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Demissões em terceirizadas causam deficiência em serviços bancários; trabalhadores deveriam ser contratados como bancários para os serviços

São Paulo – Os trabalhadores da empresa Fidelity, a maior prestadora de serviços para bancos do país, estão sendo alvo de constantes demissões nas últimas semanas. Além das dificuldades que isso acarreta para eles, há ainda uma série de conseqüências também para os clientes das instituições que dependem desta terceirizada.

Entre os principais serviços prestados pelos empregados da Fidelity estão alguns de cunho essencial, como processamento de envelopes dos caixas eletrônicos, compensação e cobrança. Com as demissões, a sobrecarga de trabalho para os que ficaram está causando uma queda na qualidade dos serviços.

“Defendemos que estas pessoas deveriam ser contratadas como bancárias para terem boas condições de trabalho e, conseqüentemente, aumentarem a qualidade do serviço para o cliente, que paga caro por ele”, diz Ana Tércia, diretora do Sindicato. “Os bancos precisam aplicar na prática a responsabilidade social que tanto apregoam em suas campanhas de marketing.”

Um dos problemas causados pela falta de trabalhadores na Fidelity são as constantes perdas de arquivo. Isso significa, por exemplo, que a remessa de entrada de dados não é feita no horário previsto, atrasando todo o fechamento contábil do banco. Na prática, para o cliente, isso significa que ele não terá a sua operação bancária – como depósito e pagamentos de contas – concluída no devido tempo.

Outra dificuldade gerada pela sobrecarga é a demora na verificação de erros de pesquisa. O tempo de resposta para qualquer ocorrência deve ser de até 48h, mas, atualmente, está acima das 90h e nem toda a demanda é atendida.

“O pior é que fica ainda um jogo de empurra. O banco diz que a culpa é da Fidelity, que, por sua vez, culpa o banco. Enquanto isso, o trabalhador segue desempregado e o cliente, com um serviço de péssima qualidade”, completa Ana Tércia.

André Rossi – 20/08/2007.
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Sindicato na luta pelo combate a fraudes causadas nos processos de terceirização

Entre tomadoras e prestadoras de serviço, trabalhador é o prejudicado

São Paulo – Terceirizações ilegais no setor bancário prejudicam os diretos dos trabalhadores e a falta de leis sobre o assunto gera a precarização das relações de trabalho. O Sindicato, assim como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), defende alguns princípios, como a proibição de terceirização em atividade fim, ou seja, a atividade específica do setor.

Um estudo do economista Marcio Pochmann (UNICAMP) analisa o crescimento do número de trabalhadores terceirizados no Brasil e como isso tem recolocado a distribuição dos sindicalizados nos diversos setores da economia. No período de 1995 a 2005 observou-se o crescimento nas taxas de sindicalização, localizadas principalmente nas ocupações terceirizadas.

O trabalhador terceirizado, na maior parte das vezes, é submetido a trabalhos que a empresa mais estruturada não está disposta a realizar. “Quando a empresa repassa o trabalho para uma terceirizada, ela não assume o compromisso com as condições de trabalho e os direitos básicos conquistados no Brasil”, diz Ana Tércia Sanches, diretora do Sindicato.

Regulamentação – O projeto de lei que visa combater as fraudes derivadas da terceirização, formulado pelo Grupo de Trabalho de Terceirização da CUT, tramita no Congresso desde o dia 12 de julho, quando foi entregue para o deputado federal Vicentinho (PT/SP).

O projeto defende ainda a garantia de informações e o acompanhamento de qualquer processo de terceirização em uma empresa, que devem ser analisados pelos sindicatos. Os direitos, salários e benefícios devem ser os mesmos dos trabalhadores primários, de onde a atividade é originada. E a responsabilidade tem que ser solidária entre a tomadora e a prestadora de serviços, e não só da subsidiária, como é hoje.

Gisele Coutinho – 10/08/2007.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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