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CUT participa do Encontro Sindical da América Latina e Caribe, e da VII Cumbre Sindical del Mercosur

Nos próximos dias, os presidentes da América Latina e Caribe se encontrarão em Salvador para debater uma agenda comum que faça frente à crise financeira que sopra com força desde os países capitalistas centrais. Entre outros temas fundamentais para o presente e o futuro da nossa região, para o emprego, o salário e os direitos da classe trabalhadora, serão tomadas decisões sobre comércio, integração regional, políticas sociais e econômicas, segurança, migrações…

Para a Central Única dos Trabalhadores, este é um momento ímpar para que os movimentos sindical e social somem forças em defesa dos países e povos da nossa América, fortalecendo ainda mais os laços do Mercosul, uma integração solidária e soberana, onde a competitividade dê lugar à complementaridade das nossas economias, fazendo com que a unidade de ação contra o imperialismo e o neoliberalismo ganhe as ruas e dê a tônica. Contra o parasitismo dos especuladores e a sanha de lucro fácil das transnacionais, é hora de continuarmos levantando alto a bandeira do desenvolvimento, com valorização do trabalho, integração dos nossos mercados e proteção dos empregos.

Foi a união e a mobilização dos povos e governos progressistas que enterraram a Alca e estão erguendo alternativas como a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), contribuindo para o combate às imensas desigualdades e injustiças ainda existentes em nossa região.

A construção de uma sociedade democrática e participativa, mais justa e igualitária para homens e mulheres, raças e etnias, depende da nossa ação. Por isso, você está convidado a participar conosco da Cúpula dos Povos do Sul – de 12 a 15 de dezembro – e do Encontro Sindical da América Latina e Caribe/VII Cumbre Sindical del Mercosur, no dia 15.

“Neste momento em que as políticas de desregulamentação financeira e auto-regulação do mercado devastam as economias dos países capitalistas centrais e os impactos da sua crise ameaçam contaminar o planeta, torna-se estratégico o fortalecimento do papel central dos Estados nacionais na indução do desenvolvimento e na construção de políticas de distribuição de renda e valorização do trabalho”, afirma o presidente da CUT, Artur Henrique. Por isso, ressaltou, “a CUT aumenta a pressão em defesa de uma intervenção rápida, correta e decisiva do Estado brasileiro, para impedir que os efeitos da crise se espraiem, o que interromperia o processo de crescimento econômico tão arduamente conquistado”.

Conforme o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício, o entendimento da Central é que “a intervenção é essencial, porque, em um cenário de propagação da crise, os trabalhadores são certamente as maiores vítimas, por meio da perda do emprego e da rápida queda do nível de renda”. Mas a intervenção do Estado, alertou, não pode significar a “socialização das perdas” do setor financeiro com a sociedade em geral – sendo que, no período do crescimento recente, o que se percebeu foi a “privatização dos ganhos” expressa nos gigantescos lucros anuais dos bancos, que somam dezenas de bilhões de dólares no Brasil.

“Mais do que nunca, a unidade e a mobilização da classe trabalhadora, ao lado dos movimentos sociais da América Latina e do Caribe, cumprirá papel chave na solução da crise, fortalecendo alternativas populares que reafirmem a defesa da integração e da soberania”, acrescentou Messias Melo, diretor da CUT para o Mercosul.

Segundo Martiniano José Santos Costa, presidente da CUT, “a unificação de propostas comuns da classe trabalhadora, com a mobilização em defesa dos nossos países e povos, vai reivindicar do encontro dos chefes de Estado – na Costa do Sauípe, dias 16 e 17 – que leve em consideração a nossa agenda pelo desenvolvimento, fazendo com que a reunião produza os resultados esperados na afirmação do desenvolvimento soberano, com geração de emprego, redistribuição de renda e garantia de direitos.

Jornal edição especial dezembro

Confira abaixo a programação:

Encontro Sindical da América Latina e Caribe

VII Cumbre Sindical del Mercosur

Encontro da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS)

13/12 – Sábado

10h – Reunião da Comissão de Educação

15h – Seminário da Comissão de Desenvolvimento Produtivo

14/12 – Domingo

10h – Plenária

15h – Comissão de Mulheres

17h – Comissão de Jovens

Local – Auditório do Sindicato dos Químicos/Petroleiros (BA)

Encontro Sindical Latino-Americano e Caribenho

VII Cumbre Sindical del Mercosur

15/12 – Segunda-feira

9h – Abertura

Assinatura de convênio UFBA e Dieese para a instalação

da Universidade do Trabalhador

10h – Painel – Integração e Trabalho Decente

11h30 – Painel – Integração em um cenário de crise

16h – Concentração para a Marcha pela Integração Soberana da América Latina e Caribe – Do Campo Grande à Praça Municipal

16/12 – Terça-feira

10h – Reunião da Confederação Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA)

Cúpula Social

13 e 15/12 – Sábado e Domingo

Atividades temáticas

14/12 – Domingo

Lançamento da cartilha comemorativa dos 10 anos da Declaração Sócio-Laborall

15/12 – Segunda-feira

14h – Diálogo da Presidência Pró-Tempore Brasileira do Mercosul com os movimentos sociais

Cúpula dos Povos do Sul

PROGRAMAÇÃO

12/12 Sexta-feira

18h-Abertura – Ato cultural com resgate histórico

13/12 Sábado

8h às 12h-Painel – “A Integração Regional como Resposta Estratégica

Frente à Crise Global”.

12h-Almoço

14h às 18h-Soberania e Segurança alimentar

Soberania Financeira

Justiça Climática

14/12 Domingo

8h às 12h-Soberania Energética

Direito à Cidade, Migrações e Direitos Humanos

Desmilitarização e Soberania Regional

12h-Almoço

14h às 18h-Plenária Final

15/12 Segunda-feira

8h às 12h-Atividades setoriais auto-gestionadas

12h-Almoço

14 às 16h-Encontro Cúpula Social

16h-Marcha pela Integração Soberana da América Latina e Caribe saindo do Campo Grande até a praça Municipal

19h-Ato Cultural Final

Por Leonardo Severo.

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