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Crédito cresce em ritmo mais lento em maio

O crédito na economia seguiu a sua trajetória de expansão em maio, ainda que com uma velocidade mais baixa que a ocorrida em fins de 2004, refletindo a política monetária mais restritiva. Incluindo os empréstimos livres e direcionados, o crescimento foi de 0,5% em maio, atingindo o volume de R$ 518,197 bilhões. No mês anterior, a expansão havia sido de 1,8%.
Em maio, porém, houve dois eventos estatísticos que criam a sensação de que a expansão do crédito foi menor do que a que realmente ocorreu. Uma delas é que, com a decretação da liquidação do Banco Santos, sua carteira – US$ 1,964 bilhão – deixou de fazer parte das estatísticas. Outro efeito ocorrido no mês foi a valorização de 5% na taxa de câmbio, que fez com que encolhesse a carteira de crédito a pessoas físicas referenciada em moeda estrangeira.
Feito o ajuste referente à carteira do Banco Santos, o volume de crédito a empresas teria se elevado 0,9% no mês, para os empréstimos referenciados em moeda nacional. De qualquer forma, a variação teria sido menor do que a média, de 1,83%, verificada no quadrimestre anterior. Os sinais são de que a redução no ritmo de expansão do crédito a empresas reflete a política monetária mais restritiva – o histórico mostra que o crédito a pessoas jurídicas é o que responde mais rápido aos juros.
No segmento de pessoas físicas, porém, não fica claro tal efeito dos juros básicos. A expansão, de 3,5% em maio, está em linha com os percentuais observados em meses anteriores. A crítica que pode se fazer ao número é que era de se esperar que em maio houvesse uma expansão mais forte, em virtude das compras dos Dia das Mães, segundo período mais importante para o comércio, atrás apenas do Natal. Mas, como o BC não divulga séries dessazonalizadas sobre o crédito, não é possível identificar o quanto da taxa de 3,5% se deve a fatores temporários.
De qualquer forma, desde meados de março a expansão de crédito vem apresentando certa acomodação. Até fins de 2004, as taxas eram crescentes. “Sem a política monetária mais restritiva, o crédito estaria crescendo de forma mais acelerada”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Mas dois fatores agem na direção oposta, contribuindo para evolução mais positiva do crédito: a disseminação do crédito consignado (cresceu 7,6% em maio) e o aumento do emprego e renda. “Quando as famílias têm segurança sobre emprego e renda, endividam-se mais”, disse Lopes.
Fonte: Valor Econômico – Alex Ribeiro

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Crédito cresce em ritmo mais lento em maio

O crédito na economia seguiu a sua trajetória de expansão em maio, ainda que com uma velocidade mais baixa que a ocorrida em fins de 2004, refletindo a política monetária mais restritiva. Incluindo os empréstimos livres e direcionados, o crescimento foi de 0,5% em maio, atingindo o volume de R$ 518,197 bilhões. No mês anterior, a expansão havia sido de 1,8%.

Em maio, porém, houve dois eventos estatísticos que criam a sensação de que a expansão do crédito foi menor do que a que realmente ocorreu. Uma delas é que, com a decretação da liquidação do Banco Santos, sua carteira – US$ 1,964 bilhão – deixou de fazer parte das estatísticas. Outro efeito ocorrido no mês foi a valorização de 5% na taxa de câmbio, que fez com que encolhesse a carteira de crédito a pessoas físicas referenciada em moeda estrangeira.

Feito o ajuste referente à carteira do Banco Santos, o volume de crédito a empresas teria se elevado 0,9% no mês, para os empréstimos referenciados em moeda nacional. De qualquer forma, a variação teria sido menor do que a média, de 1,83%, verificada no quadrimestre anterior. Os sinais são de que a redução no ritmo de expansão do crédito a empresas reflete a política monetária mais restritiva – o histórico mostra que o crédito a pessoas jurídicas é o que responde mais rápido aos juros.

No segmento de pessoas físicas, porém, não fica claro tal efeito dos juros básicos. A expansão, de 3,5% em maio, está em linha com os percentuais observados em meses anteriores. A crítica que pode se fazer ao número é que era de se esperar que em maio houvesse uma expansão mais forte, em virtude das compras dos Dia das Mães, segundo período mais importante para o comércio, atrás apenas do Natal. Mas, como o BC não divulga séries dessazonalizadas sobre o crédito, não é possível identificar o quanto da taxa de 3,5% se deve a fatores temporários.

De qualquer forma, desde meados de março a expansão de crédito vem apresentando certa acomodação. Até fins de 2004, as taxas eram crescentes. “Sem a política monetária mais restritiva, o crédito estaria crescendo de forma mais acelerada”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Mas dois fatores agem na direção oposta, contribuindo para evolução mais positiva do crédito: a disseminação do crédito consignado (cresceu 7,6% em maio) e o aumento do emprego e renda. “Quando as famílias têm segurança sobre emprego e renda, endividam-se mais”, disse Lopes.

Fonte: Valor Econômico – Alex Ribeiro

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