A contaminação em alimentos é o tema do seminário “Os venenos em nossos pratos”, que será realizado nesta quinta-feira (05), em Guarapuava. Promovido pelo governo do Estado e a Reitoria da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), o evento vai mostrar que os alimentos que chegam às mesas dos consumidores muitas vezes estão impregnados de substâncias nocivas à saúde humana.
O seminário acontecerá no auditório do Cedeteg, rua Simeão Varela de Sá, 03, Vila Carli, em Guarapuava, e terá palestras e debates com especialistas, que apresentarão informações científicas recentes sobre segurança alimentar, com destaque para temas relacionados com os produtos geneticamente modificados.
O coordenador do seminário, Álvaro Rychuv, diz que “é importante que a sociedade conheça substâncias que podem contaminar os alimentos, para evitar o consumo destes produtos”, afirma.
Seminários sobre o mesmo tema já foram realizados nas Universidades Estaduais de Londrina, Ponta Grossa, Maringá, Foz do Iguaçu, na cidade de Marechal Cândido Rondon e na Faculdade Evangélica de Curitiba.
Estão programadas as seguintes palestras: Riscos Ocultos nos Alimentos (Alfredo Benatto – mestre em saúde pública); A Estratégia da Dominação Biotecnológica (Valdir Izidoro Silveira – agrônomo presidente da Claspar);) Incertezas e Riscos dos Transgênicos (Marcelo Silva – agrônomo da Secretaria da Agricultura do Paraná) e Os benefícios dos Produtos Orgânicos (Enio Neth de Goss – coordenador das ações de agroecologia da SEMA)
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (42) 3621-1331/1300, com Joanice.
Mais informações sobre transgênicos no site http://www.transgênicos.pr.gov.br.
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Indústria quer comprar só milho convencional
Representantes da cadeia produtiva do milho no Brasil estiveram reunidos com o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, nesta segunda-feira (2), e manifestaram preocupação e temor com o plantio de milho transgênico que começa a ser semeado pela primeira vez agora no período da safrinha, depois de liberado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Eles pediram o apoio do governo do Paraná, pelo seu histórico de lutas contra a produção de grãos geneticamente modificados, porque querem continuar comprando o milho convencional para atender seus clientes no mercado interno e externo.
A reunião contou com a participação do presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Milho (Abimilho), Nelson Arnaldo Kowalski, que estava acompanhado de representantes das grandes empresas da cadeia produtiva do milho como a Nestlé, Yoki Alimentos, Caramuru Alimentos, Nutrimilho, Corn Produtcts International (Milho Brasil de Balsa Nova), Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados, entre outros.
Para o secretário, foi uma satisfação receber essa manifestação da indústria do milho, que ao contrário da indústria da soja está preocupada em manter o fornecimento de alimentos livres de organismos geneticamente modificados em seus produtos. Segundo Bianchini, o apoio das indústrias é fundamental e juntos (governo e indústria) poderão defender estratégias de incentivo ao plantio de milho convencional e também a segregação do milho transgênico.
Bianchinil disse que a Secretaria pode defender junto ao governador Roberto Requião e também ao governo federal a concessão de um subsídio ao seguro no plantio, desde que o produtor plante efetivamente milho livre de organismos geneticamente modificados. Bianchini disse ainda que a estrutura de armazéns da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário (Codapar) e mesmo da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) poderão receber somente o milho convencional.
SEGREGAÇÃO – Entre os pedidos apresentados pela indústria está a segregação do milho nos armazéns das cooperativas paranaenses para evitar a contaminação com o milho transgênico e garantir a qualidade do grão.
Outro pedido é o monitoramento por parte da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento sobre o espaço determinado pela legislação federal para separação entre lavouras de milho transgênico e convencional. A lei determina um espaço de 100 metros sem cultivo de milho ou de 20 metros desde que tenha uma barreira com plantio de milho convencional. A preocupação é evitar a contaminação na lavoura pela polinização cruzada que ocorre mais facilmente com o milho.
Os empresários pediram ainda a realização de um zoneamento agrícola no Paraná para lavouras de milho não-transgênico e a criação de um Arranjo Produtivo Local, visando o controle e a rastreabilidade do milho geneticamente modificado.
Segundo a Abimilho, as indústrias de milho no Brasil processam 10% da produção nacional e movimentam um mercado de cerca de R$ 1,5 bilhão por ano, atendendo empresas europeias e asiáticas estabelecidas no Brasil. A preocupação da indústria é perder esse “seleto mercado conquistado com muita dedicação e competência para outros países do Mercosul”.
As indústrias salientaram o elevado poder de nutrição do milho e derivados e a importância do produto para a diversificação da alimentação do brasileiro, onde o grão é referência alimentar e já incorporado aos hábitos de consumo
O setor ocupa mais de quatro milhões de postos de trabalho no campo, além de 3.350 empregos diretos e 30 mil indiretos nas indústrias de processamento. O milho é matéria-prima para uma centena de outros produtos, correntemente usados pelas indústrias de papel e têxteis, na produção de cerveja e em artigos farmacêuticos, entre outros.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.
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Milho transgênico da Monsanto sofre revés na União Europeia
Os países da UE (União Europeia) se negaram nesta segunda-feira a obrigar a Áustria e a Hungria a cultivar o milho geneticamente modificado MON 810, da multinacional americana Monsanto, como pedia a Comissão Europeia.
Apenas quatro países –Reino Unido, Holanda, Suécia e Finlândia– apoiaram a proposta de Bruxelas, que pedia aos ministros do Meio Ambiente a UE que votassem na suspensão das cláusulas de salvaguarda decididas pela Áustria e Hungria. Todos os demais países votaram contra.
O resultado antecipa uma nova derrota para a Comissão Europeia quando os países da UE forem convocados a votar para obrigar a França e a Grécia a suspender as restrições provisórias ao cultivo do milho MON 810.
Os países da UE são tradicionalmente divididos em relação aos OGM (Organismos Geneticamente Modificados).
A organização não-governamental Greenpeace saudou o resultado como “uma vitória para o meio ambiente, os fazendeiros e os consumidores, e um grande inconveniente para a Comissão Europeia”.
A Comissão já havia fracassado em 16 de fevereiro em uma primeira tentativa de forçar a França e a Grécia a autorizar a retomada do cultivo de milho transgênico da Monsanto, em uma votação do Comitê Permanente da Cadeia Alimentar e Saúde Animal da UE.
da France Presse, em Bruxelas.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u511300.shtml.