Em ato na Câmara, parlamentares e movimentos sociais rechaçam desmonte da Petrobrás e agenda neoliberal pautada no Congresso.
Por Najla Passos
A defesa da Petrobrás como operadora única do pré-sal é uma luta com potencial para reunificar o campo popular brasileiro, desarticulado com o avanço das forças conservadoras. Foi o que defenderam parlamentares progressistas, sindicalistas e representantes dos movimentos sindicais que participaram, na manhã desta quarta (2), do ato em defesa do pré-sal, organizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, na Câmara.

O evento lotou o maior dos plenários das comissões da casa, com o mote de demarcar a luta contra o Projeto de Lei 131/2015, do senador José Serra (PSDB-SP), aprovado semana passada pelo Senado, a partir do inusitado acordo firmado pelo governo, PSDB e PMDB. O PL retira da Petrobrás a prerrogativa de ser a operadora única do pré-sal e abre espaço para a participação das empresas estrangeiras na extração do petróleo brasileiro. Na Câmara, onde tramita agora, recebeu o número de 4567/2016.
Presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel ressaltou a importância da Petrobrás como operadora única do pré-sal para garantir a soberania nacional na gestão do recurso que, transformado em royalties, sustentará o compromisso com a educação dos brasileiros por muitos anos. Ele também lembrou que a defesa da Petrobrás significa a defesa da indústria nacional e do emprego.
Em relação ao avanço das forças conservadoras com os ataques sucessivos à estatal, Rangel criticou duramente a Operação Lava Jato. Segundo ele, embora implementada com o propósito de combater a corrupção na Petrobrás, a operação se transformou no principal instrumento das forças conservadoras para criminalizar as políticas públicas conquistadas durante os governos progressistas e retomar a agenda neoliberal abandonada com o fim do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2002.
Conforme o petroleiro, nesses dois anos, a Lava Jato não conseguiu recuperar quase nada dos recursos desviados pela corrupção. Entretanto, já provocou o endividamento e a desestabilização da Petrobrás, o que acarretou alto índice de desemprego em toda a cadeia do petróleo e até mesmo a redução da geração de riquezas no país, com a queda do Produto Interno Bruto (PIB). “Dois anos de Lava Jato, qual o saldo?”, questionou.
Representando a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Eduardo Guterra acrescentou que o projeto do Serra é apenas um dos que visam ao desmonte da Petrobrás. Como exemplo, ele citou o PL-555/2015, que propõe transformar todas as estatais brasileiras em sociedades anônimas com ações ordinárias na bolsa de valores. “Nosso desafio é derrotar um projeto e depois o outro. (…) Eles vão ter que nos aturar, pois nós vamos ocupar a Câmara, os aeroportos e pressionar os parlamentares para barrar esse projeto que quer tirar a Petrobrás do pré-sal”, afirmou.
Membro da executiva nacional do Movimento dos Trabalhadores Ruraus Sem-Terra (MST), Alexandre Conceição disse que o projeto que retira o pré-sal dos brasileiros é só um entre os vários que compõem a agenda conservadora do país e, em alguns casos, conta com o apoio do governo Dilma. Segundo ele, o MST não vai se somar aos movimentos golpistas que visam tirar a presidenta eleita do poder via meios não democráticos, mas também não vai deixar de cobrar que o governo se comprometa com a pauta progressista que o elegeu.
“O governo vai ter que se decidir entre o povo que o elegeu, com a pauta progressista dos movimentos sociais, ou se vai ficar com a pauta neoliberal. Mas vamos enfrentar nas ruas essa agenda de retrocesso, sem golpismos. Sabemos o valor da democracia, mas o governo vai ter que se decidir entre o povo brasileiro e essa pauta reacionária que vem aderindo para tentar se proteger”, afirmou.
A derrota no Senado
Um dos principais articuladores da luta contra a aprovação do PL 131/2015, o senador Lindberg Farias (PT-RJ) creditou ao governo Dilma a responsabilidade pela derrota sofrida no último dia 24, quando a matéria foi a votação. “Confesso que ainda estou engasgado. Eu estava ali, tinha o mapa da votação e a gente ia ganhar. O acordo do governo nos desarmou”, avaliou.
Para o senador, a luta na Câmara não será fácil e já é preciso mirar a campanha pelo “Veta, Dilma”, caso o projeto também seja aprovado na casa. “Agora temos que fazer uma grande campanha nacional em defesa da Petrobrás e do pré-sal, em uma grande aliança, pois as coisas vão ser difíceis aqui na Câmara. E se perdemos aqui, a campanha é pelo veto de Dilma. E aí ela vai ter que escolher o seu lado”, provocou.
A senadora Vanessa Graziotim (PcdoB-AM) avaliou que a responsabilidade pela derrota foi do presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que deixou de votar com o governo para aderir à agenda neoliberal articulada, à principio, pelo PSDB. Segundo ela, no dia 23, quando a casa votava a rejeição ou não da urgência da matéria, Calheiros retirou do plenário cinco senadores que votavam com o grupo progressista. O grupo acabou derrotado por 33 votos a 31.
Ela concordou que, na Câmara, o jogo será ainda mais pesado e, por isso, classificou como imprescindível a unificação do campo popular em torno não só desta luta. “O que estamos vivendo no Brasil não é luta contra a corrupção, mas sim a luta contra um país soberano e desvinculado do capital internacional”, afirmou ela, destacando que, na esteira do projeto que pauta a entrega do pré-sal, estão também as propostas para privatizar todas as estatais brasileiras, decretar a autonomia do Banco Central, entre outras.
A exemplo de Lindberg, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) também criticou o posicionamento do governo. “Infelizmente o governo do partido do qual faço parte cometeu um grande equívoco. Mas esse projeto não tem a nossa digital e temos que definir aqui um calendário de luta muito ativo para barrar o retrocesso. O papel dos movimentos sociais é decisivo para que a gente possa se fortalecer aqui e poder travar esse projeto. Que transformemos o dia de luto que vivemos no dia 24 em uma grande luta nacional”, declarou.
Para ela, a conjuntura atual exige mobilização e disposição para a luta. “Nós vivemos hoje no Congresso Nacional uma correlação de forças desfavorável aos trabalhadores e ao projeto de um país soberano, com desenvolvimento e direito à cidadania. A pauta bomba em discussão no Senado é justamente contra o Estado nacional”, afirmou.
A luta na Câmara
A deputada Jandira Feghali (PcdoB-RJ) reforçou a percepção de que a entrega do pré-sal ao capital estrangeiro é só a ponta de uma agenda neoliberal muito maior e muito mais devastadora. ”Há um cerco que vai sendo construído que só pode ser vencido pela nossa ousadia, nossa mobilização e nossa unidade política. (…) É uma agenda ampla que eles vão tentar passar no rodo. E não podemos permitir que o governo fique refém deste cerco, que tem força no parlamento, na economia e na mídia”, conclamou.
Ela, inclusive, ressaltou a importância de não se tirar do horizonte a pauta da democratização da comunicação, segundo ela uma questão central para barrar o avanço da forças conservadoras. “Não há um único veículo da grande mídia cobrindo este evento, porque eles já têm posição definida sobre o tema”, observou.
A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) questionou o mote da luta contra a corrupção, que esconde os verdadeiros propósitos entreguistas do grupo conservador. “Nós estamos tratando de um passivo que é motivo de guerra no mundo todo. Por trás do combate à corrupção, eles estão tirando as máscaras e tentando impor a agenda entreguista deles”, afirmou.
Em referência ao acordo firmado para aprovar a matéria no Senado, o deputado Vicentinho (PT-SP) reiterou o compromisso da bancada petista da Câmara com a defesa da Petrobrás como operadora única do pré-sal. “Aqui não vai ter conchavo. Nossa bancada já definiu firmemente votar contra essa proposta”, afirmou.
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) referendou as críticas feitas à mudança de posição do governo Dilma, mas defendeu que foi apenas um erro estratégico. “O nosso governo, o governo que eu defendo, que nós ajudamos eleger, cometeu um erro grave na semana passada de tática política. (…) Mas a presidenta Dilma e o nosso governo não mudaram de opinião em relação à questão do pre sal. Nós defendemos este mesmo modelo e vamos defende lo com todas as nossas forças”, assegurou.
O deputado Chico Alencar alertou para a necessidade não só de defender a Petrobrás, como para a de recuperar seu papel estratégico para o desenvolvimento do país. O deputado também destacou a importância da estatal para uma operação segura do pré-sal. “Quando a gente defende a presença operativa forte da Petrobrás no pré-sal, estamos pensando também no meio ambiente, pois só uma estatal, bem gerida, de acordo com os interesses públicos, pode ter compromisso com a vida e não com os lucros, como faz a Vale, que foi privatizada”, comparou.
Créditos da foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados
Notícia colhida no sítio http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Defesa-do-pre-sal-busca-reunificar-campo-popular/4/35609
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Movimentos sociais e parlamentares organizam campanha nacional para barrar entrega do Pré-Sal
O projeto aprovado no Senado, que tira da Petrobrás a condição de operadora única do pré-sal, foi amplamente rechaçado na Câmara dos Deputados Federais durante um ato nesta quarta-feira, 02, convocado pela Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás. Parlamentares, sindicalistas, estudantes e diversos representantes dos movimentos sociais discutiram a construção de uma campanha nacional para barrar o projeto de autoria do senador José Serra (PSDB/SP), aprovado com um Substitutivo construído com apoio do governo federal e que na Câmara chega sob a forma do PL 4567/16.

Unidade
A FUP e seus sindicatos participaram do ato, junto com representantes da CUT, CTB, UNE, MST, CNTE e diversas outras entidades sindicais, estudantis e de organizações populares. Os senadores e deputados federais que vêm atuando em defesa da Petrobrás e contra mudanças nas regras de exploração do Pré-Sal destacaram a urgência da unidade das forças progressistas e de uma ampla campanha nacional para se contrapor à agenda neoliberal que ameaça a soberania e as conquistas do povo brasileiro.
“A única saída é os movimentos sociais se articularem em uma grande frente de luta e a campanha em defesa da Petrobrás e do Pré-Sal deve ser o nosso carro chefe”, afirmou o senador Lindbergh Farias (PT). “A Petrobrás é uma luta simbólica e não é apenas dos petroleiros, é do povo brasileiro. Nós precisamos ter uma unidade estratégica para enfrentar essa agenda de retrocessos e não permitir que o governo fique refém dela. Para isso, precisamos de unidade, pois estamos enfrentando um campo muito poderoso. Se olharmos só para a luta corporativa, nós vamos perder”, alertou a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB).
Na contramão
O presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB), ressaltou que o projeto de Serra aprovado no Senado com apoio do governo vai na contramão do que ocorre em outros países. “Hoje quase 78% das reservas do petróleo no mundo são controladas por empresas estatais nacionais e grande parte delas, operadoras. Por que tem de ser operadora única do sistema? Porque significa ditar o ritmo da produção, e isso é importante para os interesses nacionais”, alertou.
“Petróleo não é questão de governo, mas de Estado”
O coordenador da FUP, José Maria Rangel, criticou o governo federal por “em um tema de tanta importância” ter “tomado uma atitude sem conversar com a base parlamentar”, lembrando que “o petróleo não é uma questão de governo, mas de Estado”. Ele afirmou que os petroleiros não se renderão ao entreguistas e lutarão, como sempre fizeram, para defender a soberania nacional e impedir a privatização do Pré-Sal e da Petrobrás.

“Esse tema do petróleo divide opiniões entre os que acreditam que petróleo pode ser a redenção de um povo e os que querem entregar a nossa riqueza aos outros países, mantendo o Brasil submisso ao capital internacional”, declarou José Maria, reiterando que “quem defende a mudança na lei de partilha parte da premissa de que o capital estrangeiro quer investir em nosso país, mas eles querem somente explorar.
Privatização da Petrobrás está a pleno vapor
A FUP e seus sindicatos também denunciaram o avanço do processo de privatização da Petrobrás, criticando mais uma vez o governo por, até agora, continuar permitindo que isso aconteça. Durante a realização do ato em defesa da estatal, na Câmara, a diretoria da empresa divulgou fato relevante ao mercado anunciando a venda dos campos de produção terrestre. Na Bahia, já foi comunicado nesta manhã aos trabalhadores que os Polos de Buracica e Miranga, serão vendidos até janeiro de 2017.

Cerca de seis mil trabalhadores próprios perderão seus postos atuais de trabalho e ficarão sem base e outros milhares de terceirizados serão demitidos de imediato. “O plano de privatização da Petrobrás está sendo executado a pleno vapor. Esse não foi o projeto que nos foi apresentado até outubro de 2014. Nem nos governos neoliberais da década de 90, isso aconteceu. Estão sendo vendidos os campos terrestres de petróleo da Bahia, do Rio Grande do Norte, do Espírito Santo, de Ceará, de Sergipe e de Alagoas. Nós vamos precisar do apoio de todos aqui para encampar essa luta contra as arbitrariedades do governo Dilma”, declarou Deyvid Bacelar, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás.
Fonte: FUP | fotos Ag. Câmara/Zeca Ribeiro
Notícia colhida no sítio http://www.fup.org.br/ultimas-noticias/manchetes/item/18986-movimentos-sociais-e-parlamentares-organizam-campanha-nacional-para-barrar-entrega-do-pre-sal
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Deputados criam comissão especial para definir futuro da Petrobrás

Os líderes partidários decidiram, nesta terça-feira (1º), criar uma comissão especial para debater os projetos relativos à Petrobras em tramitação na Casa. O líder do PCdoB na Casa, Daniel Almeida (BA), explica que o objetivo é criar um espaço para decidir os rumos da estatal petrolífera, ameaçado pelo projeto aprovado no Senado que tira a exclusividade da estatal na exploração do pré-sal.
Para Daniel Almeida, este momento é decisivo para a indústria petrolífera e para a própria existência da Petrobras, criticando as investidas da direita contra a empresa brasileira, com “ação de desmonte da Petrobras”. Ele anunciou que o PCdoB vai “usar este espaço, da comissão especial, para fazer uma ação de resistência, junto com o movimento social”.
Além do texto de autoria do senador tucano José Serra (SP), que acaba com a exclusividade da Petrobras na exploração do pré-sal, outros projetos ameaçam o setor petrolífero no Brasil, como o Projeto de Lei de autoria do deputado Mendonça Filho (DEM-PE). O deputado do DEM quer acabar com o modelo de partilha, permitindo que as multinacionais do petróleo que atuam no país sejam beneficiadas com o fim do regime atual e a adoção do regime de concessão.
Papel fundamental
O deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, também defendeu a comissão especial como um espaço para travar a batalha em defesa da indústria petrolífera nacional, dos interesses nacionais e do povo brasileiro. “Precisamos preservar esta empresa e colaborar para sua recuperação.”
Ele destacou que a operação da Petrobras no pré-sal tem papel fundamental para a retomada do desenvolvimento do país e no combate ao desemprego. Se aprovada a matéria da forma como veio do Senado, pode comprometer o financiamento do Plano Nacional de Educação (PNE). O governo previa que, com os royalties da exploração, R$ 112 bilhões seriam destinados em 10 anos ao sistema educacional, por meio do Fundo Social, chegando ao montante de R$ 362 bilhões em 30 anos.
A comissão da Petrobras, que em princípio seria composta por 27 deputados, contará com a presença de 31 membros, seguindo solicitação do líder do PCdoB. O deputado quer um maior número de representantes partidários envolvidos nos debates. Os parlamentares devem ser indicados pelas lideranças de cada partido. Ainda não há data para a instalação da comissão.
Fonte: Portal Vermelho
Notícia colhida no sítio http://www.fup.org.br/ultimas-noticias/item/18988-deputados-criam-comissao-especial-para-definir-futuro-da-petrobras
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Entidades lançam manifesto contra mudanças nas regras do pré-sal
2 de Março de 2016
À CÂMARA DOS DEPUTADOS
OS RECURSOS DA EXTRAÇÃO DO PRÉ-SAL SÃO PARA EDUCAÇÃO E SAÚDE!
A PETROBRAS NÃO ESTÁ À VENDA!!
Nós, instituições e organizações públicas e privadas do setor da educação, da saúde e dos direitos humanos, manifestamos nosso total repúdio à aprovação pelo Plenário do Senado, no último dia 25 de fevereiro de 2016, do projeto de lei que acaba com a participação obrigatória da Petrobras na exploração dos campos do pré-sal.
Somos veementemente contra a privatização do patrimônio público, que é uma das formas mais perversas de concentração de riqueza. Conforme dados da Receita Federal de 2012, mais de 40% da riqueza está concentrada nas mãos de 0,21% dos brasileiros enquanto 50% dos brasileiros detêm apenas 2% da riqueza nacional. Privatizar a Petrobras significa aumentar o acúmulo de capital dos mais ricos e empobrecer ainda mais os trabalhadores e as trabalhadoras.
Há anos a Petrobras vem sendo bombardeada pela mídia e pelo capital nacional e internacional, que são contrários ao modelo de partilha e defendem a livre concorrência. Um número significativo de senadores brasileiros votou pela possibilidade da concorrência com o grande capital no momento do processo da exploração.
A Petrobras é nossa. A riqueza que ela gera deve ser investida no bem comum dos(as) brasileiros(as) e os senadores, eleitos pelo povo, têm obrigação de defender o que é nosso. Nós não vamos abrir mão da soberania nacional e de todos os investimentos públicos já feitos com a pesquisa na área de petróleo e gás nos últimos anos. Não podemos aceitar que o Senado ignore a luta de todos os(as) brasileiros(as) para que os recursos oriundos do pré-sal sejam investidos na melhoria da educação e da saúde. Tendo em vista sua função estratégica para o desenvolvimento social, cultural, político e econômico do país, qualquer ameaça e tentativa de desmonte da Petrobras, do nosso patrimônio público, exige uma tomada de decisão de toda a nação.
A educação e a saúde brasileiras têm o direito aos recursos do pré-sal para continuar avançando na redução da desigualdade social, interrompendo o ciclo de pobreza expresso nos 13 milhões de analfabetos, nos 1.154,572 de crianças de 04 e 5 anos que não estão na pré-escola (IBGE/2010), nos 18 milhões de pessoas que não concluíram os nove anos do ensino fundamental (PNAD, 2015), nos 1.725.232 jovens de 15 a 17 anos fora da escola (IBGE/2010), na privatização desenfreada do ensino superior, que, segundo dados do INEP 2013, concentra 75% das vagas no setor privado.
O histórico problema da saúde e da educação não será solucionado sem a superação dos limites impostos ao gasto social. Resistir às pressões da política macroeconômica, excessivamente contrária ao crescimento e ao desenvolvimento social, exige investimentos públicos, sem os quais, não enfrentaremos as causas estruturais.
Exigimos que a Petrobras seja a operadora única do pré-sal e tenha a participação mínima de 30% nos campos licitados, como garante o regime de partilha – Lei nº 12.351/2010. Contamos com o voto de todos(as) os(as) deputados(as) federais.
São Paulo, 29 de fevereiro de 2016.
Subscrevem as seguintes entidades:
– Instituto Paulo Freire (IPF)
– Campanha Nacional pelo Direito à Educação
– Movimento Interforuns de Educação Infantil do Brasil (MIEIB)
– Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDECA Ceará)
– Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE)
– Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
– Fórum Permanente de Educação Infantil do ES
– Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola (CRECE)
– Centro de Educação Paulo Freire de Ceilândia (CEPAFRE)
– Fórum de Educação Infantil do Distrito Federal
– Instituto de Estudos Sociais Econômicos (INESC)
– Rede Latinoamericana de Estudos sobre Trabalho Docente (Rede ESTRADO)
– Comitê Estadual de Educação Quilombola (ES)
– Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (FINEDUCA)
– União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME)
– Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED)
– Centro de Direitos Humanos e de Defesa da Criança, Adolescente e Juventude Paulo Freire (CEDHECA Paulo Freire)
– Centro de Estudos Educação e Sociedade (CEDES)
– Fórum de Diretores/as das Faculdades e Centros de Educação das Universidades Públicas (FORUMDIR)
– Associação de Pais de Alunos de ES
– Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – ES
– ActionAid Brasil
– Rede MOVA-Brasil
– Fórum Estadual de Educação do Maranhão
– União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME)
– Ação Educativa
– Rede de Educação Cidadã – MG
– Centro de Estudo, Pesquisa, Intervenção Ribeirão das Neves
– Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher – Ribeirão das Neves
– Rede “Nós Amamos Neves”
– Grupo de Mulheres “Construindo Diálogos”
– Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres – Ribeirão das Neves
– Associação Comunitária do bairro Porto Seguro de Ribeirão das Neves
– Grupo “Irmandade Irmãs Ursulina”
– Comissão Pastoral da Terra de MG (CPT)
– Centro Paranaense da Cidadania (CEPAC)
– Instituto Brasileiro da Diversidade Sexual (IBDSEX)
– Grupo Dignidade E espaço da Diversidade (LGBT)
– Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT)
– Fórum Permanente de Enfrentamento ao Racismo MG
– Coletivo Bloco das Pretas MG
– Núcleo de Estudos Negros de Santa Catarina (NEN)
– Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor (MOPOCEM)
– Sindicato dos Advogados de Minas Gerais
– Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação de Jovens e Adultos da UFMG
– Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA)
– Instituto Pauline Reichstul
– Conselho Municipal do Idoso de Roraima
– Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
– Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
– Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)
– Brigadas Populares
– Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação de Jovens e Adultos (NEJA/UFMG)
– Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UFOP)
– Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/Viçosa)
– Conselho Municipal do Idoso de Boa Vista – Roraima
– Fórum de Educação Infantil do Distrito Federal
– Fóruns de Educação de Jovens e Adultos do Brasil
– Fórum Estadual de Educação de Minas Gerais
– Movimento de Luta Por Moradia nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB)
– Grupo Aroeira MG
– Coletivo Nossos Quintais
– Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos
– Centro de Direitos Humanos de Sapopemba
– Centro de Defesa de Direitos Humanos Marçal Tupã-y (CDDH)
– UNEafro Brasil
– Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH/SC)
– Fórum Distrital de Educação – DF
– Central de Movimentos Populares (CMP)
– Pantákulo – Assessoria, Consultoria e Projetos
– Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
– Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CGTB)
– Confederação das Mulheres do Brasil (CGTB)
– Juventude Pátria Livre (JPL)
– União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas (UGES)
– União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES/SP)
– União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Porto Alegre (UMESPA)
– União Estudantil Fortaleza (UNEFORT)
– Federação dos Estudantes de Campos (FEC)
– Escola de Gente
– ECOS – Comunicação em Sexualidade
– Auçuba – Comunicação e Educação
– Sindicato dos Profissionais da Educação de Roraima (SINTER)
– Instituto de Filosofia da Libertação (IFIL)
– Geledés Instituto da Mulher Negra
Notícia colhida no sítio http://www.fup.org.br/ultimas-noticias/item/18990-movimentos-sociais-lancam-manifesto-contra-mudancas-nas-regras-do-pre-sal
