A redução da taxa de juros ocorrida nos dois últimos meses não compromete as conquistas no combate à inflação. Essa é a avaliação do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que hoje divulgou a ata da reunião que reduziu a Selic de 19,5% para 19% ao ano.
A flexibilização da política monetária não comprometerá as importantes conquistas dos últimos meses no combate à inflação e na preservação do crescimento econômico com geração de empregos e aumento da renda real, diz o documento.
Para o comitê, a atuação cautelosa da política monetária tem feito com que ocorra a convergência da trajetória de inflação para as metas, que é de 5,1% neste ano e de 4,5% no ano que vem.
Nas projeções feitas pela autoridade monetária, que consideraram uma taxa de juros de 19,5% ao ano e um dólar cotado a R$ 2,25, a inflação ficou abaixo do objetivo de 5,1%.
A convergência ininterrupta da inflação para a trajetória de metas e a resultante consolidação de um cenário de estabilidade macroeconômica duradoura contribuirão para a manutenção do processo de redução progressiva da percepção de risco macroeconômico que vem ocorrendo nos últimos anos.
Ainda de acordo com o Copom, o processo de elevação dos juros ocorrido entre setembro do ano passado e maio deste ano contribuiu de maneira importante para a consolidação de um ambiente macroeconômico cada vez mais favorável em horizontes mais longos.
Apesar do cenário benigno, o comitê ressalta que conduzirá suas ações de forma a garantir que os ganhos obtidos no combate à inflação sejam permanentes. Para isso, diz que irá avaliar a evolução da inflação discriminando os reajustes pontuais e os reajustes persistentes.
Ainda de acordo com o Copom, a inflação registrada recentemente –em setembro o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 0,35% contra 0,17% em agosto– tem caráter transitório e é decorrente do reajuste dos preços dos combustíveis. Dada a natureza de tais pressões, espera-se que tenham caráter transitório, apresentando arrefecimento ao longo do tempo, sem que necessariamente observemos contaminação para horizontes mais longos.
O comitê espera ainda que a atividade econômico continue em expansão em um ritmo condizente com a oferta. Mesmo com a volatilidade dos preços internacionais do petróleo, o comitê acredita que o cenário externo é favorável.
Fonte: www.folha.com.br
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Por Mhais• 27 de outubro de 2005• 10:21• Sem categoria
Copom vê inflação sob controle e indica novos cortes de juros
A redução da taxa de juros ocorrida nos dois últimos meses não compromete as conquistas no combate à inflação. Essa é a avaliação do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que hoje divulgou a ata da reunião que reduziu a Selic de 19,5% para 19% ao ano.
A flexibilização da política monetária não comprometerá as importantes conquistas dos últimos meses no combate à inflação e na preservação do crescimento econômico com geração de empregos e aumento da renda real, diz o documento.
Para o comitê, a atuação cautelosa da política monetária tem feito com que ocorra a convergência da trajetória de inflação para as metas, que é de 5,1% neste ano e de 4,5% no ano que vem.
Nas projeções feitas pela autoridade monetária, que consideraram uma taxa de juros de 19,5% ao ano e um dólar cotado a R$ 2,25, a inflação ficou abaixo do objetivo de 5,1%.
A convergência ininterrupta da inflação para a trajetória de metas e a resultante consolidação de um cenário de estabilidade macroeconômica duradoura contribuirão para a manutenção do processo de redução progressiva da percepção de risco macroeconômico que vem ocorrendo nos últimos anos.
Ainda de acordo com o Copom, o processo de elevação dos juros ocorrido entre setembro do ano passado e maio deste ano contribuiu de maneira importante para a consolidação de um ambiente macroeconômico cada vez mais favorável em horizontes mais longos.
Apesar do cenário benigno, o comitê ressalta que conduzirá suas ações de forma a garantir que os ganhos obtidos no combate à inflação sejam permanentes. Para isso, diz que irá avaliar a evolução da inflação discriminando os reajustes pontuais e os reajustes persistentes.
Ainda de acordo com o Copom, a inflação registrada recentemente –em setembro o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 0,35% contra 0,17% em agosto– tem caráter transitório e é decorrente do reajuste dos preços dos combustíveis. Dada a natureza de tais pressões, espera-se que tenham caráter transitório, apresentando arrefecimento ao longo do tempo, sem que necessariamente observemos contaminação para horizontes mais longos.
O comitê espera ainda que a atividade econômico continue em expansão em um ritmo condizente com a oferta. Mesmo com a volatilidade dos preços internacionais do petróleo, o comitê acredita que o cenário externo é favorável.
Fonte: www.folha.com.br
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