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Desafios para a Mulher brasileira em 2010

A história da mulher no Brasil acompanhou ao longo dos tempos a situação da mulher em outras partes do mundo que, durante séculos, foi caracterizada por um sentimento muito forte de inferiorizarão por conta de uma sociedade de denominação masculina.

Por meio de inúmeras lutas que marcaram sobretudo o século XX, a mulher conquistou lentamente, mas decididamente, inúmeros direitos que lhe deram não apenas a necessária igualdade em relação ao homem no que tange à cidadania, mas principalmente, direitos específicos que lhe cabem por sua condição, como o direito político.

Precisamos às vezes nos debruçar na história para podemos avaliar o quanto caminhamos. Para ser ter uma idéia, nossa emancipação política, o direito a participar das eleições como eleitoras e como candidatas tem somente 68 anos. Não podemos esquecer que o direito ao voto no Brasil foi conquistado em 1932, e foi nas as eleições de 1933, que a doutora Carlota Pereira de Queirós foi eleita, tornando-se a primeira mulher deputada federal brasileira.

Não foi a passos largos que galgamos nosso espaço político. Foram inúmeras tentativas e muita luta. Foram décadas, até que em 1979, Euníce Michiles tornou-se a primeira senadora do Brasil. Nossa primeira mulher ministra, em 24 de agosto de 1982 e 15 de março de 1985, foi Esther de Figueiredo Ferraz, ocupando a pasta da Educação e Cultura.

De lá para cá, após muitas batalhas muitas reivindicações nos mais diversos setores: creches públicas e de qualidade; igualdade salarial entre homens e mulheres; acesso das trabalhadoras rurais à terra, crédito e políticas públicas universais; legalização do aborto; maior participação da mulher na política; fim da violência contra as mulheres, ainda lutamos arduamente para que as mulheres possam disputar seu espaço político nas três esferas : municipal, estadual e federal.

Apesar das conquistas terem se multiplicado nos últimos anos, ainda estamos aquém de nosso potencial de fazer política e contribuir efetivamente para o crescimento e desenvolvimento da sociedade brasileira.

Em 2010 mais um grande desafio: teremos a grande oportunidade de eleger mais deputadas federais, estaduais, senadoras e governadoras em nossos estados e para governar o Brasil, uma mulher.

Por Celia Regina Costa, secretária da Mulher da CNTSS/CUT.

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Um 8 de Março para entrar na História

Este é um 8 de Março para entrar na História. Afinal, nunca reunimos tantas e tamanhas condições políticas, econômicas e ideológicas para enfrentar – e derrotar – a chaga da discriminação e do preconceito ainda existentes contra a mulher.

O simples fato dos setores populares terem uma candidata como Dilma Rousseff à Presidência da República é prova de que o país está evoluindo rápida e positivamente no reconhecimento da capacidade desta parcela majoritária da sociedade, que durante longo tempo foi colocada de lado por sucessivos governos.

Somos 51% da população brasileira. Somos avós, mães, filhas, companheiras e não podemos continuar sendo tratadas como minoria pelos setores reacionários, como seres inferiores, ou mero estereótipo de beleza com funcionalidade para campanhas publicitárias. Somos, acima de tudo, parceiras, braço amigo, ventre que gera vida e esperança, futuro, perspectivas…

Por isso, particularmente às sindicalistas, cabe a importante responsabilidade de manter no alto a bandeira da luta pela igualdade de direitos, pelas cotas raciais, pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Cabe a responsabilidade da condução da luta por políticas públicas, que se concretizam com campanhas vitoriosas como a da licença-maternidade de seis meses e o início dos debates sobre a importância da participação masculina no cuidado com os filhos e o ambiente familiar, no compartilhamento de tarefas, sejam elas domésticas ou no cuidado com os filhos. Cabe a responsabilidade de lutar por creche, por salário igual para trabalho igual, por ambientes sadios, livres do assédio moral e sexual.

Naturalmente, há ainda um longo caminho para construirmos uma sociedade efetivamente justa, livre dos anti-valores impostos pela desigualdade. Esta estrada será pavimentada com a ampliação das conquistas femininas a partir da participação consciente e ativa das mulheres nas entidades sociais, nos sindicatos, partidos, associações de bairro e em todos os espaços democráticos.

O que importa é abrir e ampliar os caminhos, para o bem e a felicidade de todos!

Por Cida Trajano, que é presidenta da CNTV (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Vestuário).

ARTIGOS COLHIDOS NO SÍTIO www.cut.org.br.

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Isonomia salarial é prioridade da CUT na comemoração dos 100 anos do Dia Internacional da Mulher

No Brasil, categoria bancária foi a primeira a conquistar a igualdade de oportunidades em Convenção Coletiva de Trabalho de caráter nacional

Por todo este mês de março, em comemoração aos 100 anos do Dia Internacional da Mulher, completados em 8 de março de 2010, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizará diversas atividades. A abertura solene do calendário de atos no mês da mulher aconteceu em 1º de março, em São Paulo, com o lançamento do curso de Promotoras Legais Populares, cuja finalidade é capacitar trabalhadoras e sindicalistas de diferentes categorias a atuar na defesa de seus direitos e cidadania, propondo e fiscalizando políticas públicas. Até o dia 8 de março, por exemplo, estão programados atos no Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraíba, Roraima, Rio de Janeiro e São Paulo.

O foco dessas atividades é a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, com ênfase na questão salarial. Isto porque, segundo a CUT, mesmo com avanços nos últimos anos, como a ampliação da licença-maternidade para seis meses e o combate à violência doméstica por meio da criação da lei Maria da Penha, a discrepância salarial ainda é gritante.

A CUT defende que a Convenção 100 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), já ratificada pelo Brasil e que trata da remuneração igual para trabalho de igual valor, precisa ser colocada em prática no país. Para isso, a entidade já iniciou um estudo nacional sobre as disparidades salariais entre os gêneros e, até o fim de 2010, apresentará o resultado dessa pesquisa, com uma proposta de lei própria para o Brasil.

No Brasil, a categoria bancária foi a primeira a conquistar a igualdade de oportunidades em Convenção Coletiva de Trabalho de caráter nacional. Na publicação de um jornal especial para o Dia Internacional da Mulher, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) lembra outra conquista das bancárias no que se refere às questões de gênero: a ampliação da licença-maternidade de 180 dias. Persistem ainda, não só para as bancárias, mas para trabalhadoras de outras categorias, os desafios de acabar com todos os tipos de preconceito e discriminação no trabalho, na família e na vida.

Esse espírito de luta está presente nas atividades programadas pela CUT para marcar o Dia Internacional da Mulher. Tanto que, além de defender a equidade salarial nas comemorações dos 100 anos do dia 8 de março, a CUT promoverá ainda a terceira edição da Marcha Mundial de Mulheres, que ocorrerá em todos os continentes entre os dias 8 e 18 de março. O tema, dessa vez, é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”. A versão 2010 da Marcha Mundial de Mulheres reivindicará bens comuns e serviços públicos, paz e desmilitarização, autonomia econômica e fim da violência contra as mulheres.

Histórico

A origem do 8 de março como Dia Internacional da Mulher remonta à Conferência Internacional das Mulheres Socialistas realizada em 1910, em Copenhague, na Dinamarca. Portanto, no dia 8 de março de 2010 o mundo celebrará os 100 do Dia Internacional da Mulher. A partir de então, as comemorações ganharam projeção mundial, sendo que em 1914 a data em homenagem às mulheres foi comemorada pela primeira vez em 8 de março. No entanto, o Dia Internacional da Mulher foi oficializado apenas em 1922, como parte de um processo para simbolizar a luta das mulheres por transformações no trabalho e na sociedade.

A chegada das mulheres ao movimento sindical se deu em 1920, mas só em 1932 elas conquistaram o direito de voto. A ascensão das mulheres para cargos eletivos começou a ser verificada na segunda metade do século 20. Hoje, entre recuos e avanços, o dia 8 de março é uma data de protesto e afirmação das mulheres por igualdade, autonomia e liberdade.

Seja como for, o certo é que o movimento que marcou a história do século 20, tendo as mulheres do Brasil e do mundo como protagonistas, revira um passado de silêncios e acorda para novos desafios neste Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado na próxima segunda-feira, dia 8 de março. O discurso da diferença entre os sexos não explica tudo e tampouco é produtivo alijar os homens da construção de uma sociedade mais justa. Cabe, sim, às mulheres tomarem sua história nas mãos, da mesma maneira que tomam seu destino nas mãos, de modo a reafirmar gestos e cenários do cotidiano.

Um dos desafios para o novo feminismo é mudar práticas e costumes cotidianos, buscando construir um mundo em que a casa, conforme defende o filósofo francês Charles Fourier (socialista utópico do século 19), seja o verdadeiro lugar do poder. Outro obstáculo a ser combatido é a disparidade e a violência contidas na vida doméstica, no mercado de trabalho e no espaço da política. Mas, mirando-se no que já foi conquistado ao longo dos anos e nas lutas para avançar ainda mais, as mulheres estão em movimento para mudar o mundo.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fenae.org.br.

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