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Bancos públicos sustentam expansão orgânica

Bancos públicos sustentam expansão orgânica com a abertura de agências.

Mesmo com a popularização de ferramentas que permitem o atendimento à distância, os principais bancos brasileiros continuam crescendo fisicamente. Entre 2001 e 2005, por exemplo, o total de agências do sistema financeiro cresceu 4,45% e passou de 16.841 para 17.591.

No ano passado, em termos absolutos, as instituições públicas foram as que mais se expandiram. Juntos, Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF), Banco da Amazônia (Basa), Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) e Nossa Caixa abriram 378 pontos.

Entre os privados, o destaque ficou com o Itaú, que abriu 110 agências. O Bradesco, por sua vez, terminou o ano com 82 pontos a menos, na comparação com dezembro de 2004. Unibanco, ABN AMRO Real, Santander Banespa, Sudameris, Mercantil do Brasil e Rural fecharam alguns pontos ou não mexeram nas redes, de acordo com relatório elaborado pelo Banco Central (BC).

Como os bancos públicos não participaram do movimento de fusões e aquisições promovido nos últimos anos – diferentemente dos privados -, a necessidade de expansão deles hoje é maior, acreditam alguns especialistas consultados.

Outro motivo para o crescimento das redes de agências é o interesse pelo mercado de baixa renda e conseqüente avanço da “bancarização”. Apesar de parcela significativa dos novos clientes de áreas mais remotas ser atendida por varejistas que atuam como correspondentes bancários, as agências são fundamentais, pois funcionam como ponto de apoio desses agentes.

Critérios sociais, que no passado eram decisivos para a política de expansão dos bancos públicos, perderam importância. “Hoje, o potencial de geração de resultado é sempre levado em conta. Não podemos abrir uma agência sem ter em mente que ela será lucrativa”, diz o vice-presidente de varejo do BB, Antonio Francisco de Lima Neto.

Prova disso é que a maior parte dos 225 pontos abertos pelo BB no ano passado está concentrada em grandes centros urbanos, que oferecem maior potencial de retorno. “Nos pequenos municípios, o banco já possui uma presença satisfatória”, avalia o executivo do banco.

A estratégia adotada pelo BB em 2005 foi promover um forte processo de migração dos Postos de Atendimento Bancários (PABs). Segundo Lima Neto, os postos que estavam ganhando “robustez” foram transformados em agências. Para 2006, a meta é continuar esse processo, mas “sem grandes saltos”.

A CEF, por sua vez, está implementando um projeto de crescimento elaborado em 2003 cuja meta é abrir 500 pontos até 2007. De lá para cá, já foram abertos 193. Neste ano, estão previstas mais 160 agências. “Se compararmos a nossa rede com a dos nossos concorrentes diretos – Banco do Brasil, Bradesco e Itaú – estamos defasados e, por isso, estamos trabalhando para diminuir essa diferença”, conta o vice-presidente de distribuição da CEF, João Carlos Garcia.

Assim como o BB, o crescimento da rede da Caixa Econômica Federal também está concentrado nos grandes centros. Das 124 agências abertas em 2005, o Estado de São Paulo recebeu 57 e o Rio de Janeiro 20.

Já o Banrisul está olhando com mais atenção para o interior. “Queremos chegar a todos os municípios do Rio Grande do Sul e, para isso, devemos abrir mais 22 agências e 25 postos de atendimento em 2006”, afirma o presidente da instituição, Fernando Guerreiro de Lemos.

Segundo ele, a presença em Porto Alegre já é satisfatória. No ano passado, o banco inaugurou 15 agências.

No Itaú, a expansão foi pulverizada, informa o diretor de relações institucionais, Ricardo Terenzi. No entanto, algumas praças, como a cidade de São Paulo, o interior paulista e os Estados da região Sul, foram privilegiadas.

O forte avanço do Itaú em 2005 – 110 novos pontos de atendimento – esteve relacionado com a falta de oportunidades de aquisições. Até 2004, o crescimento da rede foi baseado na incorporação de agências herdadas de instituições como o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), Banco do Estado do Paraná (Banestado) e o Banco do Estado de Goiás (BEG), adquiridos pela instituição. “Em 2004, encerramos o processo que chamamos de virada de bandeira e, com isso, passamos a atuar apenas com a marca Itaú. Como não identificamos oportunidades interessantes para novas aquisições, optamos pela expansão orgânica”, diz Terenzi.

O Bradesco, que fez várias aquisições nos últimos anos, sendo o exemplo mais recente o do Banco do Estado do Ceará (BEC), ainda está depurando a rede para eliminar eventuais sobreposições. Entre 2002 e 2004, comprou o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), Mercantil de São Paulo, Banco do Estado do Amazonas (BEA), Banco do Estado do Maranhão (BEM) e Banco Cidade.

Em entrevista por e-mail, o vice-presidente do Bradesco, Arnaldo Alves Vieira, informa que os 82 pontos fechados no ano passado fizeram parte de um processo natural, depois de um período de acelerada expansão. “Não consideramos esse processo como uma ação deliberada de redução de agências. Na verdade, abrimos 23 novos pontos em 2005 em função de mudanças geográficas da atividade econômica brasileira”, diz.

Para este ano, o banco deve continuar com os remanejamentos onde houver sobreposição de agências, além de reforçar a presença nos locais de maior potencial de expansão econômica.

Um dos pivôs da atual crise política, o mineiro Rural foi quem mais diminuiu de tamanho no ano passado. Entre dezembro de 2004 e dezembro de 2005 a instituição fechou 37 agências, passando de 85 para 47, redução de 44%. Em setembro passado, o banco anunciou um plano de reestruturação que previa o fechamento de 30 pontos de atendimento. Em dezembro, entretanto, na comparação com o mês anterior, um ponto foi reaberto.

Além do fechamento das agências, o Rural também anunciou um Programa de Demissão Voluntária voltado para os então 1,8 mil funcionários. Procurado pelo Valor, o banco preferiu não se manifestar.

Por Luis Fernando Klava – São Paulo – Notícia colhida no sítio www.valoronline.com.br/veconomico.

Por 21:30 Notícias

Bancos públicos sustentam expansão orgânica

Bancos públicos sustentam expansão orgânica com a abertura de agências.
Mesmo com a popularização de ferramentas que permitem o atendimento à distância, os principais bancos brasileiros continuam crescendo fisicamente. Entre 2001 e 2005, por exemplo, o total de agências do sistema financeiro cresceu 4,45% e passou de 16.841 para 17.591.
No ano passado, em termos absolutos, as instituições públicas foram as que mais se expandiram. Juntos, Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF), Banco da Amazônia (Basa), Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) e Nossa Caixa abriram 378 pontos.
Entre os privados, o destaque ficou com o Itaú, que abriu 110 agências. O Bradesco, por sua vez, terminou o ano com 82 pontos a menos, na comparação com dezembro de 2004. Unibanco, ABN AMRO Real, Santander Banespa, Sudameris, Mercantil do Brasil e Rural fecharam alguns pontos ou não mexeram nas redes, de acordo com relatório elaborado pelo Banco Central (BC).
Como os bancos públicos não participaram do movimento de fusões e aquisições promovido nos últimos anos – diferentemente dos privados -, a necessidade de expansão deles hoje é maior, acreditam alguns especialistas consultados.
Outro motivo para o crescimento das redes de agências é o interesse pelo mercado de baixa renda e conseqüente avanço da “bancarização”. Apesar de parcela significativa dos novos clientes de áreas mais remotas ser atendida por varejistas que atuam como correspondentes bancários, as agências são fundamentais, pois funcionam como ponto de apoio desses agentes.
Critérios sociais, que no passado eram decisivos para a política de expansão dos bancos públicos, perderam importância. “Hoje, o potencial de geração de resultado é sempre levado em conta. Não podemos abrir uma agência sem ter em mente que ela será lucrativa”, diz o vice-presidente de varejo do BB, Antonio Francisco de Lima Neto.
Prova disso é que a maior parte dos 225 pontos abertos pelo BB no ano passado está concentrada em grandes centros urbanos, que oferecem maior potencial de retorno. “Nos pequenos municípios, o banco já possui uma presença satisfatória”, avalia o executivo do banco.
A estratégia adotada pelo BB em 2005 foi promover um forte processo de migração dos Postos de Atendimento Bancários (PABs). Segundo Lima Neto, os postos que estavam ganhando “robustez” foram transformados em agências. Para 2006, a meta é continuar esse processo, mas “sem grandes saltos”.
A CEF, por sua vez, está implementando um projeto de crescimento elaborado em 2003 cuja meta é abrir 500 pontos até 2007. De lá para cá, já foram abertos 193. Neste ano, estão previstas mais 160 agências. “Se compararmos a nossa rede com a dos nossos concorrentes diretos – Banco do Brasil, Bradesco e Itaú – estamos defasados e, por isso, estamos trabalhando para diminuir essa diferença”, conta o vice-presidente de distribuição da CEF, João Carlos Garcia.
Assim como o BB, o crescimento da rede da Caixa Econômica Federal também está concentrado nos grandes centros. Das 124 agências abertas em 2005, o Estado de São Paulo recebeu 57 e o Rio de Janeiro 20.
Já o Banrisul está olhando com mais atenção para o interior. “Queremos chegar a todos os municípios do Rio Grande do Sul e, para isso, devemos abrir mais 22 agências e 25 postos de atendimento em 2006”, afirma o presidente da instituição, Fernando Guerreiro de Lemos.
Segundo ele, a presença em Porto Alegre já é satisfatória. No ano passado, o banco inaugurou 15 agências.
No Itaú, a expansão foi pulverizada, informa o diretor de relações institucionais, Ricardo Terenzi. No entanto, algumas praças, como a cidade de São Paulo, o interior paulista e os Estados da região Sul, foram privilegiadas.
O forte avanço do Itaú em 2005 – 110 novos pontos de atendimento – esteve relacionado com a falta de oportunidades de aquisições. Até 2004, o crescimento da rede foi baseado na incorporação de agências herdadas de instituições como o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), Banco do Estado do Paraná (Banestado) e o Banco do Estado de Goiás (BEG), adquiridos pela instituição. “Em 2004, encerramos o processo que chamamos de virada de bandeira e, com isso, passamos a atuar apenas com a marca Itaú. Como não identificamos oportunidades interessantes para novas aquisições, optamos pela expansão orgânica”, diz Terenzi.
O Bradesco, que fez várias aquisições nos últimos anos, sendo o exemplo mais recente o do Banco do Estado do Ceará (BEC), ainda está depurando a rede para eliminar eventuais sobreposições. Entre 2002 e 2004, comprou o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), Mercantil de São Paulo, Banco do Estado do Amazonas (BEA), Banco do Estado do Maranhão (BEM) e Banco Cidade.
Em entrevista por e-mail, o vice-presidente do Bradesco, Arnaldo Alves Vieira, informa que os 82 pontos fechados no ano passado fizeram parte de um processo natural, depois de um período de acelerada expansão. “Não consideramos esse processo como uma ação deliberada de redução de agências. Na verdade, abrimos 23 novos pontos em 2005 em função de mudanças geográficas da atividade econômica brasileira”, diz.
Para este ano, o banco deve continuar com os remanejamentos onde houver sobreposição de agências, além de reforçar a presença nos locais de maior potencial de expansão econômica.
Um dos pivôs da atual crise política, o mineiro Rural foi quem mais diminuiu de tamanho no ano passado. Entre dezembro de 2004 e dezembro de 2005 a instituição fechou 37 agências, passando de 85 para 47, redução de 44%. Em setembro passado, o banco anunciou um plano de reestruturação que previa o fechamento de 30 pontos de atendimento. Em dezembro, entretanto, na comparação com o mês anterior, um ponto foi reaberto.
Além do fechamento das agências, o Rural também anunciou um Programa de Demissão Voluntária voltado para os então 1,8 mil funcionários. Procurado pelo Valor, o banco preferiu não se manifestar.
Por Luis Fernando Klava – São Paulo – Notícia colhida no sítio www.valoronline.com.br/veconomico.

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