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Clima de unidade e congraçamento na Esplanada dos Ministérios, ontem em Brasília

Marcha das centrais reúne mais de 20 mil pela valorização do salário mínimo
Mais de 20 mil trabalhadores participaram nesta quarta-feira (6), em Brasília, da 3ª Marcha Nacional do Salário Mínimo, convocada de forma unitária pelas sete centrais sindicais – CUT, CGTB, Força, CGT, CAT, SDS e Nova Central. Com bandeiras de todas as cores, faixas e balões, trombetas e apitos, os manifestantes defenderam o aumento do mínimo para R$ 420,00 e o reajuste de 7,7% na tabela do Imposto de Renda – repondo a inflação do governo Lula. Conforme as lideranças, estes são elementos fundamentais da “maior campanha salarial do mundo” para o desenvolvimento econômico com justiça social.
“Mais do que valores e índices, buscamos estabelecer uma política de valorização permanente do salário mínimo, que seja assumida enquanto política de Estado, não de governo”, afirmou o presidente nacional da CUT, Artur Henrique, frisando que “ao beneficiar mais de 40 milhões de pessoas, o mínimo tem um efeito dinâmico sobre o conjunto da economia, sendo o principal instrumento de distribuição de renda”. “Com o aumento da renda temos mais consumo, o que aumenta a produção, impactando positivamente também na arrecadação, em mais de R$ 9,6 bilhões, desde as contribuições para a Previdência até os tributos, melhorando a economia como um todo”, enfatizou.
Do alto do caminhão de som, Antonio Carlos Spis, primeiro tesoureiro da CUT, conclamava a militância a ampliar a pressão em defesa do patrimônio público nacional, em campanhas como a pela anulação do leilão de privatização da Vale do Rio Doce e pela democratização dos meios de comunicação. “Nós queremos e lutamos pelo que é melhor para o país. Assim como precisamos de empresas públicas que contribuam para o desenvolvimento nacional soberano, para o fortalecimento e ampliação do nosso mercado interno, necessitamos de uma imprensa verdadeiramente livre, que mostre a verdade dos fatos, não dos seus donos”, lembrou o líder petroleiro.
“1,2,3,4,5 mil, nós somos as mãos que constroem o Brasil”, entoou a secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertoti, seguida pela multidão. Segundo ela, a unidade das centrais abre caminho para novas e melhores conquistas, “pois o objetivo maior é comum: o desenvolvimento soberano, com distribuição de renda e geração de empregos de qualidade”.
Durante todo o percurso da marcha, do estádio Mané Garrincha até a Esplanada dos Ministérios, ao longo de duas horas, os manifestantes foram saudados pelos populares, que aplaudiam, acenavam das janelas dos prédios ou buzinavam em solidariedade. Enquanto as bandeiras das centrais sindicais e do PT, MR8 e PCdoB tremulavam lado a lado, de mãos dadas, à frente da multidão, os presidentes das centrais entoavam palavras de ordem, reproduzidas em uníssono, elevando o tom em favor de mudanças na política econômica que coloquem a geração de emprego e renda como prioridade número um.
HORIZONTE – Na avaliação do presidente da CGTB, Antonio Neto, “a manifestação foi histórica, pois reuniu todas as correntes do movimento sindical, que passaram a olhar para o mesmo horizonte, demonstrando a maturidade e a grande unidade dos trabalhadores na luta pela construção de um Brasil melhor”. É a força desta união, frisou Neto, “que garantirá o atendimento das nossas reivindicações”. “O que fizemos hoje foi expor a nossa pauta, aprovada nas ruas, com o apoio de mais de 20 mil lideranças. Ao fomentar o crescimento da base salarial, estamos disputando o Orçamento da União, defendendo um modelo de desenvolvimento que priorize a produção, reduzindo os juros e o elevado superávit primário e garantindo os recursos para a infra-estrutura e às áreas sociais”, sublinhou.
Da nossa parte, acrescentou o vice-presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), “vamos dar toda a sustentação necessária para que o presidente Lula possa ir mais fundo neste segundo mandato”.
AVANÇO – Para o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), José Calixto Ramos, a manifestação foi “a maior demonstração de unidade da classe trabalhadora já vista no país, o que desde já aponta que o salário mínimo vai continuar aumentando”. Calixto ressaltou que o momento é de reforçar os laços de união para avançar nas conquistas: “além da questão do reajuste da tabela do Imposto de Renda, precisamos de uma política agrícola que mantenha o trabalhador na terra, a redução dos juros para que haja mais investimento e atenção especial ao trabalho infantil e escravo”. “Há muita esperança que o nosso presidente Lula dê o pontapé inicial nas negociações com as centrais, consolidando uma política de valorização permanente do salário mínimo”, acrescentou.
Para o presidente da CGT, Antonio Carlos dos Reis (Salim), “a marcha foi uma maravilhosa demonstração de unidade, deixando claro aos congressistas e ao presidente da República o que queremos: um salário mínimo digno e a correção integral das perdas com a tabela do Imposto de Renda”.
A amplitude e a representatividade da manifestação foram destacadas pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, como uma poderosa arma: “esta foi a maior mobilização que as centrais já fizeram pelo salário mínimo e pela correção da tabela, o que nos dá a certeza de que sairemos daqui com a vitória”.
Num clima de congraçamento e muita confiança nos desdobramentos da 3ª Marcha, o ato foi encerrado em frente ao Congresso Nacional, onde os oradores destacaram a sensibilidade e o compromisso do presidente Lula com a construção de um projeto nacional de desenvolvimento que priorize o mercado interno, garantindo direitos e ampliando conquistas.
À tarde os presidentes das centrais sindicais tiveram audiência com o presidente do Senado, Renan Calheiros, que se comprometeu a trabalhar pela “maior elevação possível do salário mínimo”.
HOJE – Nesta quinta-feira, uma delegação de sindicalistas tem encontro ao meio dia com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, e às 14 horas uma nova reunião no Ministério do Trabalho, com representantes da Previdência e da Fazenda.
Por Leonardo Wexell Severo.
Publicada em: 07/12/2006 às 10:57 Seção: Todas as Notícias do sítio www.cut.org.br.

Por 12:56 Sem categoria

Clima de unidade e congraçamento na Esplanada dos Ministérios, ontem em Brasília

Marcha das centrais reúne mais de 20 mil pela valorização do salário mínimo

Mais de 20 mil trabalhadores participaram nesta quarta-feira (6), em Brasília, da 3ª Marcha Nacional do Salário Mínimo, convocada de forma unitária pelas sete centrais sindicais – CUT, CGTB, Força, CGT, CAT, SDS e Nova Central. Com bandeiras de todas as cores, faixas e balões, trombetas e apitos, os manifestantes defenderam o aumento do mínimo para R$ 420,00 e o reajuste de 7,7% na tabela do Imposto de Renda – repondo a inflação do governo Lula. Conforme as lideranças, estes são elementos fundamentais da “maior campanha salarial do mundo” para o desenvolvimento econômico com justiça social.

“Mais do que valores e índices, buscamos estabelecer uma política de valorização permanente do salário mínimo, que seja assumida enquanto política de Estado, não de governo”, afirmou o presidente nacional da CUT, Artur Henrique, frisando que “ao beneficiar mais de 40 milhões de pessoas, o mínimo tem um efeito dinâmico sobre o conjunto da economia, sendo o principal instrumento de distribuição de renda”. “Com o aumento da renda temos mais consumo, o que aumenta a produção, impactando positivamente também na arrecadação, em mais de R$ 9,6 bilhões, desde as contribuições para a Previdência até os tributos, melhorando a economia como um todo”, enfatizou.

Do alto do caminhão de som, Antonio Carlos Spis, primeiro tesoureiro da CUT, conclamava a militância a ampliar a pressão em defesa do patrimônio público nacional, em campanhas como a pela anulação do leilão de privatização da Vale do Rio Doce e pela democratização dos meios de comunicação. “Nós queremos e lutamos pelo que é melhor para o país. Assim como precisamos de empresas públicas que contribuam para o desenvolvimento nacional soberano, para o fortalecimento e ampliação do nosso mercado interno, necessitamos de uma imprensa verdadeiramente livre, que mostre a verdade dos fatos, não dos seus donos”, lembrou o líder petroleiro.

“1,2,3,4,5 mil, nós somos as mãos que constroem o Brasil”, entoou a secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertoti, seguida pela multidão. Segundo ela, a unidade das centrais abre caminho para novas e melhores conquistas, “pois o objetivo maior é comum: o desenvolvimento soberano, com distribuição de renda e geração de empregos de qualidade”.

Durante todo o percurso da marcha, do estádio Mané Garrincha até a Esplanada dos Ministérios, ao longo de duas horas, os manifestantes foram saudados pelos populares, que aplaudiam, acenavam das janelas dos prédios ou buzinavam em solidariedade. Enquanto as bandeiras das centrais sindicais e do PT, MR8 e PCdoB tremulavam lado a lado, de mãos dadas, à frente da multidão, os presidentes das centrais entoavam palavras de ordem, reproduzidas em uníssono, elevando o tom em favor de mudanças na política econômica que coloquem a geração de emprego e renda como prioridade número um.

HORIZONTE – Na avaliação do presidente da CGTB, Antonio Neto, “a manifestação foi histórica, pois reuniu todas as correntes do movimento sindical, que passaram a olhar para o mesmo horizonte, demonstrando a maturidade e a grande unidade dos trabalhadores na luta pela construção de um Brasil melhor”. É a força desta união, frisou Neto, “que garantirá o atendimento das nossas reivindicações”. “O que fizemos hoje foi expor a nossa pauta, aprovada nas ruas, com o apoio de mais de 20 mil lideranças. Ao fomentar o crescimento da base salarial, estamos disputando o Orçamento da União, defendendo um modelo de desenvolvimento que priorize a produção, reduzindo os juros e o elevado superávit primário e garantindo os recursos para a infra-estrutura e às áreas sociais”, sublinhou.

Da nossa parte, acrescentou o vice-presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), “vamos dar toda a sustentação necessária para que o presidente Lula possa ir mais fundo neste segundo mandato”.

AVANÇO – Para o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), José Calixto Ramos, a manifestação foi “a maior demonstração de unidade da classe trabalhadora já vista no país, o que desde já aponta que o salário mínimo vai continuar aumentando”. Calixto ressaltou que o momento é de reforçar os laços de união para avançar nas conquistas: “além da questão do reajuste da tabela do Imposto de Renda, precisamos de uma política agrícola que mantenha o trabalhador na terra, a redução dos juros para que haja mais investimento e atenção especial ao trabalho infantil e escravo”. “Há muita esperança que o nosso presidente Lula dê o pontapé inicial nas negociações com as centrais, consolidando uma política de valorização permanente do salário mínimo”, acrescentou.

Para o presidente da CGT, Antonio Carlos dos Reis (Salim), “a marcha foi uma maravilhosa demonstração de unidade, deixando claro aos congressistas e ao presidente da República o que queremos: um salário mínimo digno e a correção integral das perdas com a tabela do Imposto de Renda”.

A amplitude e a representatividade da manifestação foram destacadas pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, como uma poderosa arma: “esta foi a maior mobilização que as centrais já fizeram pelo salário mínimo e pela correção da tabela, o que nos dá a certeza de que sairemos daqui com a vitória”.

Num clima de congraçamento e muita confiança nos desdobramentos da 3ª Marcha, o ato foi encerrado em frente ao Congresso Nacional, onde os oradores destacaram a sensibilidade e o compromisso do presidente Lula com a construção de um projeto nacional de desenvolvimento que priorize o mercado interno, garantindo direitos e ampliando conquistas.
À tarde os presidentes das centrais sindicais tiveram audiência com o presidente do Senado, Renan Calheiros, que se comprometeu a trabalhar pela “maior elevação possível do salário mínimo”.

HOJE – Nesta quinta-feira, uma delegação de sindicalistas tem encontro ao meio dia com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, e às 14 horas uma nova reunião no Ministério do Trabalho, com representantes da Previdência e da Fazenda.

Por Leonardo Wexell Severo.

Publicada em: 07/12/2006 às 10:57 Seção: Todas as Notícias do sítio www.cut.org.br.

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