fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 10:24 Sem categoria

COMEÇA CAMPANHA PARA REDUZIR JORNADA DE TRABALHO

Gazeta do Povo

Sindicalistas querem criar 130 mil vagas no Paraná

Representantes de cinco centrais sindicais fazem hoje pela manhã, em Curitiba, o lançamento estadual da campanha unificada pela redução da jornada de trabalho.

O objetivo é pressionar governo federal e parlamentares para que seja votada em regime de urgência a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 393/01, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais.

Cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) indicam que, se a jornada fosse abreviada em quatro horas, haveria potencial para gerar 130 mil empregos no Paraná.

A abertura de novas vagas, porém, dependeria também da limitação das horas extras.

“A França reduziu a jornada para 36 horas semanais, mas não houve impacto na geração de empregos, porque os trabalhadores mantiveram o número de horas trabalhadas, fazendo extras”, diz o supervisor técnico do Dieese no Paraná, Cid Cordeiro.

Fenômeno parecido também já aconteceu no Brasil. A Constituição de 1988 reduziu a jornada de 48 para 44 horas. Mas, ao invés de contratar mais trabalhadores, as empresas compensaram a redução aumentando o volume de horas extras.

Um estudo feito pela Secretaria do Trabalho da prefeitura de São Paulo mostrou que, entre 1988 e 2002, o porcentual de trabalhadores que trabalham mais que 44 horas semanais passou de 27,4% para 39,8%. No mesmo período, o desemprego aumentou 3,4 vezes.

Por isso, as centrais sindicais defendem a criação de mecanismos que limitem as horas extras.

Um dos caminhos seria o aumento no custo da hora trabalhada além da jornada normal (atualmente a lei prevê um adicional de no mínimo 50%).

Outra idéia é reduzir o limite de horas extras que o trabalhador pode fazer, hoje de duas horas diárias.

Presidentes de várias entidades empresariais já se manifestaram contra a proposta de redução de jornada sem diminuição nos salários.

Eles argumentam que o setor produtivo não tem como arcar com qualquer aumento de custos e que isso reduziria a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

Para o Dieese, nos segmentos que ainda mantêm jornada de 44 horas o impacto no custo final dos produtos seria de apenas 2%.

Outra vantagem seria que, trabalhando menos tempo, o trabalhador tenderia a ter menos doenças profissionais e a aumentar a produtividade.

O governo federal já anunciou que pretende discutir a jornada de trabalho no Fórum Nacional do Trabalho.

Com isso, dificilmente seria possível chegar a uma definição ainda este ano. “O desemprego é uma questão emergencial e a redução da jornada pode ser uma saída, que precisa ser discutida já”, diz o presidente estadual da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Vicente da Silva.

Para Clementino Tomaz Vieira, que integra as executivas estadual e nacional da Força Sindical, “será muito difícil convencer os empresários a reduzir de 44 para 40 horas de uma vez só, mas há possibilidade de fazer acordos para reduzir uma, duas ou três horas, conforme a empresa”.

O lançamento da campanha ocorre a partir das 9h30, no plenarinho da Assembléia Legislativa.

Está prevista a participação do empresário Francisco Simeão, diretor da BS Colway Pneus, que há quatro anos reduziu a jornada para 36 horas semanais e afirma ter aumentado a produtividade em mais de 30%.

Lorena Aubrift Klenk

Por 10:24 Notícias

COMEÇA CAMPANHA PARA REDUZIR JORNADA DE TRABALHO

Gazeta do Povo
Sindicalistas querem criar 130 mil vagas no Paraná
Representantes de cinco centrais sindicais fazem hoje pela manhã, em Curitiba, o lançamento estadual da campanha unificada pela redução da jornada de trabalho.
O objetivo é pressionar governo federal e parlamentares para que seja votada em regime de urgência a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 393/01, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais.
Cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) indicam que, se a jornada fosse abreviada em quatro horas, haveria potencial para gerar 130 mil empregos no Paraná.
A abertura de novas vagas, porém, dependeria também da limitação das horas extras.
“A França reduziu a jornada para 36 horas semanais, mas não houve impacto na geração de empregos, porque os trabalhadores mantiveram o número de horas trabalhadas, fazendo extras”, diz o supervisor técnico do Dieese no Paraná, Cid Cordeiro.
Fenômeno parecido também já aconteceu no Brasil. A Constituição de 1988 reduziu a jornada de 48 para 44 horas. Mas, ao invés de contratar mais trabalhadores, as empresas compensaram a redução aumentando o volume de horas extras.
Um estudo feito pela Secretaria do Trabalho da prefeitura de São Paulo mostrou que, entre 1988 e 2002, o porcentual de trabalhadores que trabalham mais que 44 horas semanais passou de 27,4% para 39,8%. No mesmo período, o desemprego aumentou 3,4 vezes.
Por isso, as centrais sindicais defendem a criação de mecanismos que limitem as horas extras.
Um dos caminhos seria o aumento no custo da hora trabalhada além da jornada normal (atualmente a lei prevê um adicional de no mínimo 50%).
Outra idéia é reduzir o limite de horas extras que o trabalhador pode fazer, hoje de duas horas diárias.
Presidentes de várias entidades empresariais já se manifestaram contra a proposta de redução de jornada sem diminuição nos salários.
Eles argumentam que o setor produtivo não tem como arcar com qualquer aumento de custos e que isso reduziria a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.
Para o Dieese, nos segmentos que ainda mantêm jornada de 44 horas o impacto no custo final dos produtos seria de apenas 2%.
Outra vantagem seria que, trabalhando menos tempo, o trabalhador tenderia a ter menos doenças profissionais e a aumentar a produtividade.
O governo federal já anunciou que pretende discutir a jornada de trabalho no Fórum Nacional do Trabalho.
Com isso, dificilmente seria possível chegar a uma definição ainda este ano. “O desemprego é uma questão emergencial e a redução da jornada pode ser uma saída, que precisa ser discutida já”, diz o presidente estadual da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Vicente da Silva.
Para Clementino Tomaz Vieira, que integra as executivas estadual e nacional da Força Sindical, “será muito difícil convencer os empresários a reduzir de 44 para 40 horas de uma vez só, mas há possibilidade de fazer acordos para reduzir uma, duas ou três horas, conforme a empresa”.
O lançamento da campanha ocorre a partir das 9h30, no plenarinho da Assembléia Legislativa.
Está prevista a participação do empresário Francisco Simeão, diretor da BS Colway Pneus, que há quatro anos reduziu a jornada para 36 horas semanais e afirma ter aumentado a produtividade em mais de 30%.
Lorena Aubrift Klenk

Close