard. A empresa já conta com mais de 900 mil pontos credenciados no Brasil.
Até as feiras livres passaram a ter as máquinas leitoras dos cartões MasterCard e Maestro. Por meio de um convênio com o sindicato dos feirantes de Guarulhos (SP) e tecnologia de telefonia móvel, feiras da cidade já vendem frutas, verduras e pastéis pelo cartão de crédito ou débito. “É um forma de disseminar a cultura do uso do cartão”, diz Capdeville.
No interior, para atrair novas lojas, a Redecard usou a Copa do Mundo como estratégia. Com o sorteio de pacotes para os jogos na Alemanha, a empresa conseguiu afiliar 30 mil lojas durante sete meses de 2005 em 729 cidades escolhidas em várias regiões do país.
Com o esforço das empresas de cartões, em várias cidades onde só era possível pagar uma conta com dinheiro ou cheque, hoje já é possível usar os plásticos. Entre elas, cidades do interior do Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Em Nova Resende, cidade com 12 mil habitantes no Sul de Minas, dois supermercados e um posto de gasolina passaram a ter os POS da Visanet. Apesar das taxas altas (R$ 80 fixos por mês e mais um percentual na casa dos 2% sobre o que é vendido), os comerciantes da cidade gostaram da idéia. “Muitas pessoas passaram a comprar aqui por causa da possibilidade de pagar com cartão”, diz Sônia Maria Tomé, do Supermercado João Batista Tomé.
Segundo dados da Ibope Inteligência, há 10 anos, a base de aceitação dos cartões Visa e MasterCard no Brasil não passava dos 300 mil estabelecimentos. Hoje, encosta no 1 milhão e já se aproxima do limite do mercado. Cálculos da Redecard e Visanet estimam que o Brasil tenha entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de pontos onde é possível credenciar (ou seja, sem problema de registros e restrições cadastrais e atrativos comercialmente). Por esse motivos, as duas empresas não esperam repetir nos próximos anos os números de 2004 e 2005. Na Redecard, a meta é terminar 2006 com 1 milhão de estabelecimentos credenciados.
Fonte: Valor Online

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