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Por 21:37 Sem categoria

CGIL comanda greve na Itália contra “injustiças que retraem a economia”

Os trabalhadores italianos do setor público e privado manifestaram, na sexta-feira passada, seu rechaço ao plano de esfola dos trabalhadores aprovado pelo governo de Silvio Berlusconi. A Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL) denunciou que “o governo busca aplicar medidas injustas, desiguais e que deprimem mais e mais a economia”.

As manifestações ocorreram em todo o país salvo nas regiões de Toscana (centro), Piemonte (norte) e Liguria (noroeste) e apoiaram a greve de oito horas dos funcionários públicos e de quatro horas dos do setor privado.

Roma, Milão (norte) e Bolonha (norte) foram os centros nevrálgicos dos protestos, informou a CGIL. As manifestações buscam barrar o pacote de Berlusconi em que não existem medidas de apoio ao emprego e crescimento econômico, assinalam os sindicatos. Segundo a CGIL amplia a desigualdade fazendo recair o custo do ajuste sobre funcionários públicos e trabalhadores das empresas privados. Corta orçamentos das administrações regionais.

Essas medidas estão sendo realizadas por toda a Europa sob pressão do FMI e países centrais do FMI (França e Alemanha). Querem impor à Itália cortes nos gastos públicos na ordem de 24,9 bilhões de euros durante nos próximos dois anos. Envolvem cortes no investimento regional e científico (cerca de 40%), congelamento dos salários do serviço público em geral e redução dos salários dos juízes e dos médicos. Significa dispensa de metade dos trabalhadores temporários do setor público, e estabelecem que, em 2012, as funcionárias públicas terão a idade da aposentadoria adiada para os 65 anos, limitando esse direito, que hoje está fixado nos 60 anos.

A Itália vem arrastando uma dívida pública, correspondente a 116% do PIB. Através do endividamento com outros governos ou com bancos é que o país conseguiu rolar essa dívida que hoje, segundo dados do BIS (banco dos bancos centrais), está em mais de US$ 2 trilhões. Em 2009, o PIB do país se retraiu em 5,1%.

Sindicatos e oposição concordam que o plano de austeridade penaliza as classes mais baixas e é condescendente com a especulação que corre solta, com grandes fortunas, a corrupção, a economia ilegal ou evasão fiscal que esconde do Tesouro, anualmente, 120 bilhões de euros.

A CGIL exige uma verdadeira política industrial, colocando a prioridade na defesa do emprego, crescimento e desenvolvimento com base no fortalecimento do mercado interno e propõe um “plano especial de trabalho” com base no investimento público e em setores estratégicos da economia, educação e pesquisa.

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Chefão do BC ameaça franceses com até 10 anos para sair da crise

Após o presidente Nicolas Sarkozy cancelar a festa nacional do 14 de Julho – a Queda da Bastilha – para conter o déficit público, foi a vez do governador do BC francês, Christian Noyer, ameaçar os franceses com pelo menos “de cinco a dez anos” de “rigor orçamentário” para o país poder sair totalmente da crise atual.

Noyer asseverou ainda que, caso o país tente se recuperar antes, poderá haver “um efeito negativo sobre o crescimento”, e pregou uma ação “progressiva”, que levará “pelo menos cinco ou seis anos”, podendo chegar a dez.

Prosseguindo na linha terrorista, o governador do Banco da França insistiu em que o empecilho para o crescimento é o “medo” da população, que teme que a situação piore. “Se queremos que o crescimento volte e que as empresas tenham confiança no futuro e invistam, é preciso garantir que os impostos não vão subir”, asseverou, sem se referir aos bancos franceses pendurados em dívidas e papéis podres.

Ele admitiu ainda que o choque de gestão anunciado esta semana por Sarkozy, que afeta viagens, gastos pessoais de ministros e reduz o número de veículos oficiais, não representa um “montante considerável” de economia.

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