O presidente da Fetec-Cut-PR (Federação dos Bancários da CUT), José Adilson Stuzata, lamentou ontem, os termos usados pelo delegado Rubens Recalcatti, titular da Delegacia de Furtos e Roubos, que, em entrevista à imprensa sexta-feira passada, colocou em suspeição todos os trabalhadores bancários no Itaú. De acordo com um jornal da capital, o delegado pretende concentrar parte das investigações sobre a morte do empresário José Sérgio Levek, 56, num interrogatório aos bancários e promete ainda fechar o cerco às agências bancárias da capital.
Investigação
Sérgio Levek foi assassinado na manhã da última sexta-feira (31) na Rua Saldanha Marinho, no Centro de Curitiba. Dois homens roubaram cerca de R$ 7 mil do empresário e fugiram numa moto preta. O dinheiro foi sacado de uma agência do Itaú e seria destinado ao pagamento dos funcionários da empresa de Levek. O gerente do Itaú, de onde a funcionária de Sérgio sacou os R$ 7 mil, já foi intimado a comparecer na delegacia. A polícia não descarta a possibilidade de algum trabalhador ter informado os marginais do saque.
Caos urbano
Um grupo de empresários que possui estabelecimentos comerciais na Rua Saldanha Marinho, no centro de Curitiba, está pensando em formar uma comitiva pedindo mais segurança ao prefeito Beto Richa (PSDB). Eles ficaram apavorados com o assassinato de um empresário, no sábado. Além de temer pelas suas vidas, eles receiam que a violência afaste os consumidores da região.
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