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Dilma diz que políticas monetárias expansionistas de alguns países têm provocado inflação

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (5) que algumas economias têm adotado políticas monetárias expansionistas, provocando inflação em vários países. A declaração foi dada à imprensa, ao lado do presidente da Alemanha, Chistian Wulff, que visita o Brasil oficialmente.

“Percebemos que países desenvolvidos com crescimento ainda fraco têm adotado políticas monetárias extremamente expansionistas com evidentes efeitos negativos sobre a inflação mundial”, afirmou.

Segundo Dilma, em reunião com o presidente alemão, foi dito que o Brasil vive uma fase especial de crescimento e inclusão social, mas que o país mantém o compromisso de resistir às pressões inflacionárias, “tanto as que vêm de fora quanto as do nosso próprio país.”

A presidente contou, ainda, que apresentou a Wullf oportunidades na área de investimentos em portos e aeroportos no Brasil e também para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos. Os dois chefes de Estado também falaram do interesse na participação de investidores alemães nas obras dos eventos esportivos e do aproveitamento da tecnologia alemã na construção do trem de alta velocidade.

Com discurso em torno do fortalecimento das relações entre a Alemanha e o Brasil, Dilma afirmou que ambos são parceiros na defesa de uma ordem mundial mais justa e democrática e que respeite os direitos humanos. Segundo ela, os dois mandatários conversaram sobre o G20 (grupo das maiores economias do mundo) e concordaram com a necessidade de aprimoramento das governanças financeiras internacionais.

Eles ainda trataram de meio ambiente e biocombustíveis. “Concordamos no caráter estratégico de nossa parceria no setor energético, principalmente para usar energias renováveis em nossos países. O Brasil usa etanol há 30 anos sem que isso gerasse problemas na produção de alimentos, ao contrário, gerou milhões de empregos”, disse a presidenta.

O desenvolvimento de parcerias entre pequenas empresas dos dois países foi uma proposta feita por Dilma e aceita pelo presidente da Alemanha. “Vamos fazer o que a senhora propôs, apoiar as pequenas e médias empresas e, assim, estabelecer mais laços de amizade ainda”, disse Chistian Wulff.

Dilma aproveitou a presença do presidente alemão para convidar a chanceler alemã, Angela Merkel, para uma visita ao Brasil.

O Brasil é o maior parceiro comercial da Alemanha na América Latina. A Alemanha, por sua vez, é o quarto principal parceiro comercial do Brasil. O intercâmbio, em 2010, totalizou US$ 20,6 bilhões, o que representou 23% do comércio entre o Brasil e a União Europeia.

Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina.

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Dilma diz que está bem de saúde e que exames médicos apresentaram ótimos resultados

Brasília – Bem-humorada, a presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (5) que está bem de saúde porque recebeu os resultados dos exames médicos e os resultados são “ótimos”. No começo desta semana, Dilma fez uma série de exames de rotinas e, mesmo estando com pneumonia, ela disse que os resultados foram positivos.

Perguntada se estava bem, Dilma sorriu e fez sinal de que sim. “Acabaram de me dizer que todos os exames estão ótimos”, afirmou a presidenta, pouco antes de receber o presidente da Alemanha,  Christian Wulff, no Itamaraty.

A presidenta disse que o desafio agora é cumprir a rígida agenda de antibióticos para o tratamento da pneumonia. “Agora só tenho de aguentar os antibióticos”, disse ela, lembrando que, para conseguir o resultado desejado no tratamento, precisa cumprir à risca e “sistematicamente” a prescrição médica.

Mais cedo, no Palácio do Planalto, Dilma disse que estava “saudosa” de conversar com os jornalistas e prometeu que na próxima semana concederá entrevistas. Nesta semana, Dilma trabalhou todos os dias no Palácio da Alvorada, residência oficial do governo, embora estivesse se recuperando da pneumonia.

Por Renata Giraldi – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.

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