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Centenário, Sindicato dos Bancários de São Paulo acompanha transformação social e econômica do país

No Brasil de 1923, da política do “café com leite”, o presidente era Arthur Bernardes e o governador paulista era Washington Luís, que depois se tornaria o último presidente da chamada República Velha. Em São Paulo, 84 trabalhadores se reuniram em assembleia para aprovar o estatuto da Associação dos Funcionários de Bancos, que 10 anos depois passaria a sindicato. Neste domingo (16), o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região comemora seu centenário em meio a profundas transformações no sistema financeiro e no mundo do trabalho.

Até aquela época, os bancários faziam parte da categoria dos comerciários. Independentes, realizaram sua primeira greve em 1932: eram os funcionários do Banespa – fundado em 1909 –, reivindicando aumento salarial e melhoria das condições sanitárias. A tuberculose era comum naquela época – na década de 1930, surgiram a abreugrafia e a vacina BCG. Em 1933, os bancários conquistariam a jornada de seis horas. A mesma que, volta e meia, as empresas (ou governos) tentam eliminar.

Convenção coletiva nacional

Hoje, os bancários têm uma convenção coletiva nacional, conquistada em 1992, além de acordos específicos, contemplando os mais de 400 mil trabalhadores no setor. A atual presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, ressalta que a convenção e todos os direitos nela incluídos são resultado de muita mobilização e não de “bondade” de bancos. “Nosso desafio é contar a história da luta por direitos e os desafios dos trabalhadores. A mudança só acontece com união e organização”, afirma Ivone (leia entrevista ao final do texto).

Além da capital e Osasco, a base do Sindicato dos Bancários abrange mais 15 dos 39 municípios da região metropolitana. Pelo dados de 2021 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), reunia 139 mil trabalhadores naquele ano. Ou 31,6% da categoria (443 mil) em todo o país. Uma categoria que vem mudando rapidamente, observa Ivone. “O perfil do bancário hoje é um trabalhador jovem, conectado às redes sociais, que exige mudanças no trabalho e na sociedade”, define.

São Paulo – No Brasil de 1923, da política do “café com leite”, o presidente era Arthur Bernardes e o governador paulista era Washington Luís, que depois se tornaria o último presidente da chamada República Velha. Em São Paulo, 84 trabalhadores se reuniram em assembleia para aprovar o estatuto da Associação dos Funcionários de Bancos, que 10 anos depois passaria a sindicato. Neste domingo (16), o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região comemora seu centenário em meio a profundas transformações no sistema financeiro e no mundo do trabalho.

Um século para se orgulhar

Até aquela época, os bancários faziam parte da categoria dos comerciários. Independentes, realizaram sua primeira greve em 1932: eram os funcionários do Banespa – fundado em 1909 –, reivindicando aumento salarial e melhoria das condições sanitárias. A tuberculose era comum naquela época – na década de 1930, surgiram a abreugrafia e a vacina BCG. Em 1933, os bancários conquistariam a jornada de seis horas. A mesma que, volta e meia, as empresas (ou governos) tentam eliminar.

Greve em 1951 e nos tempos atuais: mobilização foi o fator que garantiu inclusão e manutenção de direitos (Fotos: Sind. Bancários SP)

Convenção coletiva nacional

Hoje, os bancários têm uma convenção coletiva nacional, conquistada em 1992, além de acordos específicos, contemplando os mais de 400 mil trabalhadores no setor. A atual presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, ressalta que a convenção e todos os direitos nela incluídos são resultado de muita mobilização e não de “bondade” de bancos. “Nosso desafio é contar a história da luta por direitos e os desafios dos trabalhadores. A mudança só acontece com união e organização”, afirma Ivone (leia entrevista ao final do texto).

Além da capital e Osasco, a base do Sindicato dos Bancários abrange mais 15 dos 39 municípios da região metropolitana. Pelo dados de 2021 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), reunia 139 mil trabalhadores naquele ano. Ou 31,6% da categoria (443 mil) em todo o país. Uma categoria que vem mudando rapidamente, observa Ivone. “O perfil do bancário hoje é um trabalhador jovem, conectado às redes sociais, que exige mudanças no trabalho e na sociedade”, define.

Assembleias virtuais se tornaram constantes com a pandemia e exigiram outro modelo de organização (Foto: reprodução)

Eleição e presença das mulheres

Com isso, a diretoria se prepara para renovar a direção. A eleição está marcada para os próximos dias 25 a 27. Será virtual – outra característica dos tempos atuais, que se acentuou com a pandemia. As campanhas salariais dos últimos anos foram marcadas por assembleias não presenciais. Assim como boa parte da categoria bancária, entre outras, passou a trabalhar de casa. Isso levou à negociação de acordo específico para o home office.

Outra mudança perceptível foi a da presença das mulheres no meio bancário. Na próxima gestão, o sindicato terá uma mulher na presidência pela terceira vez seguida. Atual secretária-geral, Neiva Ribeiro encabeça a chapa única inscrita para as eleições. Dos 12 candidatos à diretoria executiva, 10 são mulheres. Antes de Ivone, a entidade era comandada por Juvandia Moreira, agora à frente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). 

Desafios e direitos

Assim, a questão de gênero ganhou espaço na pauta trabalhista. Na última segunda-feira (10), por exemplo, foi lançado em São Paulo o Programa Nacional de Iniciativas de Prevenção à Violência contra as Mulheres. Mais uma vez, resultado de seguidas ações da categoria, que inclusive garantiu uma cláusula específica (86) na convenção coletiva.

Os desafios continuam. No setor financeiro, os bancos insistem em reduzir postos de trabalho, mesmo com lucros que não param de crescer. Os sindicatos seguem em campanha contra metas abusivas, que levam ao adoecimento de muitos trabalhadores.

E, com todas as dificuldades, nos 10 últimos anos, a categoria garantiu reajustes acima da inflação: o índice acumulado é de 90,57%, enquanto o INPC-IBGE somou 83,03%. Segundo os bancários, o ganho real (4,12%) foi maior para o piso (5,09%), auxílio-refeição (17,4%) e vale-alimentação (18,7%). A atual convenção, assinada em 2022, tem duração de dois anos.

Fonte: RBA

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