Mais uma agência do Bradesco sem porta de segurança é assaltada
Trabalhadores foram dispensados e um psicólogo esteve no local
São Paulo – Parece notícia repetida, mas, infelizmente, não é. Na tarde desta sexta-feira, dia 30, mais uma agência do Bradesco sem porta de segurança foi assaltada na cidade, desta vez na Praça da Liberdade, centro de São Paulo. Houve tumulto, correria, tiroteio e pessoas feridas.
Logo após o crime, representantes do Sindicato, depois de muita insistência, fecharam a agência e exigiram a dispensa dos trabalhadores do expediente do dia, sendo prontamente atendidos. Um psicólogo foi mandado também para o local a fim de atender os bancários.
A agência, outra do Bradesco que não tem porta de segurança, foi assaltada na hora do almoço. Este é o segundo roubo que uma agência do Bradesco sofre em apenas uma semana. Na sexta passada, foi a vez da Libero Badaró, que também não tem porta de segurança e já havia sido alvo de quadrilhas no final de agosto.
Tumulto – O assalto causou tensão também nos usuários do metrô. Depois de levarem dinheiro e as armas dos vigilantes, os bandidos tentaram fugir pela estação Liberdade. Houve perseguição e três pessoas foram baleadas, de acordo com o Metrô.
O assaltante Douglas Villas Boas, 37 anos, que já tem passagem pela polícia foi baleado na mão e preso entre as estações Sé e Parque Dom Pedro. Um outro suspeito também foi baleado, mas fugiu.
Dois passageiros do metrô foram as outras vítimas. Eles foram encaminhados para Pronto Socorro Municipal Vergueiro e correm riscos de morte, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.
A agência tem circuito interno de TV. A polícia já requisitou a fita para identificar os outros assaltantes.
Por Carlos Fernades – 30/11/2007.
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Ausência de porta de segurança preocupa também clientes
Agência do Bradesco na Líbero Badaró foi alvo de dois assaltos em três meses
São Paulo – Segundo as estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública, até setembro, 219 assaltos a banco foram registrados em São Paulo. De acordo com um levantamento feito pelo Sindicato dos Bancários, desde abril foram dez roubos somente em agências do Bradesco.
O último foi na quinta-feira passada, 22 de novembro, na agência Líbero Badaró, centro da cidade. Foi o segundo assalto no mesmo local em três meses. A reportagem da Folha Bancária foi até a agência para saber como a população se sente tendo que utilizar os serviços bancários num local tão exposto a riscos de assaltos. A agência não possui porta de segurança e, de acordo com um bancário, o Bradesco irá instalar a porta até o dia 30 de dezembro. Até lá, resta apenas contar com a sorte.
O comerciante Eric Soares trabalha em frente à agência e quando abordado pela reportagem ele mesmo pergunta: “Você sabe que esta agência foi assaltada na semana passada?”. Eric diz temer novos assaltos e reclama que além do banco não instalar a porta de segurança o auto-atendimento não possui câmeras de segurança. Um funcionário da agência confirma: “As câmeras estão do lado de fora da agência e dentro também, mas no auto-atendimento não”.
A aposentada Eunice Maria Francisco também reclama: “Fico com medo de assaltos em banco e nem tinha percebido que aqui não tem porta de segurança, agora fiquei com mais medo ainda”. A agência da Rua São Bento também é desprovida da porta. “Me sentiria mais segura se tivesse uma porta de segurança aqui, acho que dificultaria a entrada de ladrões”, diz a auxiliar de escritório Carolina Costa, olhando para os lados surpresa pela ausência da porta.
Muitos clientes se sentem incomodados quando são barrados na entrada, mas admitem a necessidade do equipamento: “Por um lado perco meu tempo abrindo bolsa, o celular trava a porta, a chave também, até muleta já vi travando portas. Mas tem que ter porta de segurança sim, onde vão colocar os detectores de metal?”, diz a ascensorista Maria Soares de Oliveira, que trabalha no centro e freqüenta sempre a agência.
Rotina – “No primeiro assalto (em 29 de agosto) eu estava presente. Desta vez eu estava nos fundos da agência mas ouvi a gritaria”, diz um funcionário da agência. “Assalto virou rotina na vida do bancário. Além da porta de segurança precisamos de policiamento nesta rua”, reclama o bancário, que alega que na agência da Rua 25 de Março os assaltos não são comuns devido ao policiamento da Guarda Metropolitana e da Polícia Militar.
Por Gisele Coutinho – 29/11/2007.
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