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DIEESE analisa a conjuntura econômica para o segundo semestre

O Dieese divulgou nesta quarta-feira (19) uma análise de conjuntura econômica no segundo semestre de 2006. A nota técnica avaliou o um crescimento em torno de 4%. Entre os fatores que contribuíram para o comportamento favorável está a continuidade dos movimentos econômicos verificados desde o final do ano passado, a redução dos juros, a manutenção do patamar do câmbio e especificidades como a Copa do Mundo, eleições gerais e instabilidades que se verificam no cenário internacional.

O estudo concluiu que as negociações do segundo semestre do ano devem se dar num cenário sem significativas transformações, com indicações de uma forte presença na agenda sindical da discussão sobre os pisos (dada a elevação do mínimo) e, para as empresas exportadoras ou que competem com importações, um olhar atento no cenário externo.

Crescimento da economia

Nos primeiros meses de 2006, o PIB brasileiro cresceu 1,4% no primeiro trimestre do ano em relação aos últimos três meses de 2005, puxando principalmente pelo aquecimento do mercado interno.

As razões

O crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2006 foi impulsionado por uma particular conjunção de fatores no contexto nacional, entre os quais se destaca a continuidade da queda da taxa básica de juros (SELIC), a expansão do crédito e elevação do consumo interno, crescente capacidade de consumo das faixas de salários mais baixos da população, crescimento consistente da indústria neste inicio de ano, elevação do nível de investimento na construção civil e na indústria e ano eleitoral e copa do mundo estimulam determinados setores.

As exportações e a taxa de câmbio

Apesar de as exportações gerarem saldos positivos na Balança Comercial, a redução do preço do dólar em relação ao real, ou seja, a valorização da taxa de câmbio, estimula importação e causa impacto nas exportações.

Quadro Internacional

Para este ano, a expectativa é de crescimento da economia internacional, apesar de existirem movimentos (alta do preço do petróleo e elevação dos juros americanos) que possam abalar esse crescimento.

Considerações

O crescimento do PIB brasileiro para este ano deverá se situar em torno de 4% impulsionado pela demanda doméstica, com investimento mais vigoroso e aumento do consumo das famílias em decorrência da elevação da massa salarial. Ainda é cedo para avaliar o impacto da instabilidade internacional sobre a economia nacional, sobretudo porque não está delineado um cenário mais firme de persistência destas restrições. Mas, a significativa melhora nas contas externas,verificada nos últimos anos, ajuda muito a desanuviar o horizonte econômico.

Entretanto, esse quadro não dá suficiente confiança para delinear um cenário para além do final deste ano. Os investimentos registrados foram, aparentemente, puxados pela construção civil ou por uma avaliação em relação ao dólar, eventualmente uma antecipação de renovação de máquinas aproveitando o dólar barato. Neste sentido, tem pouca relação com a dinâmica da demanda interna que continua “patinando”, premida pelos elementos de manutenção do ajuste fiscal e do superávit primário de 4,25% do PIB, que seguem como referência para o ano que vem.

Assim, não devem ser esperados impactos significativos sobre a renda e o emprego derivados do investimento. O ritmo de crescimento do emprego formal deverá seguir as médias mensais de geração de postos de trabalho observadas em 2005. Sobre a renda, prevalecem os estímulos das políticas sociais e da elevação do mínimo que indicam uma clara recuperação do poder de compra para os trabalhadores que recebem rendimentos em torno do salário mínimo, fomentando de forma diferenciada as atividades produtivas vinculadas a esta faixa de renda.

A reposição da inflação anual acumulada para as categorias com data-base neste segundo semestre deverá se situar na faixa de 3% sinalizando que as pautas das campanhas salariais poderão ser ampliadas para a negociação de outros itens da agenda da remuneração, como por exemplo, os ganhos de produtividade, a PLR, entre outros.

Publicada em: 19/07/2006 às 13:11 Seção: Todas as Notícias. NO SÍTIO www.cut.org.br.

A ÍNTEGRA DESTA NOTA TÉCNICA PODE SER CONSULTADA NO SÍTIO www.dieese.org.br.

Por 20:03 Notícias

DIEESE analisa a conjuntura econômica para o segundo semestre

O Dieese divulgou nesta quarta-feira (19) uma análise de conjuntura econômica no segundo semestre de 2006. A nota técnica avaliou o um crescimento em torno de 4%. Entre os fatores que contribuíram para o comportamento favorável está a continuidade dos movimentos econômicos verificados desde o final do ano passado, a redução dos juros, a manutenção do patamar do câmbio e especificidades como a Copa do Mundo, eleições gerais e instabilidades que se verificam no cenário internacional.
O estudo concluiu que as negociações do segundo semestre do ano devem se dar num cenário sem significativas transformações, com indicações de uma forte presença na agenda sindical da discussão sobre os pisos (dada a elevação do mínimo) e, para as empresas exportadoras ou que competem com importações, um olhar atento no cenário externo.
Crescimento da economia
Nos primeiros meses de 2006, o PIB brasileiro cresceu 1,4% no primeiro trimestre do ano em relação aos últimos três meses de 2005, puxando principalmente pelo aquecimento do mercado interno.
As razões
O crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2006 foi impulsionado por uma particular conjunção de fatores no contexto nacional, entre os quais se destaca a continuidade da queda da taxa básica de juros (SELIC), a expansão do crédito e elevação do consumo interno, crescente capacidade de consumo das faixas de salários mais baixos da população, crescimento consistente da indústria neste inicio de ano, elevação do nível de investimento na construção civil e na indústria e ano eleitoral e copa do mundo estimulam determinados setores.
As exportações e a taxa de câmbio
Apesar de as exportações gerarem saldos positivos na Balança Comercial, a redução do preço do dólar em relação ao real, ou seja, a valorização da taxa de câmbio, estimula importação e causa impacto nas exportações.
Quadro Internacional
Para este ano, a expectativa é de crescimento da economia internacional, apesar de existirem movimentos (alta do preço do petróleo e elevação dos juros americanos) que possam abalar esse crescimento.
Considerações
O crescimento do PIB brasileiro para este ano deverá se situar em torno de 4% impulsionado pela demanda doméstica, com investimento mais vigoroso e aumento do consumo das famílias em decorrência da elevação da massa salarial. Ainda é cedo para avaliar o impacto da instabilidade internacional sobre a economia nacional, sobretudo porque não está delineado um cenário mais firme de persistência destas restrições. Mas, a significativa melhora nas contas externas,verificada nos últimos anos, ajuda muito a desanuviar o horizonte econômico.
Entretanto, esse quadro não dá suficiente confiança para delinear um cenário para além do final deste ano. Os investimentos registrados foram, aparentemente, puxados pela construção civil ou por uma avaliação em relação ao dólar, eventualmente uma antecipação de renovação de máquinas aproveitando o dólar barato. Neste sentido, tem pouca relação com a dinâmica da demanda interna que continua “patinando”, premida pelos elementos de manutenção do ajuste fiscal e do superávit primário de 4,25% do PIB, que seguem como referência para o ano que vem.
Assim, não devem ser esperados impactos significativos sobre a renda e o emprego derivados do investimento. O ritmo de crescimento do emprego formal deverá seguir as médias mensais de geração de postos de trabalho observadas em 2005. Sobre a renda, prevalecem os estímulos das políticas sociais e da elevação do mínimo que indicam uma clara recuperação do poder de compra para os trabalhadores que recebem rendimentos em torno do salário mínimo, fomentando de forma diferenciada as atividades produtivas vinculadas a esta faixa de renda.
A reposição da inflação anual acumulada para as categorias com data-base neste segundo semestre deverá se situar na faixa de 3% sinalizando que as pautas das campanhas salariais poderão ser ampliadas para a negociação de outros itens da agenda da remuneração, como por exemplo, os ganhos de produtividade, a PLR, entre outros.
Publicada em: 19/07/2006 às 13:11 Seção: Todas as Notícias. NO SÍTIO www.cut.org.br.
A ÍNTEGRA DESTA NOTA TÉCNICA PODE SER CONSULTADA NO SÍTIO www.dieese.org.br.

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