Santiago do Chile, 15 dez (EFE).- A Venezuela liderou pelo segundo ano consecutivo o crescimento da economia latino-americana, com uma taxa de 9% em 2005, impulsionada pelo dinamismo do setor não petrolífero, informou hoje a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
Todos os setores da economia venezuelana registraram crescimento, principalmente as áreas de finanças, comércio e construção, afirmou o órgão das Nações Unidas em seu “Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2005”.
Em 2004, a economia da Venezuela cresceu 17,9%, número que mostrou uma forte recuperação, após ter apresentado queda de 9,7% em 2003.
Pelo lado do investimento, os elementos que mais cresceram este ano foram a formação bruta de capital fixo e o consumo privado, afirma o relatório da Cepal.
O documento afirma que os efeitos do crescimento econômico se traduziram na redução do desemprego e, em menor medida, do trabalho informal, assim como na recuperação das remunerações reais.
Graças à alta dos preços do petróleo, foi possível levar adiante um intenso programa de ação pública social, as “missões sociais”, na maior parte destinadas à população em situação de pobreza ou pobreza extrema, afirma a Cepal.
O órgão também destaca que, apesar do marcado crescimento das importações, houve um alto superávit da conta corrente, que deve chegar a 18% do Produto Interno Bruto (PIB).
No setor externo, as exportações somarão US$ 56,508 bilhões este ano, e as importações serão de US$ 29,717 bilhões.
O relatório situa a inflação em 15,3%, número inferior ao 19,2% de 2004. O desemprego caiu de 15,3% em 2004 para 12,4% em 2005, como efeito do maior aumento da atividade.
As remunerações de janeiro a setembro de 2005 aumentaram 19,6% em comparação ao mesmo período de 2004, enquanto o Governo decretou um aumento de 26% do salário mínimo a partir de 1 de maio de 2005.
Em termos de política econômica, a política fiscal continuou mostrando um caráter claramente expansivo, como a política monetária, com o aumento das despesas ordinárias do Governo central de 39%, enquanto a receita subiu 80%.
Nos primeiros meses de 2005, começou a ser aplicada a Lei de Hidrocarbonetos, em virtude da qual foram modificados os impostos e regalias aos quais estão sujeitos os convênios operacionais do setor petrolífero.
Estas últimas aumentaram de 1% para 16,66% do petróleo extraído, o imposto sobre a renda subiu de 35% para 50%, afirma o relatório.
As reservas internacionais aumentaram ao longo do ano e ficaram em US$ 32,111 bilhões em agosto passado e em US$ 29 bilhões no final de novembro.
No terceiro trimestre, a dívida externa venezuelana ficou em US$ 47,149 bilhões.
As autoridades estimam um crescimento de 5% em 2006, uma inflação média anual de 12% e a manutenção da taxa de câmbio de 2.150 bolívares por dólar.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.uol.com.br/economia.
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Por Mhais• 15 de dezembro de 2005• 19:49• Sem categoria
Cepal: Venezuela mostra o maior crescimento da América Latina
Santiago do Chile, 15 dez (EFE).- A Venezuela liderou pelo segundo ano consecutivo o crescimento da economia latino-americana, com uma taxa de 9% em 2005, impulsionada pelo dinamismo do setor não petrolífero, informou hoje a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
Todos os setores da economia venezuelana registraram crescimento, principalmente as áreas de finanças, comércio e construção, afirmou o órgão das Nações Unidas em seu “Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2005”.
Em 2004, a economia da Venezuela cresceu 17,9%, número que mostrou uma forte recuperação, após ter apresentado queda de 9,7% em 2003.
Pelo lado do investimento, os elementos que mais cresceram este ano foram a formação bruta de capital fixo e o consumo privado, afirma o relatório da Cepal.
O documento afirma que os efeitos do crescimento econômico se traduziram na redução do desemprego e, em menor medida, do trabalho informal, assim como na recuperação das remunerações reais.
Graças à alta dos preços do petróleo, foi possível levar adiante um intenso programa de ação pública social, as “missões sociais”, na maior parte destinadas à população em situação de pobreza ou pobreza extrema, afirma a Cepal.
O órgão também destaca que, apesar do marcado crescimento das importações, houve um alto superávit da conta corrente, que deve chegar a 18% do Produto Interno Bruto (PIB).
No setor externo, as exportações somarão US$ 56,508 bilhões este ano, e as importações serão de US$ 29,717 bilhões.
O relatório situa a inflação em 15,3%, número inferior ao 19,2% de 2004. O desemprego caiu de 15,3% em 2004 para 12,4% em 2005, como efeito do maior aumento da atividade.
As remunerações de janeiro a setembro de 2005 aumentaram 19,6% em comparação ao mesmo período de 2004, enquanto o Governo decretou um aumento de 26% do salário mínimo a partir de 1 de maio de 2005.
Em termos de política econômica, a política fiscal continuou mostrando um caráter claramente expansivo, como a política monetária, com o aumento das despesas ordinárias do Governo central de 39%, enquanto a receita subiu 80%.
Nos primeiros meses de 2005, começou a ser aplicada a Lei de Hidrocarbonetos, em virtude da qual foram modificados os impostos e regalias aos quais estão sujeitos os convênios operacionais do setor petrolífero.
Estas últimas aumentaram de 1% para 16,66% do petróleo extraído, o imposto sobre a renda subiu de 35% para 50%, afirma o relatório.
As reservas internacionais aumentaram ao longo do ano e ficaram em US$ 32,111 bilhões em agosto passado e em US$ 29 bilhões no final de novembro.
No terceiro trimestre, a dívida externa venezuelana ficou em US$ 47,149 bilhões.
As autoridades estimam um crescimento de 5% em 2006, uma inflação média anual de 12% e a manutenção da taxa de câmbio de 2.150 bolívares por dólar.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.uol.com.br/economia.
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