A CUT-RS iniciou nesta segunda-feira, dia 4, a sua jornada rumo a Brasília, onde acontece nesta quarta-feira, dia 6, a 3ª Marcha Nacional pelo Aumento do Salário Mínimo e pela Correção da Tabela do Imposto de Renda. A caravana gaúcha, com 10 ônibus, saiu de Porto Alegre ao entardecer e vai se juntar aos trabalhadores catarinenses e paranaenses, que também já começaram a viagem, assim como homens e mulheres de outros estados.
Antes do embarque, no Largo Zumbi dos Palmares, os cerca de 400 representantes dos movimentos sindical e social do Rio Grande do Sul realizaram um ato público, conclamando a sociedade a apoiar as reivindicações por uma política de reajusto do salário mínimo. A principal reivindicação dos trabalhadores é o aumento do mínimo para R$ 420,00.
Há um consenso na CUT de que o salário mínimo é um dos instrumentos de políticas públicas mais eficientes de distribuição de renda, por isso deve haver uma política de estado, para além dos governos, que se sucedem, enquanto o trabalhador segue sua vida. O quadro da remuneração da maioria dos trabalhadores e trabalhadoras ocupados demonstra a enorme relevância desse instrumento.
Dados do PNAD (2003) apontam que 73,2% dos ocupados no país recebem até 3 salários mínimos. “Isso mostra o quanto precisamos avançar nesta questão”, pondera a secretária de comunicação da CUT-RS, Sônia Solange. Ela acredita na força da mobilização para fazer o governo Lula garantir um aumento real do mínimo, maior do que os 25% concedidos no primeiro mandato.
A proposta dos sindicalistas incluem a criação de um fundo para garantir o aporte de recursos necessários a implementação de políticas públicas de reajuste do mínimo, com taxação de 1% a 1,5% sobre patrimônio acima de 8 mil salários mínimos. Em relação à matemática dos técnicos do governo de que um possível aumento, de 20% proposto pelas centrais, inviabilizaria a previdência, não leva em conta o incremento de renda, segundo o Dieese, de 39 bilhões despejados mensalmente na economia. Segundo estudos da entidade, R$ 9,6 bilhões voltariam aos cofres públicos todo mês.
Para Celso Woyciechowski, presidente estadual da CUT, a médio prazo, a decisão política nesta direção resultaria em crescimento com distribuição de renda. Está programada para o final da Marcha uma atividade no Congresso Nacional, para debater o tema, e a entrega da pauta de reivindicações ao governo federal.
Entre elas as diretrizes de uma proposta de correção da tabela do Imposto de Renda com ampliação das alíquotas de três para cinco e reajuste de 7,7% na tabela do imposto de renda. Bem acima dos 3% anunciados pelo governo semana passada.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariospoa.com.br.
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