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Por 09:28 Sem categoria

Central Única dos Trabalhadores cobra mais rapidez nas respostas

Na audiência realizada na noite de quarta (5), o presidente da CUT Artur Henrique cobrou do governo federal mais pressa no atendimento de reivindicações pelas quais a Central vem brigando. Mas não sem antes recorrer ao bom-humor.

“Há algumas questões importantes que nós brasileiros sempre tratamos. Quero começar pelo futebol, presidente”, disse Artur, numa provocação ao corintiano Lula que, sentado, limitou-se a um sorriso. “Eu, como palmeirense, estou bastante satisfeito”, completou Artur, entre risos dos sindicalistas presentes.

“Agora, o samba. Quero entregar ao presidente alguns presentes enviados pela Vila Isabel, escola de samba do Rio de Janeiro que vai encenar no Carnaval 2008 um enredo que retrata a luta dos trabalhadores brasileiros, luta esta da qual o senhor é um dos principais personagens”, falou Artur. Os presentes eram uma camisa da Vila Isabel, que Lula exibiu aos fotógrafos presentes, e um DVD com os sambas-enredos de todas as escolas do Rio. A Vila Isabel vai defender no próximo ano o enredo “Trabalhadores do Brasil”.

Logo em seguida, Artur passou a falar de trabalho. “Faltam respostas afirmativas do governo a várias das reivindicações que temos insistido em apresentar, sempre acompanhadas de grandes mobilizações que temos realizado, inclusive aqui em Brasília”, disse. Cobrou o envio da Convenção 151 para ratificação. Ao cobrar a 158, Artur comentou: “Se nós nos orgulhamos dos milhões de empregos que vêm sendo criados ao longo dos últimos meses, nos vemos às voltas com uma altíssima rotatividade da mão-de-obra. Por isso precisamos da 158 como um passo significativo para criarmos obstáculos às demissões sem justa causa”.

Para destacar a importância da redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o presidente da CUT lembrou que os índices de produtividade de todos os setores do setor produtivo vêm crescendo nos últimos anos, acompanhado pelos lucros. “Isso tem que ser repartido com a sociedade, e a redução da jornada sem redução de salários é uma forma de repartição”, completou.

Artur reivindicou também o respeito ao conceito de Seguridade Social. Fez referência aos debates do Fórum Nacional da Previdência e os consensos lá obtidos a partir das propostas da bancada dos trabalhadores, para em seguida apontar conquistas que precisam ser consolidadas. “Quero lembrar a necessidade imperiosa de se reconstruir o Conselho Gestor da Previdência Social, como forma de democratizar a gestão e garantir a finalidade dos recursos.” Artur pediu também o fim do fator previdenciário.

Pouco antes de concluir a fala, de cerca de cinco minutos, Artur elogiou o PAC da Saúde, anunciado no período da tarde, para em seguida cobrar respeito às decisões da 13ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em novembro. “Esperamos que as deliberações da Conferência sejam consideradas como diretrizes da política de governo”, concluiu.

Luis Dulci, ministro da Secretaria Especial da Presidência, falou após as intervenções de Luiz Marinho, da Previdência, e Carlos Lupi, do Trabalho, para anunciar as medidas que atendem parte da pauta de reivindicações. “Essas decisões são fruto de vontade política, mas principalmente da mobilização que vocês vem construindo”, afirmou.

Lula encerrou a audiência. Elogiou a busca, por parte das centrais, de denominadores comuns que possam gerar ação política, a despeito das diferentes concepções. “O processo político é lento. Muitas vezes, não adianta encurtar. No último final de semana, na Venezuela, o ‘não’ venceu. Lembrem-se que na proposta do ‘sim’ havia a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais, e mesmo assim foi derrotada. As coisas tem de estar maduras”, disse.

Por Isaías Dalle.

NOTÍICA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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