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Por 18:15 Sem categoria

Centrais debatem ações para reduzir acidentes de trabalho

“O problema dos acidentes de trabalho já era grave entre os trabalhadores formais, com carteira assinada, e nós participamos da campanha contra a LER e outras doenças profissionais. Hoje, mais grave ainda é a situação dos trabalhadores informais que, como vemos entre os caminhoneiros, são submetidos a uma jornada de trabalho inteiramente abusiva e, no caso dos motoboys, que em São Paulo enfrentam uma verdadeira corrida para a morte”, denunciou Jorge Venâncio, representante da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) na abertura do XIV Encontro Estadual da Renast-SP, que reuniu os Centros Estaduais de Referência em Saúde do Trabalhador e contou com a participação das seis centrais sindicais.

“Diante dessa situação há o grave problema da subnotificação que é necessário resolver. Ter conhecimento dessa situação é o primeiro passo para que possamos enfrentar o problema, que se torna ainda mais grave porque os monopólios de mídia procuram ignorar a realidade dos acidentes de trabalho e, nesses casos, frequentemente ainda colocam a culpa nas vítimas”, disse o representante da CGTB.

Sirderlei Silva de Oliveira, da CUT (Central Única dos Trabalhadores), atribuiu os acidentes “ao aumento da velocidade da produção, especialmente na indústria avícola, em que a exportação cresceu dez vezes enquanto as plantas industriais apenas duas. A diferença foi suprida pelo aumento da velocidade da linha de produção dentro dos frigoríficos, o que provocou o aumento dos acidentes de jovens com idade em torno de 25 anos”.

Em seu discurso, Flávio Gomes, representando a CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), destacou a importância da unidade das centrais para enfrentar o problema, que vem se agravando nos últimos anos. “As empresas nunca ganharam tanto. O momento é de investir em prevenção e, por isso, é importante criar um fórum das centrais para produzir uma proposta unificada”, defendeu Helenildo Queiróz, da Força Sindical. Ele também propôs que o governo realize uma campanha nacional contra os acidentes de trabalho.

Para o representante da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), Chico Bezerra, “é muito importante usar a mídia sindical para estabelecer uma comunicação própria com os trabalhadores e usar a tecnologia para colocar programas com esse tema em salas de espera dos médicos e advogados dos sindicatos”. Ele defendeu a importância de um ato conjunto que será realizado no dia 28 de abril, no Teatro Municipal, às 11 da manhã, no Dia Mundial de Solidariedade às Vítimas de Acidentes de Trabalho.

O representante da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Reginaldo Breda, denunciou que “a situação da saúde do trabalhador é tratada com descaso pela mídia”. Ele afirmou que “a UGT está presente na unidade dos trabalhadores para enfrentar esse problema”.

Durante o evento ocorreu uma mesa redonda sobre imprensa sindical, que contou com a participação dos jornalistas Sérgio Gomes, da Oboré, e João Franzin, da Agência Sindical. Também participaram do evento a dra. Marta Salomão, do Instituto Adolfo Lutz, representando a Secretaria Estadual de Saúde; a dra.Taís Santos, representando a Fundacentro e Arnaldo Marcolino, do Conselho Estadual de Saúde.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br.

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