Tese, defendida na IV Marcha, gera postos de trabalho, aumento na massa salarial, na produtividade e ainda gera consumo
São Paulo – Nesta quinta-feira, brasileiros de todos os cantos do país reúnem-se em Brasília para a IV Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Um dos eixos que serão levados para a capital federal é a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários de 44 para 40 horas semanais. Dentre os benefícios do tema, estão a geração de postos de trabalho, o aumento da massa salarial e até a motivação do consumo.
Segundo estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no mês passado, seriam mais de 2,2 milhões os postos de trabalho abertos caso a jornada fosse reduzida. Se fosse acompanhada do fim das horas-extras, seriam mais 1,2 milhão. Com mais pessoas trabalhando e mais salários pagos, o consumo tende a aumentar.
Custos – O argumento de que a redução da jornada geraria muitos custos para os empregadores é discutível. Hoje, os custos da folha de pagamento para as empresas ficam em torno de 22%. A redução levaria este valor para 23,99%. “É um aumento pequeno, considerando o tamanho do benefício para o país”, diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato. “Vale dizer, ainda, que a redução da jornada aumenta a motivação do trabalhador, o que, certamente refletiria na produtividade da empresa”, completa.
Dados ainda mostram que, em 2005, o custo horário da mão-de-obra no Brasil ligados à produção manufatureira é um dos menores do mundo: US$ 4,1, contra US$ 13,6 da Coréia do Sul, US$ 17,8 da Espanha e US$ 33 da Alemanha.
Por André Rossi – 03/12/2007.
CONFIRA O ESTUDO COMPLETO EM http://www.dieese.org.br/notatecnica/notatec57JornadaTrabalho.pdf
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.