O dirigente sindical e membro do partido político Pólo Democrático Alternativo, Guillermo Rivera, estava desaparecido desde o dia 22 de abril deste ano na Colômbia. Seu corpo foi encontrado nesta terça-feira, 15, na cidade de Ibagué. Rivera era presidente do Sindicato dos funcionários da autarquia de Bogotá.
As informações preliminares apontam que o dirigente sindical foi assassinado e sepultado como indigente no dia 28 de abril, seis dias após seu desaparecimento. Segundo informações do Comitê pela vida e pela liberdade de Guillermo Rivera, os indícios de assassinato apontariam para efetivos da Policia Nacional, mais um caso de crime do Estado, por ação ou omissão.
O sindicalista foi visto pela última vez no bairro El Tunal, onde tinha deixado sua filha na escola. O comitê afirma que as câmeras de vídeo, localizados no local de desaparecimento, atestam que Rivera foi abordado por um grupo de agentes policiais e foi forçado a entrar num carro da Polícia Metropolitana.
O Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado (Movice), uma das principais organizações de direitos humanos na Colômbia, emitiu uma nota rechaçando o crime contra o líder sindical e apontando que continuam as evidências a prática sintomática de perseguição, assasssinato e tortura a líderes de movimentos sociais de oposição ao Estado colombiano. Segundo o Movice, o país é o que mais mata defensores dos direitos humanos e sindicalistas no mundo.
A informação é confirmada pela Central Unitária de Trabalhadores da Colômbia (CUT), que denuncia a morte de 26 trabalhadores sindicalizados apenas no mês de maio e 225 atentados contra dirigentes em 2008. Contra a crescente onda de violência no pais, a CUT promete estar presente no na marcha do dia 20 de julho, pela liberdade de todos os seqüestrados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e em solidariedade aos familiares das vítimas da violência e diversas formas de terrorismo e seqüestros.
Para Gabriel Becerra, coordenador do comitê pela vida e liberdade de Guillermo Rivera, todos os setores colombianos precisam se movimentar contra essas agressões. “Estamos ignorando a permanência no país de outros crimes, como a existência de mais de quinze mil desaparecidos e o assassinato permanente de líderes do movimento popular e opositores da política, como é o caso de Guillermo Rivera Fúquene”, informa o coordenador. O comitê está organizando para o dia 21 de agosto um Fórum nacional e internacional sobre os desaparecimentos forçados e apresentaram um novo informe sobre os crimes que são abarcados contra o sindicalismo colombiano.
Fonte: Siítio da Revista Fórum.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.vermelho.org.br.