fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por • 11:32• Notícias

Datafolha: Lula volta a crescer no 1º turno e mantém liderança no segundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 40% das intenções de voto no primeiro turno das eleições de 2026, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 22 e 23 de setembro.

O levantamento, encomendado pela Folha e pela TV Globo, ouviu 2.002 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No segundo turno, Lula aparece com 47% e Flávio, com 45%, configurando empate técnico, mas com liderança numérica do presidente da República.

A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-00304/2026, foi realizada em uma semana marcada pelo reajuste do Bolsa Família, pelo arrefecimento da crise no STF e pela discussão sobre ingerência externa na campanha.

Lula e Flávio Bolsonaro concentram disputa

Em relação ao levantamento da semana anterior, Lula oscilou um ponto para cima, passando de 39% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu com 36%.

No segundo turno, a diferença é menor. Lula passou de 46% para 47%, enquanto Flávio oscilou de 44% para 45%.

Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados nesse cenário.

Demais candidatos

Augusto Cury (Avante) aparece com 5%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%.

Romeu Zema (Novo) e Samara (UP) registram 1% cada.

Outros 5% dos eleitores afirmam que votarão em branco ou nulo, enquanto 2% estão indecisos.

Os percentuais dos demais candidatos permaneceram estáveis em relação à rodada anterior.

Pesquisa ocorre após semana movimentada

O Datafolha foi a campo após uma semana marcada por acontecimentos que entraram diretamente no debate eleitoral.

Entre eles estão o anúncio do reajuste de 15% no Bolsa Família, os desdobramentos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master e a discussão sobre uma possível ingerência externa nas eleições brasileiras.

A questão internacional ganhou espaço na campanha após Lula discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU, na terça-feira, com críticas ao que considera uma atuação do governo de Donald Trump em favor de seu adversário.

Na sequência, Trump liderou uma reunião de países com governos de direita nas Américas na qual o PCC e o Comando Vermelho foram declarados organizações terroristas.

O Brasil rejeitou a abordagem. Flávio Bolsonaro, por sua vez, acusou Lula de leniência com o crime organizado, enquanto o presidente respondeu com críticas à atuação de Trump na região e citou a intervenção militar na Venezuela.

A segurança pública e a interferência externa, assim, passaram a ocupar espaço na reta final da campanha presidencial.

Texto: Marcelo Hailer

Fonte: Revista Fórum

↑
Close