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Condenado pelo STF, Eduardo Bolsonaro volta a cometer o mesmo crime

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a pedir publicamente que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, imponha sanções contra autoridades brasileiras. Em vídeo gravado dentro de um carro nos Estados Unidos, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu a retomada da aplicação da Lei Magnitsky Global contra o ministro Alexandre de Moraes.

“Presidente Trump, por favor, volte com a Lei Magnitsky Global. Esses caras são violadores de direitos humanos”, afirmou Eduardo. Em seguida, o ex-parlamentar disse contar com apoio de aliados internacionais para pressionar o Brasil. “Então é hora de limpar a bagunça no Brasil. E nós contamos com nossos aliados no exterior”, declarou.

Um dia após condenação

A manifestação ocorre um dia após a condenação imposta pela Primeira Turma do STF. Além da pena de prisão em regime semiaberto, Eduardo Bolsonaro foi condenado ao pagamento de multa de R$ 162,1 mil. A Corte também determinou sua inelegibilidade por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

O processo teve origem em uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusou o ex-deputado de atuar nos Estados Unidos para articular sanções contra autoridades brasileiras e exercer pressão sobre o Judiciário. Segundo a acusação, as iniciativas teriam como objetivo interferir no julgamento da trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que foi punido em razão de sua atuação junto a autoridades norte-americanas.

“Ontem, a Suprema Corte do Brasil me condenou a mais de quatro anos de prisão. Por quê? Porque um ministro do Supremo Tribunal Federal, que também foi um dos cinco que me condenaram, disse que, quando Trump o sancionou por violações de direitos humanos, isso é um ataque contra o Brasil”, declarou o ex-deputado.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início das investigações e tem intensificado os contatos com aliados conservadores no exterior. A defesa do ex-parlamentar ainda não informou se recorrerá da decisão do Supremo.

Texto: Julinho Bittencourt

Fonte: Revista Fórum

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