fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 12:39 Sem categoria

Corte nos juros faz País economizar 20 bilhões de reais em um ano

O setor público gastou R$ 217 bilhões com pagamento de juros aos investidores nos últimos 12 meses, segundo o Banco Central. Um ano antes, no período de abril de 2011 a março de 2012, o gasto havia sido de R$ 237 bilhões. A diferença, R$ 20 bilhões, é praticamente o orçamento do programa Bolsa Família em 2012 (R$ 21 bilhões).

Inflação

O BC reduziu a taxa básica de juros (a chamada Selic) de 12,5% ao ano, em julho de 2011, para 7,25%, em outubro do ano passado, nível que foi mantido até o dia 18 de abril. Com essa queda, caíram também os juros ao consumidor, levando a um aumento da demanda por bens de consumo.

Como a produção de bens não aumentou na mesma proporção, a inflação acelerou, até atingir 6,59% nos 12 meses encerrados em março.

É verdade que boa parte da inflação resultou de aumento nos preços de alimentos (alta de 13,5% no período), produtos que o consumidor não adquire por meio de financiamento. As condições climáticas contribuíram para esta alta.

A taxa inflacionária, no entanto, já apresenta uma desaceleração da alta registrada nos últimos meses. Diante da expectativa de supersafra agrícola, dados do Governo já mostram a tendência de queda em vários alimentos. Um exemplo é a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que caiu em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a primeira e a segunda semanas de abril. A maior redução foi observada em Brasília: 0,2 ponto percentual, já que a taxa passou de 0,6% na primeira semana para 0,4% na segunda.

Gastos com juros

Há duas semanas, o BC voltou a subir a taxa básica de juros, para 7,5% ao ano, e provavelmente a elevará a 8,25% até o fim do ano, segundo projeções de instituições financeiras.

Mesmo que os gastos com juros voltem a subir, a Selic não voltará a atingir os patamares estratosféricos vivenciados pelos brasileiros há uma década. Ao mesmo tempo que o Governo afirma que não pretende diminuir a política de transferência de renda nem os investimentos em programas sociais em geral, a equipe econômica e a própria presidenta Dilma Rousseff já deixou claro que continuará vigilante em relação à inflação. O resgate do crescimento econômico continuará passando pela cortes de impostos e redução dos custos para o consumidor e produtor.

A expectativa do Governo é que as empresas voltem a aumentar investimentos, como é o caso da indústria de transformação, como já apontado em balanço recente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ou seja, ao investir em máquinas e equipamento, o empresariado está se preparando para produzir mais.

( PT no Senado, com agências)

Notícia colhida no sítio http://www.pt.org.br/noticias/view/corte_nos_juros_faz_pais_economizar_r_20_bilhoes_em_um_ano

===================================

Política Fiscal

NOTA PARA A IMPRENSA – 30.4.2013

I – Resultados fiscais

O setor público consolidado registrou superávit primário de R$3,5 bilhões em março. O Governo Central registrou superávit de R$1,1 bilhão; os governos regionais, superávit de R$2,1 bilhões; e as empresas estatais, superávit de R$298 milhões.

No ano, o superávit primário acumula R$30,7 bilhões, 1,73 p.p. do PIB inferior ao superávit registrado no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses, o superávit alcançou R$89,7 bilhões (1,99% do PIB), 0,17 p.p. do PIB menor que o valor alcançado em fevereiro.

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$19,4 bilhões em março, comparativamente a R$20,3 bilhões em fevereiro. No ano, os juros nominais acumulam R$62,3 bilhões (5,51% do PIB), 0,19 p.p. do PIB inferior ao valor registrado no primeiro trimestre de 2012. A redução na taxa Selic acumulada no período contribuiu para essa evolução. No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$217,2 bilhões (4,83% do PIB).

O resultado nominal, que inclui o superávit primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$15,9 bilhões em março. No ano, o déficit nominal alcançou R$31,5 bilhões (2,79% do PIB), 1,53 p.p. do PIB superior ao déficit registrado no mesmo período de 2012. Em doze meses, o déficit nominal atingiu R$127,5 bilhões (2,83% do PIB), comparativamente a R$122,2 bilhões (2,73% do PIB) no acumulado até fevereiro.

O déficit nominal do mês foi financiado com expansões de R$18,9 bilhões na dívida mobiliária, de R$1,4 bilhão na dívida bancária líquida e de R$1,9 bilhão nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, contrabalançadas, parcialmente, pela redução de R$6,4 bilhões no financiamento externo líquido.

II – Dívida mobiliária federal

A dívida mobiliária federal, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$1.851,8 bilhões (41,2% do PIB) em março, registrando decréscimo de R$12,3 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu resgates líquidos de R$28,2 bilhões, acréscimo de R$0,2 bilhão em razão da depreciação cambial e incorporação de juros de R$15,7 bilhões.

Destacaram-se resgates líquidos de R$51 bilhões em LFT e emissões de R$17,2 bilhões em LTN, de R$3,9 bilhões em NTN-F e de R$1,9 bilhão em NTN-B.

A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a fevereiro: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio permaneceu em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic caiu de 17,7% para 15,6%, devido aos resgates de LFT; a dos títulos prefixados evoluiu de 28,7% para 29,6%, em razão das emissões líquidas de LTN e NTN-F; e a dos títulos indexados a índices de preços passou de 28% para 28,2%. A participação das operações compromissadas elevou-se de 24,7% para 25,7%, em razão de vendas líquidas de R$27,6 bilhões.

Ao final de março, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$267,4 bilhões, 14,4% do total, com vencimento em 2013; R$362,5 bilhões, 19,6% do total, com vencimento em 2014; e R$1.221,9 bilhões, 66% do total, vencendo a partir de janeiro de 2015.

No final de março a exposição total líquida nas operações de swap cambial apresentou valor nulo. O resultado dessas operações ao longo do mês (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) foi favorável ao Banco Central em R$45 milhões, no conceito caixa, valor contemplado na apuração das necessidades de financiamento do setor público.

III – Dívida líquida do setor público

A dívida líquida do setor público (DLSP) atingiu R$1.596,3 bilhões (35,5% do PIB) em março, reduzindo-se 0,2 p.p. em relação ao mês anterior. A desvalorização cambial de 1,9% no mês contribuiu para essa redução.
No ano, relação DLSP/PIB cresceu 0,3 p.p. Contribuíram para essa elevação os juros nominais apropriados, com 1,4 p.p. do PIB; a valorização cambial de 1,5% no ano, com 0,2 p.p.; e o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõe a dívida externa líquida, com 0,1 p.p. Em sentido contrário, o superávit primário contribuiu para redução da relação em 0,7 p.p., e o crescimento do PIB corrente, com 0,8 p.p.

A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$2.663,0 bilhões (59,2% do PIB) em março, elevando-se 0,1 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

Notícia colhida no sítio http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOLFISC

=========================

Política Monetária e Operações de Crédito do SFN

NOTA PARA A IMPRENSA – 26.4.2013

I – Operações de crédito do sistema financeiro

O crédito bancário, após discreta expansão no primeiro bimestre do ano, apresentou crescimento mais significativo em março, favorecido, principalmente, pelo comportamento das carteiras com recursos direcionados, com ênfase para os financiamentos realizados pelo BNDES e para o crédito habitacional. A evolução das operações no segmento livre foi condicionada por fatores sazonais, com aumento das concessões a pessoas jurídicas, associado à retomada gradual das atividades mercantis, observando-se moderação nas contratações de pessoas físicas.

Nesse contexto, o estoque total de crédito do sistema financeiro, consideradas as operações com recursos livres e direcionados, alcançou R$2.427 bilhões, após elevações de 1,8% no mês e 16,7% em doze meses. A variação mensal resultou do aumento de 1,4% nas carteiras de pessoas físicas, R$1.108 bilhões, e do incremento de 2,2% no saldo relativo a pessoas jurídicas, que totalizou R$1.319 bilhões. A relação crédito/PIB atingiu 53,9%, dos quais 29,3% relativos a pessoas jurídicas e 24,6% a pessoas físicas, ante 53,3% em fevereiro último e 49,3% em março de 2012.

As concessões de crédito realizadas com recursos livres e direcionados, que se referem aos valores desembolsados no mês, totalizaram R$280 bilhões em março, com acréscimo mensal de 10,4%, refletindo a sazonalidade do período e o maior número de dias úteis, dois a mais em relação a fevereiro. O incremento foi mais intenso nos desembolsos a pessoas jurídicas, 13,7%, que somaram R$144 bilhões. As concessões a pessoas físicas cresceram 7%, alcançando R$136 bilhões.

O saldo dos empréstimos com recursos livres, equivalentes a 31,4% do PIB, respondeu por 58,1% da carteira total do sistema financeiro, ante 60,6% em março de 2012, e atingiu R$1.411 bilhões, após crescimentos de 1,5% no mês e 12% em doze meses. As concessões de crédito livre somaram R$243 bilhões, com elevação mensal de 8,8%, decorrente das expansões respectivas de 13,3% e 4,6% nas operações com pessoas jurídicas e pessoas físicas. Os desembolsos para capital de giro e desconto de duplicatas foram os mais relevantes nos créditos a empresas, enquanto, dentre as modalidades contratadas pelas famílias, os principais avanços ocorreram nos financiamentos de veículos e no crédito pessoal, com e sem consignação em folha de pagamento.

O crédito livre a pessoas físicas atingiu saldo de R$701 bilhões, a partir das expansões de 0,6% no mês e 9,2% em doze meses, destacando-se, no mês, o incremento de 1,8% em crédito pessoal e a redução de 2,1% no cheque especial. O saldo dos financiamentos com recursos livres a pessoas jurídicas cresceu 2,4% no mês e 14,8% em doze meses, ao totalizar R$710 bilhões. Assinale-se o incremento mensal de 1,9% nos empréstimos de capital de giro com prazo acima de 365 dias, cujo saldo de R$271 bilhões é o mais representativo da carteira de pessoas jurídicas, além do aumento de 10,6% verificado nas operações com desconto de duplicatas.

O saldo total das operações de crédito direcionado, 22,5% do PIB, atingiu R$1.016 bilhões em março, ao avançar 2,3% no mês e 24,1% em doze meses. Esse comportamento refletiu, consideradas as mesmas bases comparativas, as expansões respectivas de 2,7% e 30,7%, e de 2% e 20% nas carteiras de pessoas físicas e pessoas jurídicas, cujos saldos somaram R$407 bilhões e R$609 bilhões, nessa ordem. Dentre as operações destinadas a pessoas físicas, destacaram-se os aumentos de 2,8% nos financiamentos imobiliários e de 1,9% no crédito rural, segmentos cujos saldos alcançaram R$274 bilhões e R$93 bilhões, respectivamente.

Nas operações com recursos direcionados destinadas a pessoas jurídicas, sobressaíram as expansões de 1,5% no mês e 15,8% em doze meses nos financiamentos do BNDES, cujo saldo de R$457 bilhões correspondeu a 75% do total desse segmento. As concessões do BNDES destinadas ao setor produtivo – que não incluem os desembolsos realizados pelo BNDESPAR -, entre as quais ressaltaram-se créditos para investimento em infraestrutura, aumentaram 49,1% em março, ao totalizarem R$12,8 bilhões, acumulando R$32,3 bilhões no primeiro trimestre do ano, volume 51,5% superior ao registrado em igual período de 2012. Destacaram-se os financiamentos destinados aos segmentos de máquinas e equipamentos, veículos, reboque e carroceria, coque, petróleo e combustível, transporte terrestre e agropecuária.

A representatividade dos bancos públicos no total de crédito do sistema financeiro correspondeu a 48,7% em março, comparativamente a 44% em igual mês de 2012, ao atingir saldo de R$1.181 bilhões. As participações relativas das instituições privadas nacionais e estrangeiras diminuíram, na ordem, 3,2 p.p. e 1,4 p.p. no mesmo período, para 35,4% e 15,9%, somando R$860 bilhões e R$386 bilhões, respectivamente. Os créditos ao setor privado, condicionados pelos aspectos sazonais do período, cresceram 1,8% em março, ao totalizar R$2.305 bilhões, salientando-se as elevações mensais respectivas de 2,9%, 2,2% e 2,1% nas contratações dos segmentos outros serviços, comércio e indústria, cujos saldos se situaram em R$397 bilhões, R$227 bilhões e R$471 bilhões, nessa ordem. Os financiamentos imobiliários, compreendidas as operações a pessoas físicas e a pessoas jurídicas, mantiveram desempenho expressivo, com crescimentos de 2,6% no mês e 32,9% no acumulado em doze meses, alcançando saldo de R$318 bilhões, equivalente a 7,1% do PIB, ante 5,7% em março de 2012. O saldo dos empréstimos ao setor público situou-se em R$121 bilhões, após expansões de 1,2% no mês e 42,5% em doze meses, refletindo acréscimos mensais de 1,2% relativo ao governo federal e de 1,3% aos estados e municípios.

I.1 – Taxas de juros e inadimplência

A taxa média geral de juros das operações de crédito do sistema financeiro, incluindo os saldos com recursos livres e direcionados, apresentou declínio de 0,2 p.p em março, após elevação nos dois meses anteriores, situando-se em 18,5% a.a. A evolução do custo do crédito refletiu a redução nas taxas dos empréstimos às famílias, cuja média recuou para 24,4% a.a., ante 24,9% a.a. no mês anterior, com destaque para a diminuição de 0,6 p.p. na taxa de juros das modalidades com recursos livres, favorecida pelas reduções em crédito pessoal não consignado, veículos e cheque especial. A taxa média das operações com recursos direcionados para pessoas físicas permaneceu inalterada em 6,6% a.a.

No segmento corporativo, a taxa média de juros manteve-se em 14% a.a, assinalando recuo de 3,8 p.p na comparação com março de 2012. Nas contratações com recursos livres, a taxa média para pessoas jurídicas recuou 0,2 p.p, situando-se em 18,8% a.a., ressaltando-se o recuo de 0,4 p.p. relativo às operações de capital de giro.

Em linha com o movimento das taxas ativas, o spread bancário geral das operações de crédito, considerando recursos livres e direcionados, apresentou redução de 0,3 p.p., situando-se em 11,7 p.p em março, 3,6 p.p. abaixo do nível estimado doze meses atrás. Os spreads nas operações de crédito livre a famílias e empresas corresponderam, respectivamente, a 25,4 p.p e 10,9 p.p., com reduções, na ordem, de 0,8 p.p. e 0,4 p.p. em relação ao mês anterior.

A inadimplência do sistema financeiro, referente aos atrasos superiores a noventa dias, permaneceu estável em 3,6% do saldo total dos créditos com recursos livres e direcionados, acumulando declínio de 0,2 p.p. em doze meses. Nas operações com pessoas físicas, o indicador manteve-se em 5,4%, resultado da diminuição de 0,1 p.p. no segmento livre e de aumento de 0,1 p.p. no crédito direcionado. Nas contratações relativas às empresas, o nível de atrasos se manteve em 2,2%, a partir da redução de 0,1 p.p. no crédito livre e da estabilidade nas operações com recursos direcionados.


II – Evolução dos agregados monetários

A média dos saldos diários da base monetária alcançou R$205,6 bilhões em março, após redução de 4,3% no mês, correspondente aos declínios de 1,8% no papel-moeda emitido e de 13,8% no saldo de reservas bancárias. Em doze meses, a base monetária cresceu 8%.

Entre os fatores condicionantes da emissão monetária, foram expansionistas em R$6,1 bilhões as compras líquidas de divisas no mercado interbancário de câmbio e em R$1,7 bilhão as operações com títulos públicos federais, que incluem a atuação do Banco Central no ajuste da liquidez do mercado monetário. O impacto referente aos títulos públicos refletiu resgates líquidos de R$29,3 bilhões no mercado primário e vendas líquidas de R$27,6 bilhões no mercado secundário. Contribuíram no sentido inverso, as operações do Tesouro Nacional, com contração de R$4,8 bilhões.

O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) totalizou R$290 bilhões em março, após queda de 0,2% no mês, resultante de declínios de 0,2% no papel-moeda em poder do público e nos depósitos à vista. O crescimento acumulado do M1 em doze meses situou-se em 12,7%.

O saldo dos meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1, acrescido de depósitos de poupança e títulos privados, cresceu 1,1% em março, alcançando R$1,7 trilhão, refletindo altas respectivas de 1,5% e 0,7% nos saldos de poupança e de títulos privados, que atingiram R$513,8 bilhões e R$935,4 bilhões, nessa ordem. No mês, ocorreram captações líquidas de R$6 bilhões na poupança e de R$2,2 bilhões nos depósitos a prazo.

O conceito M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, cresceu 0,9% no mês, atingindo R$3,6 trilhões, com expansão de 0,5% no saldo das quotas de fundos de renda fixa, R$1,7 trilhão. O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, registrou elevações de 0,3% no mês e de 11,4% nos últimos doze meses, totalizando R$4,1 trilhões.

Estatísticas complementares às divulgadas nas Notas para Imprensa estão disponíveis no sistema de séries temporais do Banco Central do Brasil, no endereço http://www.bcb.gov.br/?sgs.

Notícia colhida no sítio http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOM

Close