Rio de Janeiro – A taxa de desemprego de janeiro, que ficou em 8%, foi a segunda menor desde março de 2002, início da série histórica Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado só foi superado pela taxa de dezembro do ano passado (7,4%).
“Em termos proporcionais foi o melhor resultado, já que dezembro tradicionalmente emprega mais pessoas por conta da mão-de-obra temporária de final de ano”, explicou a gerente da pesquisa, Cimar Azeredo.
Segundo o IBGE, um dos setores mais importantes para o emprego em janeiro foi o de serviços prestados às empresas, que cresceu 3,3 pontos percentuais e correspondeu a cerca de 15% da população ocupada no mês.
“Esse setor inclui principalmente empresas terceirizadas, com empregos como os de motorista, secretária, segurança e faxineiro. Isso fez com que o emprego que surgiu fosse basicamente o de carteira assinada”, explicou Cimar Azeredo.
Em janeiro de 2007, os empregados com carteira assinada no setor privado correspondiam a 41,7% da população ocupada, percentual que subiu para 43,8% em janeiro deste ano.
O rendimento médio real dos trabalhadores, descontando a inflação, foi de R$ 1.172,50 em janeiro. O valor não sofreu alteração na comparação mensal, mas cresceu 3,4% em relação à janeiro de 2007. Já o rendimento médio real domiciliar per capita ficou em R$ 743,76, apresentando uma redução de 0,5% no mês e aumento de 3,5% no ano.
Por Aline Beckstein – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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Em janeiro, desocupação foi de 8,0%
Taxa de desocupação cresceu em relação à de dezembro (7,4%) e ficou menor que a de janeiro de 2007(9,3%). A população ocupada (21,3 milhões) não teve alteração estatisticamente significativa em relação a dezembro de 2007 (reduziu-se 0,6%) e subiu 3,6% em relação a janeiro do ano passado. Desde dezembro, a população desocupada (1,842 milhão) cresceu 7,5% e, pela primeira vez em um mês de janeiro, ficou abaixo de 2 milhões. Em relação a janeiro do ano passado houve queda de 12,1%. O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.172,50), não se alterou na comparação mensal, mas cresceu (3,4%) em relação a janeiro de 2007. O rendimento médio real domiciliar per capita (R$ 743,76) reduziu-se em 0,5% no mês e subiu 3,5% no ano. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 25 bilhões) reduziu-se em 0,9% no mês e teve alta de 5,7% no ano.
DESOCUPAÇÃO
Em janeiro de 2008 a taxa de desocupação foi estimada em 8,0% para o agregado das seis regiões abrangidas pela Pesquisa Mensal de Emprego, cresceu 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e caiu 1,3 ponto percentual em relação a janeiro de 2007.
Regionalmente, na comparação mensal, houve altas nas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte 1,2 ponto percentual e Porto Alegre 0,9 ponto percentual. Em relação a janeiro de 2007, a queda ocorreu nas Regiões Metropolitanas de Recife 1,5 p.p., Salvador 2,2 p.p., Belo Horizonte 1,7 p.p., São Paulo 1,5 p.p. e Porto Alegre 1,9 p.p..
Em relação a dezembro, o contingente de desocupados (1,842 milhão) cresceu 7,5% no total das seis Regiões Metropolitanas pesquisadas. Em relação a janeiro de 2007, houve queda de 12,1%.
No âmbito regional, em relação a dezembro último, houve altas nas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte (20,1%) e Porto Alegre (16,6%). Na comparação anual, houve quedas em Recife (13,6%), Salvador (15,4%), Belo Horizonte (18,0%), São Paulo (12,8%) e Porto Alegre (20,4%).
Entre os desocupados, de acordo com o sexo, 57,7% eram mulheres. Em relação à faixa etária: 8,5% tinham até 17 anos, 37,3% tinham de 18 a 24 anos, 47,9% de 25 a 49 anos e 6,3%, 50 anos ou mais.
Dentre os desocupados, 21,5% estavam em busca do primeiro trabalho e 25,1% eram os principais responsáveis na família. Com relação ao tempo de procura: 26,4% estavam em busca de trabalho por um período não superior a 30 dias; 43,9%, por um período de 31 dias a 6 meses; 7,8%, por um período de 7 a 11 meses; e 21,9%, por um período de pelo menos 1 ano.
Em janeiro de 2006, 48,5%, dos desocupados tinham pelo menos o ensino médio concluído; em janeiro de 2007, eram 51,4% e, na última pesquisa, 53,9%.
PESSOAS OCUPADAS (PO)
O número de pessoas ocupadas (21,3 milhões) em janeiro de 2008, no total das seis Regiões Metropolitanas, não mostrou variação significativa na comparação com o mês anterior (reduziu-se em 120 mil pessoas, ou 0,6%) . Em relação a janeiro de 2007 a ocupação cresceu 3,6%, ou mais 743 mil postos de trabalho.
Regionalmente, em relação a dezembro de 2007, nenhuma região metropolitana assinalou movimentação significativa nesse contingente. No ano, houve altas em Salvador (3,2%), Belo Horizonte (4,6%), Rio de Janeiro (1,9%), São Paulo (4,2%) e Porto Alegre (6,8%).
Os homens representavam, em janeiro de 2008, 55,6% da população ocupada, enquanto as mulheres, 44,4%. A população de 25 a 49 anos representava 63,9% do total de ocupados. O percentual de pessoas ocupadas em janeiro de 2008 com 11 anos ou mais de estudo era de 55,5%.
Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, 50,7% da população ocupada cumpria, em janeiro de 2008, uma jornada de trabalho de 40 a 44 horas semanais e cerca de 32,0% acima de 45 horas semanais. Em média, segundo os dados da pesquisa, 68,5% dos trabalhadores nas seis regiões pesquisadas tinham aquele trabalho há pelo menos 2 anos; 11,4% há entre 1 ano a menos de 2 anos; 18,5% há entre um mês e um ano e apenas 1,6% estavam naquele trabalho há menos de 1 mês.
RENDIMENTO MÉDIO REAL (1)
O rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores no conjunto das seis RMs (R$ 1.172,50) manteve-se estável em relação a dezembro e cresceu 3,4% em relação a janeiro de 2007.
No enfoque regional, em relação ao mês anterior, houve recuperação no rendimento em São Paulo (0,7%) e Porto Alegre (0,4%), e quedas em Recife (0,4%), Salvador (1,2%), Belo Horizonte e Rio de Janeiro, ambas (0,8%). Na comparação anual, houve altas em Recife (1,9%), Salvador (4,5%), Rio de Janeiro (2,3%), São Paulo (4,6%) e Porto Alegre (6,2%), e queda em Belo Horizonte (-1,8%).
RENDIMENTO MÉDIO REAL DOMICILIAR PER CAPITA
Em janeiro de 2008, para o agregado das seis Regiões, o rendimento médio real domiciliar per capita
(R$ 743,76) caiu 0,5% em comparação ao mês anterior e cresceu 3,5% em relação a janeiro de 2007.
No enfoque regional, em relação a dezembro, foi observado acréscimo apenas em Porto Alegre (1,1%), quedas em Recife (2,4%), Belo Horizonte (0,6%) Rio de Janeiro (0,5%), e estabilidade em Salvador e São Paulo. Na comparação com janeiro de 2007, houve altas em Salvador (6,5%), Belo Horizonte (4,4%), Rio de Janeiro (3,1%), São Paulo (5,5%) e Porto Alegre (10,9%). Recife apresentou queda (3,6%).
MASSA DE RENDIMENTO REAL EFETIVO DA POPULAÇÃO OCUPADA (2)
A Massa de Rendimento Real Efetivo da População Ocupada foi estimada em R$ 31,5 bilhões, com base na Pesquisa Mensal de Emprego de janeiro de 2008 (mês de referência dezembro de 2007), para o total das seis Regiões Metropolitanas. Houve alta em relação a novembro anterior (17,8%) e, também, em relação a dezembro de 2006 (9,6%).
Na comparação com novembro último, houve recuperação em todas as Regiões Metropolitanas: Recife (30,8%), Salvador (27,9%), Belo Horizonte (24,5%), Rio de Janeiro (16,7%), São Paulo (15,9%) e Porto Alegre (17,2%). O mesmo ocorreu em relação a dezembro de 2006, a saber: Recife (2,4%), Salvador (23,8%), Belo Horizonte (15,5%), Rio de Janeiro (2,2%), São Paulo (12,3%) e Porto Alegre (15,9%).
POPULAÇÃO NÃO ECONOMICAMENTE ATIVA (PNEA) (3)
Em janeiro, a população inativa, não classificada pela pesquisa como ocupada nem como desocupada, foi estimada em 17,9 milhões de pessoas para o total das seis Regiões Metropolitanas investigadas. Houve estabilidade na comparação mensal e alta na comparação anual (2,2%).
Regionalmente, em relação ao mês anterior, nenhuma região metropolitana assinalou movimentação nesse contingente. Na comparação anual, as Regiões Metropolitanas de Recife (5,9%), Salvador (7,7%) e Rio de Janeiro (2,4%) registraram alteração positiva e as demais permaneceram estáveis.
Na PNEA, 63,9% eram mulheres e 36,1% eram homens, enquanto que entre os economicamente ativos, as mulheres representavam 45,5% e os homens 54,5%.
As populações com menos de 18 anos e com 50 anos ou mais de idade representavam 31,0% e 38,0%, respectivamente, da população não economicamente ativa. Entretanto, apenas 2,3% e 18,1%, respectivamente, da PEA.
Na PNEA, 13,2% gostariam de trabalhar e estavam disponíveis para assumir um trabalho se o conseguissem. Entretanto, somente 5,5% trabalharam ou procuraram trabalho no ano anterior (marginalmente ligados a PEA). Com relação à escolaridade, 76,5% não tinham o ensino médio completo.
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(1) Rendimento habitualmente recebido.
(2) Soma dos rendimentos efetivamente recebidos em todos os trabalhos no mês de referência da pesquisa (mês anterior ao que está sendo divulgado).
(3) Pessoas com 10 anos ou mais de idade que não estavam ocupadas e não procuraram por trabalho.
Comunicação Social
28 de fevereiro de 2008
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