São Paulo – As devoluções de cheques por falta de saldo na conta corrente atingiram 1,94%, em setembro. A taxa está 8,4% acima da registrada em igual período do ano passado (1,79%), mas é a menor desde outubro de 2008 , quando os bancos devolveram 2,01 cheques a cada cem emissões. Os dados são da Serasa Experian .
De acordo com o levantamento, no acumulado de janeiro a setembro sobre o mesmo período do ano passado, os cheques sem fundos aumentaram 13,8% , com 20.504.156 documentos devolvidos em um total de 924.954.604 compensações. Na comparação setembro e agosto, houve queda de 1% na inadimplência.
O gerente de Indicadores do Mercado da Serasa, Luiz Rabi, atribui a melhora nas condições de pagamento à recuperação do mercado de trabalho que vem sendo registrada nos últimos meses com a gradual recuperação da economia. Ele observou que o resultado indica que o país está voltando a mesma situação que tinha antes da deflagração da crise financeira internacional, deflagrada em setembro do ano passado.
“Ainda não voltamos integralmente ao ambiente anterior à crise, já que o risco de inadimplência está maior, mas a tendência é caminharmos para uma melhoria”.
Na lista que indica a situação por estados, no período acumulado do ano as localidades do Norte e Nordeste ocupam o topo da lista de inadimplência. O Amapá lidera as devoluções, com 9,62%, seguido pelo Maranhão (9,41%), Acre (9%), Roraima (8,66%), Sergipe ( 8,03%) e Tocantins (6,48%).
Em sentido inverso, estão os estados do Sul e Sudeste. A menor inadimplência foi constada em São Paulo (1,72%). Em seguida aparecem o Rio de Janeiro (1,79%), Santa Catarina (1,93%) , Paraná (2,02% e Minas Gerais (2,08%).
Por Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Tereza Barbosa.
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Recuperação econômica reduz emissão de cheques sem fundo
Brasília – Do total de cheques emitidos no mês de setembro 97,75% foram honrados e apenas 2,25% não tinham fundos, de acordo com pesquisa da TeleCheque, empresa especializada em análise de crédito e garantia de cheques. Setembro foi o sétimo mês seguido de aumento gradativo do percentual de cheques honrados, com evolução de 0,08% em relação a agosto e de 0,78% comparado a setembro do ano passado.
Os números foram divulgados pelo vice-presidente da empresa, José Antônio Praxedes Neto. Segundo ele, os indicadores da TeleCheque “retratam o momento de estabilidade econômica pós-crise”. Neto ressalta que os patamares de adimplência estão mais altos, inclusive, que os níveis de 2008, quando a oferta de crédito, as oportunidades de emprego e a valorização do real eram melhores.
Diante desse quadro, ele diz que o varejo nacional tem motivos para comemorar, uma vez que os brasileiros estão em ritmo de retomada definitiva das compras e da recuperação do crédito – razão pela qual os lojistas estão otimistas quanto às vendas de final de ano. “Como os consumidores estão honrando os pagamentos, o varejista fica mais confiante na hora da venda e mais seguro para apostar em promoções e parcelamentos mais arrojados”, acrescentou.
Ele acredita, inclusive, na volta do incentivo ao uso do cheque pré-datado como facilitador das vendas. De acordo com Praxedes, o cheque pré-datado é uma operação atraente porque oferece facilidades e maior flexibilidade de negociação direta entre o lojista e o consumidor, além de possibilitar que o vendedor movimente seu capital, o que não acontece com as vendas via cartão de crédito.
Os cheques foram mais honrados nas bombas de combustíveis (98,38%), saúde em geral (98,15%), supermercados (98,03%) e nas vendas de veículos (97,90%). Mais uma vez, Sergipe aparece como o estado com maior nível de adimplência de cheques (98,47%), seguido de perto por Minas Gerais (98,37%), Paraná (98,24%) e Paraíba (98,21%).
Os critérios da pesquisa levam em conta os valores em reais das transações com cheques, e não a quantidade de folhas de cheques emitidas. Metodologia que a TeleCheque considera a mais adequada à realidade e às necessidades do varejo.
Por Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.
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BC quer discutir com mercado como aumentar controle na emissão de cheques
Brasília – A diretoria do Banco Central decidiu hoje (14) abrir audiência pública para discutir controles de segurança na emissão e fornecimento de cheques. O objetivo é criar mecanismos para dificultar a clonagem, emissão fraudulenta de cheques roubados, suspensão indevida de pagamento ou o extravio de folhas de cheques.
Com esse objetivo, o BC redigiu uma minuta de resolução que trata do fornecimento de cheques a correntistas, oposição ao seu pagamento (suspensão), devolução pelo banco e cadastro nacional de ocorrências com cheques. Essa minuta estará em discussão pública juntamente com uma circular que trata dos motivos para devolução de cheques.
De acordo com o chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro, Sérgio Odilon, a proposta de regulação visa a aumentar a segurança na utilização de cheques. Ele disse que, terminado o prazo da audiência, que é de 60 dias, as sugestões serão encaminhadas para decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Na minuta em discussão popular, o BC sugere a inclusão da data de confecção do cheque e de sua validade por um ano, com possibilidade de devolução pelo banco sacado se a emissão ocorrer depois do prazo. Também sugere que, no caso de talões recebidos em domicílio, não se faça mais o desbloqueio automático pela simples emissão, devendo o correntista desbloquear as folhas antes de emitir os cheques.
Outra sugestão é exigir que os bancos instituam critérios próprios para o correto uso do cheque. Também está em análise a obrigatoriedade de abertura de boletim de ocorrência para o cancelamento de folha de cheque em branco, roubada ou extraviada.
Em outra circular, que já está em vigor, a diretoria do BC aperfeiçoa o conteúdo dos relatórios de avaliação de controles internos, elaborados por auditorias independentes. Os relatórios deverão ter informações mais detalhadas sobre as atividades da instituição quanto a atribuições e funções, gerenciamento de riscos, controles implementados, mecanismos de divulgação interna e segurança dos sistemas.
Por Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil.
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