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Dilma diz que governo FHC implantou o caos no Brasil; Gleisi está perto de fazer história no Paraná

Dilma diz que governo FHC implantou o caos no Brasil

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse hoje em São Paulo que seus adversários implantaram o caos no País durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Em 2002, a aposta da oposição era de que o PT não sabia governar e levaria o país ao caos, mas caos foram eles, que se dizem grandes gestores, que deixaram o País quebrado. Caos é não permitir que o presidente Fernando Henrique Cardoso apareça no programa de TV do meu adversário”, afirmou Dilma, em referência a José Serra, candidato do PSDB.

“Eu, ao contrário, tenho orgulho de aparecer ao lado do presidente Lula e nós estamos entregando o País com 7% de crescimento ao ano, 14 milhões de novos empregos e 25 milhões de pessoas saindo da miséria”, completou Dilma. A candidata visitou hoje a Associação dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.

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Gleisi Hoffmann está perto de fazer história no Estado

Depois de dar um susto no senador Alvaro Dias (PSDB), em 2006, a petista Gleisi Hoffmann está prestes a quebrar dois tabus nesta eleição. Poderá ser a primeira mulher eleita pelo Paraná ao Senado e já ameaça tirar do ex-governador Roberto Requião (PMDB) o posto de mais votado para o cargo.

De acordo com as pesquisas de intenções de votos, Gleisi está crescendo quase na mesma proporção que a candidata do PT à presidência da República Dilma Rousseff e pode ultrapassar o ex-governador peemedebista a qualquer momento.

As pesquisas mostram que Gleisi saiu de um patamar de 28% das intenções de votos, no início da campanha eleitoral, chegando a até 48% das intenções de votos a vinte e dois dias da eleição.

Na pesquisa do instituto Datafolha, divulgada anteontem, Requião tem 47% das intenções de votos, seguido por Gleisi com 41% das intenções de votos. Foram quatro pontos em uma semana amealhados pela candidata, que credita sua ascensão à parceria eleitoral com a ex-ministra Dilma Rousseff.

Já na pesquisa Ibope, a petista está tecnicamente empatada com o ex-governador: 50% a 48% para Requião, com margem de erro de três pontos. “A minha campanha está muito ligada a de Dilma. A nossa candidata a presidente vai indo muito bem no Paraná e as pessoas que querem que o governo continue fazem a associação com a nossa candidatura”, disse Gleisi.

O efeito Lula também é reconhecido por Gleisi na ascensão nas pesquisas. “É a campanha da Dilma e também o presidente Lula”, disse. Durante a semana, o horário eleitoral gratuito mostrou Lula pedindo votos para ela e o companheiro de chapa, Requião.

Mas a primeira participação da petista na eleição ao Senado deixou saldo para esta campanha, reconhece a candidata. Em 2006, ela fez 45% dos votos no Estado, algo em torno de dois milhões e trezentos mil votos.

Depois daquela disputa, também concorreu à prefeitura de Curitiba. Perdeu feio para o ex-prefeito e atual candidato ao governo, Beto Richa (PSDB), mas se tornou conhecida na cidade.

Em 2008, Gleisi fez 183 mil votos, o correspondente a 18% do total, contra 778, 5 mil votos de Beto. “Daquela vez, muita gente me dizia que não iria votar em mim porque a minha vez seria agora. Então, já havia essa torcida”, comentou a candidata.

Gleisi também foi a pretendente ao Senado que mais arrecadou e gastou na campanha eleitoral segundo a prestação de contas divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A petista contabiliza R$ 3,1 milhões em receita e R$ 3 milhões em despesas, quase cinco vez mais do que o colega de chapa, Requião, cuja despesa até agora foi declarada em R$ 672 mil, do R$ 1 milhão arrecadado.

Gleisi é casada com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que já teve vários entreveros com o ex-governador Requião. Bernardo, segundo amigos, vibra a cada ponto que a mulher se aproxima do desafeto.

Mas Gleisi deixa claro que, para ela, a disputa não é essa. “Se eu for a primeira senadora do Paraná, minha meta estará atingida”, diz a candidata, que garante fazer campanha combinada com o ex-governador.

Sobre o fato de sua campanha ser mais visível, ela comenta. “Foi uma opção do Requião em não fazer bandeira, placa, nada disso. Eu e o Osmar acabamos aparecendo mais”, justificou.

Por Elizabete Castro.

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Beto e Osmar apostam na Grande Curitiba

“Acabou a brincadeira, vamos para as ruas para ganhar a eleição”. Motivado pela pesquisa Datafolha/RPC de sexta-feira, que mostrou a diminuição de sua desvantagem em relação ao líder na intenção de voto do eleitor paranaense, Beto Richa (PSDB), o candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias, promoveu ontem, em Curitiba, reduto eleitoral de seu adversário, uma grande caminhada pelo calçadão da Rua XV de Novembro, centro da capital.

A campanha do senador pedetista tomou a Rua das Flores com cartazes, faixas de bandeiras de Osmar e os demais candidatos da coligação: Dilma Rousseff (PT), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), além dos candidatos da chapa nas proporcionais.

“Chegou a hora do povo mostrar sua fibra, coragem e valor. O Paraná merece o projeto do Lula, da Dilma, do Requião, da Gleisi e o meu”, declarou Osmar na Boca Maldita.

Embora mantenha a posição de não comentar pesquisas publicamente, o senador agradeceu o eleitor da capital por estar crescendo, também, no território de seu adversário. “Para quem não acreditava, estamos crescendo aqui e na Região Metropolitana. O povo sabe o que é melhor para o Paraná. Vamos à luta”, disse ele.

O ex-governador Roberto Requião (PMDB), candidato ao Senado, disse que a virada de Osmar já aconteceu. “Esta é uma das maiores manifestações que Curitiba já viu. Num sábado, vemos a vontade do povo se manifestando de forma incrível. Curitiba acordou e vamos à vitória no dia 3 de outubro”, disse.

“Os números das pesquisas são bastante distintos, cada uma diz uma coisa. Mas todas mostram as curvas: a de Osmar subindo e a do Beto descendo”. O deputado federal André Vargas, secretário nacional de comunicação do PT, disse que o partido está levando a candidatura de Osmar tão a sério quanto a dos candidatos do próprio. “É prioridade para a direção nacional do PT eleger na Região Sul Osmar Dias no Paraná e Tarso Genro no Rio Grande do Sul”, disse.
Tucano em cinco municípios

O candidato Beto Richa (PSDB) continua dando atenção às regiões onde tem maior vantagem sobre Osmar Dias (PDT). Ontem ele fez uma grande carreata pela Região Metropolitana de Curitiba, passando por cinco municípios: Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais, Piraquara, Pinhais e Quatro Barras. Beto esteve acompanhado por lideranças políticas dos municípios que visitou e do candidato ao Senado em sua chapa, Ricardo Barros (PP).

Numa das paradas, Beto aproveitou para cutucar seu adversário a respeito dos recentes ataques trocados pelas candidaturas. “O Paraná tem dois caminhos: o novo e o velho. O novo quer respeito às pessoas, apresenta novas ideias e tem as melhores propostas. O velho é a truculência, os ataques pessoais”, disse.

O tucano disse que viu com naturalidade os novos números do Ibope e Datafolha que apontam redução de sua vantagem para Osmar. “Pesquisa é momento, às vezes a gente está mais na frente, às vezes menos, podem ocorrer algumas imperfeições. Mas assim como fiz quando elas apresentaram números ainda mais favoráveis para mim, recebo com muita tranquilidade. Continuo no mesmo ritmo intenso de trabalho”, disse. (RP)

Por Roger Pereira.

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