O bom desempenho de várias empresas na China e o aumento de valor nos salários mínimos levantaram a média salarial anual em cidades e distritos para aproximadamente 25 mil iuanes (US$ 3.561) em 2007. O valor é 18,72% acima do registrado no ano anterior, a maior alta nos últimos seis anos.
De acordo com comunicado divulgado pelo Departamento Nacional das Estatísticas nesta terça-feira (1.º/4), a média de aumento salarial anual flutuou em torno dos 14% entre 2001 e 2006.
No ano passado, a média salarial dos trabalhadores urbanos foi de 24.932 iuanes — o que perfaz uma média de ganho por dias trabalhados de 99,31 iuanes (US$ 14,15). Levando em consideração a inflação, a média salarial cresceu mais do que nos últimos seis anos.
A média salarial envolve a renda básica, bônus e todos os tipos de auxílios e subsídios. É geralmente usada como referência para o governo negociar o menor salário aceitável e calcular os valores de seguro social.
Analistas atribuem a alta aos grandes lucros das empresas e ao aumento nos padrões de salário mínimo em todo o país.
De acordo com estatísticas disponíveis, as maiores estatais do país tiveram lucros de mais de 2,3 trilhões de iuanes (US$ 327,6 bilhões) de janeiro a novembro do ano passado, 36,7% acima do que no ano anterior. As companhias privadas experimentaram ganhos ainda maiores, de 50,9%.
A média dos salários mínimos da China, que variam entre as províncias, cresceu entre 30% e 64% em 2006 sobre os dois anos anteriores.
No ano passado, a média anual salarial em Beijing alcançou os 39.867 iuanes (US$ 5.679), atrás dos ganhos em Xangai, Cantão e Shenzhen, onde os ganhos excederam os 30 mil iuanes (US$ 4.273).
Rádio China Internacional
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Economia chinesa tem o maior aumento dos últimos 13 anos
O Produto Interno Bruto (PIB) da China registrou alta de 11,4% em 2007, o que representa o quinto ano com crescimento de dois dígitos e um recorde em 13 anos, anunciou nesta quinta-feira (24/01) o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE).
O PIB chinês em 2007 chegou a 24,666 trilhões de iuanes (cerca de US$ 3,38 trilhões, segundo câmbio no final de 2007). Mas a inflação de 2007 foi a maior dos últimos 11 anos. Apenas em dezembro chegou a 6,5%. Em 2006, o crescimento da quarta economia mundial foi de 11,1%.
O ritmo de crescimento pode transformar o gigante asiático na terceira maior economia mundial, à frente da Alemanha, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.
O crescimento do ano passado foi mais uma vez estimulado pelos investimentos, que registraram aumento de 24,8%, apesar da política monetária mais rígida. A produção industrial disparou, com alta de 18,5%.
Paralelamente, o índice dos preços ao consumidor teve crescimento de 4,8% em 2007, índice muito superior ao teto de 3% desejado pelas autoridades.
Liquidez excessiva
Vários fatores contribuíram para o salto: a alta dos preços mundiais de certos produtos (petróleo, cereais), assim como a “pressão provocada por uma liquidez excessiva”, destacou o diretor do ONE, Xie Fuzhan.
Além disso, a riqueza da China foi alimentada no ano passado pelas transações comerciais, que beneficiaram o país sobretudo como segundo exportador mundial. O excedente comercial recorde chegou a US$ 262,2 bilhões, uma alta de 47,7% em comparação a 2006.
No entanto, o governo central se esforça, há alguns anos, para frear os investimentos e reequilibrar a balança comercial, em particular para aliviar as tensões com os parceiros ocidentais deficitários.
Pequim também tenta favorecer o consumo interno. Assim, as vendas no varejo registraram alta de 3,1% em relação aos anos anteriores, com um aumento de 16,8%, mas este progresso também é resultado do acréscimo dos preços ao consumidor.
As medidas de controle macroeconômico adotadas até o momento têm consistido sobretudo em restringir o acesso ao crédito. Isso levou o crescimento no quarto trimestre de 2007 a registrar uma leve redução (a expansão foi de 11,2%, contra 11,5% no terceiro).
Fonte: AFP
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