Mais adaptados aos terminais de auto-atendimento, os clientes sentiram menos o impacto da greve dos bancários. Os caixas eletrônicos permaneceram abertos em todas as agências em que não havia expediente. “Os clientes compreendem a necessidade da greve, especialmente quando lembramos que este é nosso último recurso. Nós explicamos que já estamos em campanha salarial há dois meses e que realizamos diversas paralisações parciais, mas que a Fenaban não nos apresentou uma proposta decente e nos empurrou para a greve”, conta Audrea Louback, dirigente sindical e funcionária do banco HSBC.
O movimento não tem a intenção de afetar ao cidadão. “Temos consciência de que os bancos regem a vida econômica das pessoas e que a greve interfere na rotina da população. Mas pedimos paciência para os clientes e especialmente para que eles observem que esta é uma luta unificada e nacional por melhores condições de trabalho para os bancários e de atendimento para os clientes”, afirmou Adilson Stuzata, presidente da FETEC-CUT-PR.
“Os clientes não estão sendo penalizados. Eles aproveitam a greve e fazem queixas sobre as tarifas abusivas e até nos perguntam sobre como podem contribuir com o movimento. Se podem ligar para o 0800 ou mandar um email”, conta Audrea Louback.
Patrícia Meyer
FETEC-CUT-PR
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