Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse, hoje (12), que o grande desafio da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) é encontrar um modelo que combine desenvolvimento sustentável, crescimento econômico e inclusão social. A Rio+20 começa amanhã (13), no Rio de Janeiro, e vai até o dia 22, com a participação de delegações de governos de diversos países e de órgãos diversos da sociedades civil.
“É possível ter um um país que se desenvolva economicamente, que cresça e inclua sua população, que seja um desenvolvimento do ponto de vista social, com justiça, e que, ao mesmo tempo, respeite o meio ambiente. É esse o grande desafio dessa conferência Rio+20”, disse a presidenta, ao discursar em Belo Horizonte, durante cerimônia de reformulação e modernização do anel rodoviário da cidade.
Segundo Dilma, a discussão sobre o desenvolvimento sustentável está na “ordem do dia”, embora muitos apostem que a crise econômica internacional poderá tirar a atenção das questões suscitadas por tal modelo de desenvolvimento. Amanhã (13), a presidenta estará no Rio de Janeiro para a abertura do Pavilhão Brasil na Rio+20.
Acompanhada por ministros, Dilma participou hoje da cerimônia de assinatura do termo de compromisso para elaboração do projeto executivo das obras de reformulação e modernização do anel rodoviário da capital mineira.
Edição: Nádia Franco
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Dilma abre na Rio+20 Pavilhão do Brasil com projetos e ações que promovem o desenvolvimento sustentável
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A presidenta Dilma Rousseff vai abrir amanhã (13) o Pavilhão do Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Será a primeira participação de Dilma na conferência, evento que vai até o dia 22 e deve reunir representantes de mais de 190 países no Rio de Janeiro.
A abertura do Pavilhão do Brasil está marcada para as 11h no Parque dos Atletas, em frente ao Riocentro, principal sede das atividades do megaevento ambiental. Depois, Dilma só deve voltar à conferência no dia 20, quando começa a etapa decisiva da reunião, com a chegada de chefes de Estado, que negociarão um documento com resultados finais.
Hoje (12), durante discurso em Belo Horizonte, Dilma disse que o grande desafio da Rio+20 é encontrar um modelo que combine desenvolvimento sustentável, crescimento econômico e inclusão social. “É possível ter um um país que se desenvolva economicamente, que cresça e inclua sua população, que seja um desenvolvimento do ponto de vista social, com justiça, e que, ao mesmo tempo, respeite o meio ambiente. É esse o grande desafio dessa conferência Rio+20”.
No Pavilhão do Brasil, o governo deve apresentar inciativas e projetos do Executivo para promoção do desenvolvimento sustentável.
Edição: Lana Cristina
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Articulador indígena critica local onde as comitivas de índios vão ficar para Rio+20
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O local escolhido para receber as delegações indígenas que vão participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, foi criticado por Marcos Terena, articulador indígena no evento.
Segundo ele, a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, onde está instalada a Aldeia Kari-oca, é insalubre e coloca em risco a saúde dos índios. “A gente não vai se responsabilizar por isso. Eles não são como eu que moro em Brasília e tenho outro tipo de resistência. Virão velhos, mulheres e crianças” participar da Rio+20, alertou.
Terena disse que um terreno próximo à colônia, também em Jacarepaguá, seria ideal para se construir o alojamento. De acordo com o líder indígena, o lugar abrigou os índios durante a Rio92.
Edição: Aécio Amado
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Na Cúpula dos Povos, sociedade civil discute futuro do planeta
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Uma nova forma de viver no planeta será o foco das discussões de representantes da sociedade civil, de organizações e movimentos sociais durante a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, de 15 a 23 de junho. Os debates, no Aterro do Flamengo, ocorrerão paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
Em 20 de junho será comemorado o Dia da Mobilização Internacional e estão programadas várias manifestações. A principal ocorrerá no Rio, mas há também protestos organizados em outras cidades. Na capital fluminense, a concentração será no centro da cidade.
No entanto, vários temas serão debatidos nas plenárias durante a Cúpula dos Povos, como os direitos por justiça social e ambiental, a defesa dos bens comuns contra a mercantilização da natureza, a soberania alimentar e a energia, as indústrias extrativas, outra economia e novos paradigmas para a sociedade.
Na Assembleia dos Povos, quando será definido o documento final da cúpula, os eixos são as causas estruturais da crise econômica internacional e as falsas soluções, soluções e novos paradigmas dos povos e a agenda de lutas e campanha. Ao longo dos oito dias de discussões na cúpula, haverá ainda uma série de eventos culturais.
Edição: Graça Adjuto
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Humanidade 2012, evento paralelo à Rio+20, quer recolocar o homem no centro das preocupações do desenvolvimento
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Quase 200 pessoas, entre empresários, autoridades, ambientalistas, parlamentares acionaram ao mesmo tempo um botão vermelho, no espaço denominado Catedral, montado no Forte de Copacabana, na capital fluminense, para colocar no prumo um pêndulo com o objetivo de criar, pela primeira vez, uma ideia conjunta de humanidade.
A solenidade abriu oficialmente hoje (11) o evento Humanidade 2012, que ocorrerá em paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa na próxima quarta-feira (13). O evento teve a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, representando a presidenta Dilma Rousseff.
Com o Humanidade 2012, segundo Temer, o que se pretende é recolocar o homem no centro do universo. Para isso, sublinhou a necessidade de que sejam feitas ações em conjunto, como a que abriu o evento oficialmente esta noite, “reunindo todas as nacionalidades, tendências, concepções filosóficas, políticas, religiosas em um único centro”.
O vice-presidente ressaltou que isso ocorre na Rio+20, onde há uma preocupação em dar ao homem o melhor das condições materiais, ou seja, o desenvolvimento. Temer deixou claro, entretanto, que essa preocupação se refere à preservação do homem para o futuro, e isso pressupõe a manutenção do meio ambiente. “É preciso preservar o meio ambiente. Mais uma vez, o homem está no centro dessas preocupações”, disse.
Para o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, o Humanidade 2012 visa a conciliar, por meio de exposições, debates, oficinas e seminários, o desenvolvimento e a preservação, o crescimento econômico e a natureza, a intervenção do homem e o respeito ao meio ambiente.
Segundo Gouvêa Vieira, nos próximos 12 dias, o Humanidade 2012 estará aberto ao público, que vai “vivenciar a sustentabilidade”, em um espaço democrático e plural. Ele destacou que a indústria brasileira está fazendo a sua parte no que tange, por exemplo, à redução das emissões de gases poluentes e ao reaproveitamento da água, bem como ao uso e à eficiência dos recursos naturais. Para Gouvêa, o sonho de todos os brasileiros é que a sustentabilidade possa ser, em breve tempo, a base das políticas públicas.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaff, por sua vez, disse que o Brasil tem muitos exemplos para dar em termos de desenvolvimento sustentável, durante a Rio+20. Um deles é a predominância da energia hidrelétrica na matriz energética nacional, que emite “100 vezes menos do que o gás, do que o carvão. Enquanto na matriz energética no mundo 17%, em média, são hidrelétricas, no Brasil, são 84%. Então, nós temos exemplo para dar na geração de energia”.
O empresário lembrou que além de respeito ao meio ambiente, a sustentabilidade significa o equilíbrio entre a economia e a área social. “Crescimento sustentável é o respeito ao meio ambiente, mas também a busca do equilíbrio com desenvolvimento econômico e social, dando oportunidade às pessoas”. Tudo isso, disse, vai ser falado no espaço Humanidade 2012, ressaltou o presidente da Fiesp.
Durante a solenidade, foi prestado um tributo ao ex-ministro de Minas e Energia, Eliezer Batista, considerado um dos precursores em relação à preocupação com o meio ambiente. Batista foi um dos responsáveis pela criação da lei de incentivo fiscal ao plantio e reflorestamento no país e presidiu a mineradora Vale, antes da privatização, quando a empresa era denominada Companhia Vale do Rio Doce.
Edição: Aécio Amado
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