Dilma antecipa no Jornal Nacional estratégia para horário político
Candidata do PT cita realizações do governo Lula e usa papel de mãe para exemplificar cobrança de resultados. Dilma também foi entrevistada no Jornal das Dez, da GloboNews
São Paulo – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, que pretende continuar as obras do governo Lula se for eleita, antecipando em uma semana o discurso que usará durante o horário eleitoral.
Lula, ao contrário do primeiro debate, realizado na Bandeirantes, foi mencionado várias vezes. De início, os dois âncoras do jornal, William Bonner e Fátima Bernardes, questionaram a suposta falta de experiência da candidata.
A candidata falou de suas experiências anteriores, desde secretária municipal da fazenda até o último cargo no governo federal e logo após disse: “O pessoal tem que escolher o que eu sou. Uns dizem que eu sou uma mulher forte; outros, que eu tenho um tutor”, disse.
Depois, foi questionada de ser “dura” quando era ministra da Casa Civil e se isso poderia atrapalhar seu governo. Dilma lembrou o relaciomento de mães e filhos para explicar como se portava. “No papel de cuidar do governo é meio como se a gente fosse mãe, tem uma hora que você tem de cobrar resultados . Quando você cobra resultados, você tem de cobrar o seguinte: olha, é preciso que o Brasil se esforce, principalmente o governo, para que as coisas aconteçam, para que as estradas sejam pavimentadas, para que ocorra saneamento. Então tem uma hora que é que nem, você imagina lá sua casa, a gente cobra. Agora, tem outra hora que você tem de incentivar, garantir que a pessoa tenha estímulo para fazer.”
Quando a entrevista partiu para o campo das propostas, uma das perguntas foi sobre saneamento básico. Dilma novamente usou números do governo Lula para mostrar as diferenças entre o atual governo e o Fernando Henrique Cardoso. “No governo anterior eles investiram R$ 300 em saneamento em todo o país. Só na Rocinha investimos R$ 270 milhões. E hoje tem obra de saneamento no país inteiro.”
Outros questionamentos foram sobre as alianças políticas para esta eleição e crescimento econômico.
A candidata esteve na bancada do jornal nesta segunda-feira (09) a partir das 20h39 e teve 12min23seg para expor suas propostas. Em seguida, às 22h15, Dilma voltou aos estúdios da Globo, mas para participar do Jornal das Dez, da GloboNews. Em quinze minutos, a candidata do PT falou sobre política externa, educação e ambiente.
Nesta terça-feira (10), será a vez de Marina Silva (PV) ser entrevistada no Jornal Nacional e no Jornal das Dez.
Comentários
Logo após as entrevistas, dois jornalistas Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim postaram em seus blogs suas análises. Para o primeiro, foi o “dia em que William Bonner escorregou”. Já para PHA, Bonner perdeu o prumo.
Por: Ricardo Negrão, Rede Brasil Atual. Publicado em 09/08/2010, 20:57. Última atualização às 23:11
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Leia abaixo a entrevista na íntegra, que está no G1.
William Bonner: Candidata, o seu nome como candidata do PT à presidência foi indicado diretamente pelo presidente Lula, ele não esconde isso de ninguém. Algumas pessoas criticaram, disseram que foi medida autoritária, por não ter ouvido as bases do PT. Por outro lado, a senhora não tem experiência eleitoral nenhuma até esse momento. A senhora se considera preparada para governar o Brasil longe do presidente Lula?
Dilma Rousseff: Olha, William, olha, Fátima, eu considero que eu tenho experiência administrativa suficiente. Eu fui secretária municipal da Fazenda, aliás, a primeira secretária municipal de Fazenda de capital. Depois eu fui sucessivamente, por duas vezes, secretária de Energia do Rio Grande do Sul. Assumi o ministério de Minas e Energia, tambem fui a primeira mulher, e fui coordenadora do governo ao assumir a chefia da Casa Civil. Como vocês sabem, é o segundo cargo mais importante na hierarquia do governo federal. Então, eu me considero preparada para governar o país. E mais do que isso, eu tenho experiência, eu conheço o Brasil de ponta a ponta, conheço os problemas.
William Bonner: Mas a sua relação com o presidente Lula, a senhora faz questão de dizer que é muito afinada com ele. Junto a isso, o fato de a senhora não ter experiência e ter tido o nome indicado diretamente por ele, de alguma maneira a senhora acha que isso poderia fazer com que o eleitor a enxergasse ou enxergasse o presidente Lula como um tutor de seu governo, caso eleita?
Dilma Rousseff: Você sabe, Bonner, o pessoal tem de escolher o que é que eu sou. Uns dizem que sou mulher forte, outros dizem que eu tenho tutor. Eu quero te dizer o seguinte: a minha relação política com o presidente Lula, eu tenho muito orgulho dela. Eu participei diretamente com o presidente, fui braço direito e esquerdo dele nesse processo de transformar o Brasil num país diferente, num país que cresce, distribui renda, em que as pessoas têm pela primeira vez, depois de muitos anos, a possibilidade de subir na vida. Então, não vejo problema nenhum na minha relação com o presidente Lula. Pelo contrário, vejo que até é um fator muito positivo, porque ele é um grande líder, e é reconhecido isso no mundo inteiro.
Fátima Bernardes: A senhora falou em temperamento. Alguns críticos, muitos críticos e alguns até aliados falam que a senhora tem um temperamento difícil. O que a gente espera de um presidente é que ele, entre outras coisas, seja capaz de fazer alianças, de negociar, ter habilidade política para fazer acordos. A senhora de que forma pretende que esse temperamento que dizem ser duro e difícil não interfira em seu governo caso eleita?
Dilma Rousseff: Fátima, estava respondendo justamente isso, eu acho que têm visões construídas a meu respeito. Acho que sou uma pessoa firme, acho que em relação aos problemas do povo brasileiro eu não vacilo, acho que o que tem que ser resolvido prontamente, nós temos que fazer um enorme esforço. Eu me considero hoje, até pelo cargo que ocupei, extramamente preparada no sentido do diálogo. Nós do governo Lula somos eminentemente um governo do diálogo. Em relação aos movimentos sociais, você nunca vai ver o governo do presidente Lula tratando qualquer movimento social a cassetete. Primeiro nós negociamos, dialogamos. Agora, nós tambem sabemos valer a nossa autoridade. Nada de ilegalidade nós compactuamos.
Fátima Bernardes: Agora, no caso, por exemplo, a senhora falou de não haver cassetete, mas talvez a forma de a senhora se comportar. O próprio presidente Lula, este ano em discurso durante uma cerimônia de posse de ministros, ele chegou a dizer que achava até natural haver queixas contra a senhora, mas que ele recebeu na sala dele várias pessoas, colegas, ex-ministros, ministros, que iam lá se queixar que a senhora os maltratava.
Dilma Rousseff: Olha, Fátima, é o seguinte, no papel, sabe dona de casa? No papel de cuidar do governo é meio como se a gente fosse mãe, tem uma hora que você tem de cobrar resultados . Quando você cobra resultados, você tem de cobrar o seguinte: olha, é preciso que o Brasil se esforce, principalmente o governo, para que as coisas aconteçam, para que as estradas sejam pavimentadas, para que ocorra saneamento. Então tem uma hora que é que nem, você imagina lá sua casa, a gente cobra. Agora, tem outra hora que você tem de incentivar, garantir que a pessoa tenha estímulo para fazer.
Fátima Bernardes: Como mãe eu entendo, mas como presidente não tem uma hora que tem que ter facilidade de negociar, por exemplo, futuramente no Congresso, com líderes mundiais, ter um jogo de cintura ai?
William Bonner: O presidente falou em maltratar, não é, candidata?
Dilma Rousseff: Não, o presidente não falou em maltratar, o presidente falou que eu era dura.
William Bonner: Não, ele disse isso. A senhora me perdoe, mas o discurso dele está disponível. Ele disse assim: as pessoas diziam que foram maltratadas pela senhora. Mas a gente também não precisa ficar nessa questão até o fim, têm outros temas.
Dilma Rousseff: É muito difícil, depois de anos e anos de paralisia, e houve isso no Brasil. O Brasil saiu de uma era de desemprego, desigualdade e estagnação para uma era de prosperidade. Nós tínhamos perdido a cultura do investimento, aí houve uma força muto grande da minha parte nesse sentido, de cumprir meta, de fazer com que o governo Lula fosse esse sucesso que tenho certeza que está sendo.
William Bonner: A senhora tem na sua candidatura, além do apoio do presidente, alianças formadas. Por exemplo, a do deputado Jader Barbalho, do senador Renan Calheiros, da família Sarney, a senhora tem o apoio do ex-presidente Fernando Collor. São todas figuras da política brasileira, que, ao longo de muitos anos, o PT, o seu partido, criticou severamente, eram considerados como oligarcas pelo PT. Quando foi que o PT errou: quando fez aquelas críticas todas ou está errando agora, quando botou todo mundo debaixo do mesmo guarda-chuva?
Dilma Rousseff: Eu perguntaria outra coisa: aonde foi que o PT acertou? Quando percebeu que governar um país com a complexidade do Brasil implica necessariamente na sua capacidade de construir uma aliança ampla. O PT não tinha experiência de governo e agora tem. Nós não erramos e vou te explicar em que sentido: não é que nós aderimos ao pensamento de quem quer que seja. O governo Lula tinha uma diretriz: focar na questão social, fazer com que o país tivesse a oportunidade, primeiro, de um país que era considerado dos mais desiguais do mundo, diminuir a pobreza em 24 milhões. Um país em que as pessoas não subiam na vida elevou para as classes médias 31 milhões de brasileiros. Para fazer isso, quem nos apóia, aceitando os nossos princípios e aceitando as nossas diretrizes de governo, a gente aceita do nosso lado. Não nos termos de quem quer que seja, mas nos termos de um governo que quer levar o Brasil para um outro patamar.
Bonner: O resumo é: o PT não errou nem naquela ocasião, nem agora.
Dilma Rousseff: Eu acho que o PT não tinha tanta experiência, eu reconheço isso. Ninguém pode achar que um partido como o PT, que nunca tinha estado no Governo Federal, tivesse, naquele momento, a mesma experiência que tem hoje. Acho que o PT aprendeu muito, mudou, porque a capacidade de mudar é importante.
William Bonner: O PT tem hoje nas costas oito anos de governo, então é razoável que a gente aborde aqui alguma das realizações. Vamos discutir um pouco o desempenho do governo em algumas áreas, começando pela economia. O governo comemora muito melhoras da área econômica, no entanto, o que a gente observa, é que quando se compara o crescimento do Brasil com países vizinhos, como Uruguai, Argentina, Bolívia, e também com os pares dos Brics, os chamados países emergentes, como China, Índia, Rússia, o crescimento do Brasil tem sido sempre menor do que o de todos eles. Por quê?
Dilma Rousseff: Eu acredito que nós tivemos um processo muito mais duro no Brasil com a crise da dívida e com o governo que nos antecedeu. Eu acho que o Uruguai e a Bolívia são países, sem nenhum menosprezo, acho que os países pequenos têm que ser respeitados, do tamanho de alguns estados menores no Brasil, que é um país de 190 milhões habitantes. Nós tivemos um processo no Brasil muito duro. Quando chegamos no governo, a inflação estava fora de controle. Nós tínhamos uma dívida com o Fundo Monetário, que vinha aqui e dava toda a receita do que a gente ia fazer. Nós tivemos que fazer um esforço muito grande para colocar as finanças no lugar e depois, com estabilidade, crescer. Este ano, a nossa discussão é que estamos entre os países que mais crescem no mundo, estamos com a possibilidade de ter uma taxa de crescimento de 7% do Produto Interno Bruto. Sem fazer comparações, a queda da economia na Rússia no ano passado foi terrível. Criamos quase 1,7 milhão empregos no ano da crise.
Fátima Bernardes: Vamos falar um pouquinho de outro problema, que é o saneamento. Segundo dados do IBGE, o saneamento no Brasil passou de 46,4 para 53,2 no governo Lula, um aumento pequeno, de 1 ponto percentual mais ou menos ao ano. Por que o resultado fraco numa área que é muito importante para a população?
Dilma Rousseff: Porque nós vamos ter um resultado excepcional a partir dos dados da pesquisa feita em 2010. Talvez uma das áreas em que eu mais me empenhei foi área de saneamento, porque o Brasil investia menos de R$ 300 milhões no país inteiro. Hoje, aqui no Rio, na favela da Rocinha, que eu estive hoje, nós investimos mais de R$ 270 milhões. Nós lançamos o Programa de Aceleração do Crescimento, para o caso do saneamento, na metade de 2007. Começou a amadurecer porque o país parou de fazer projetos. Prefeitos e governadores apresentaram os projetos agora, em torno do início de 2008, e aceleraram. Eu estava vendo recentemente que nós temos hoje uma execução de obras no Brasil inteiro. No Rio, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Complexo do Alemão. Obras de saneamento, de habitação. A Baixada Santista, em São Paulo, e a Baixada Fluminense aqui no Rio de Janeiro tiveram um investimento monumental em saneamento.
Fátima Bernardes: A gente gostaria agora que a senhora, em 30 segundos, desse uma mensagem ao eleitor, se despedindo da sua participação no Jornal Nacional.
Eu agradeço a vocês dois e quero dizer para o eleitor o seguinte: o meu projeto é dar continuidade ao governo do presidente Lula. Mas não é repetir. É a avançar e aprofundar, é basicamente este olhar social, que tira o Brasil de uma situação de país emergente e leva o nosso país a uma situação de país desenvolvido com renda, com salário decente, com professores bem pagos e bem treinados. Eu acredito que é a hora e a vez do Brasil e nós vamos chegar a uma situação muito diferente, cada vez mais avançada no final deste governo em 2014.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.redebrasilatual.com.br.
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O dia em que William Bonner escorregou
Enviado por luisnassif, seg, 09/08/2010 – 21:18
A entrevista de Dilma Rousseff ao Jornal Nacional foi laboratório amplo de como o jornalismo pode utilizar estereótipos vazios em uma campanha eleitoral.
Não se vá exigir de William Bonner e Fátima Bernardes – dois ótimos apresentadores – conhecimento que vá além dos bordões das televisões. Quem detém mais conhecimento são comentaristas, especialmente os que passaram pela imprensa escrita, antes de chegarem à TV.
TV aberta não privilegia conteúdo. Trabalha sempre em cima do bordão, em geral repetitivo para poder alcançar a faixa mais ampla de público. Como tal, há um nivelamento por baixo. A arte na TV aberta consiste no apresentador falar uma banalidade em tom grave e convincente.
Mais que isso, em emissoras partidárias – como é o caso da Globo – cria-se um mundo à parte, força-se a reportagem sempre em uma mão única. E aí sucumbem vítima de um problema bastante estudado na sociologia da comunicação: acreditam que o mundo real é aquele espelhado em suas reportagens; e, como não há o contraditório interno, acredita-se na eficácia de bordões que, na verdade, só são eficientes quando não existe alguém do outro lado para rebater.
Entrevistas têm esse grave inconveniente do entrevistador ser obrigado a dar a palavra ao entrevistado. Tudo fica mais difícil.
Na entrevista, Bonner se limitou a perguntar da dependência de Dilma em relação à Lula, sobre o fato de ela ser mulher dura, pouco propensa a negociar politicamente; e, depois, na mesmíssima entrevista, do fato de sua chapa ser vítima do excesso de negociação, ao abrigar parlamentares e partidos polêmicos. Enfim, um samba do polemizador polifásico – aquele que junta um monte de bordões e não se dá conta de que não guardam coerência sequer entre si. Acusada por não saber negociar; acusada por negociar em excesso.
A consequência foi Dilma rebatendo com facilidade cada bobagem dita, reforçando o discurso social, mas sem avançar em uma proposta sequer de programa, explicando a lógica das alianças políticas. E William Bonner interrompendo-a a toda hora, impedindo sequer uma resposta completa. Algo tão desastrado e mal educado que obrigou Fátima Bernardes, do alto de sua elegância, a calá-lo com um sinal, para que parasse de ser inconveniente.
PUBLICADO NO SÍTIO http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-dia-em-que-william-bonner-escorregou
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Dilma engole casal vinte do jn
Publicado em 09/08/2010
Na bancada do jn faltou a Regina Duarte
William Bonner estreou as pseudo-sabatinas do jornal nacional com Dilma Roussef.
A primeira pergunta dá o tom do preconceito elitista do PiG(*).
Tentar desqualificar Dilma do ponto de vista intelectual e político faz parte da ideologia pigo-tucana supor que os trabalhistas são despreparados e o Serra e o FHC uma combinação de Albert Einstein com Winston Churchill.
O Bonner tentou também vestir Dilma a marca do “temperamento difícil”.
Trata-se de uma observação que se baseia em elementos factuais indiscutíveis:
O que é difícil e onde ela demonstrou que tem um temperamento difícil?
O que diria William Bonner do temperamento dócil, suave, simpático, leal do candidato da PiGlobo, José Serra.
Aliás, prevalece a dúvida, quem terá sido o Espírito Santo de orelha das perguntas do casal vinte: José Serra ou Ali Kamel?
Observe-se a generosidade conjugal de Fátima Bernardes que salvou o marido quando Dilma lhe disse: você deveria me perguntar onde o que o PT acertou.
Bonner perdeu o prumo.
Quem mandou não ter bagagem para entrevistar a futura presidente do Brasil?
Aí, Fátima entregou a bandeja à Dilma e perguntou sobre saneamento básico e Dilma falou do pavão-pavãozinho alemão-Rocinha e calou a boca desses pálidos representantes de um PiG moribundo.
Quem mandou não chamar a Regina Duarte para a bancada ?
Quem mandou não chamar a Miriam Leitão ?
Quem mandou não chamar o Jabour ?
Para enfrentar a Dilma a Globo tem analistas isentos e equilibrados de outro calibre.
Este ordinário blogueiro aguarda ansioso as perguntas do casal vinte ao José Serra.
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
PUBLICADO NO SÍTIO http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/08/09/dilma-engole-casal-vinte-do-jn/
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Dilma: presença de Lula é “fundamental” na campanha
Rio de Janeiro – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira (9) que representa a continuidade do governo Lula e por isso vai permanecer utilizando as realizações da gestão petista em sua campanha, mantendo as citações ao presidente nos discursos.
“Não tem a menor hipótese de a menção diminuir. Tenho visto muitos comentários dizendo que vai diminuir a presença do presidente Lula nos discursos. Podem ficar absolutamente descansados: a presença do presidente Lula eu considero fundamental”, disse Dilma a jornalistas.
Causou surpresa o baixo número de citações a Lula feitas pela candidata no debate entre presidenciáveis da Band na semana passada.
No Rio, a candidata visitou o complexo esportivo da favela Rocinha, obra do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) realizada com recursos dos governos federal e estadual. O complexo foi inaugurado este ano com a presença de Lula.
Dilma diz que coordenou a equipe de governo do qual sente orgulho. “Tenho orgulho do meu patrimônio. O meu patrimônio é ter sido coordenadora de um governo de um presidente que foi extremamente bem-sucedido em desenvolver o Brasil, distribuir renda e incluir a população”, afirmou.
A candidata, que foi ministra da Casa Civil e de Minas e Energia, voltou a falar sobre a identidade com a gestão do presidente. “Estarei sempre dizendo que o que está em jogo nestas eleições é quem representa quem neste país. Eu represento o governo Lula”, acrescentou.
Ela afirmou ainda que, se for eleita, vai criar 800 praças públicas com quadras poliesportivas no país para incentivar a formação de novos atletas.
Na Rocinha, Dilma gravou imagens para o horário eleitoral gratuito de TV, que estreia em 17 de agosto. À noite, ela concede entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, e ao Jornal da Dez da Globonews.
Fonte: Reuters
Por: Rodrigo Viga Gaier.Publicado em 09/08/2010, 14:20
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.redebrasilatual.com.br.
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Para Plínio, Serra transformou educação de SP em jogo do bicho
Crítica é à política para escolas públicas, com disputa entre professores por reajuste. O candidato do PSOL prometeu quadruplicar atendidos pelo Bolsa Família
São Paulo – O candidato à Presidência da República Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) criticou a política de educação implantada em São Paulo pelo ex-governador e atual concorrente ao Planalto, José Serra (PSDB). Para Plínio, a gestão tucana criou uma espécie de loteria para a concessão de reajustes aos professores da rede pública.
“O Serra vem aí depois e vocês vão ver o que ele fez na educação pública de São Paulo”, cutucou. “Para o professor receber aumento, a sala dele tem de competir com outras salas; tudo para ganhar R$ 200. Isso é uma indignidade”, prosseguiu.
A referência é ao modelo de reajuste adotado na gestão estadual em que apenas uma parcela dos docentes recebem reajustes, baseados no desempenho de seus alunos e da escola. “Serra inventou um (jogo do) bicho na educação em São Paulo”, comparou.
As declarações foram feitas durante o evento “Candidatos à Presidência falam aos empreendedores do Brasil”, promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Além do candidato do PSOL, Serra e Marina Silva (PV) passaram pelo evento. Dilmar Rousseff (PT), o nome governista na disputa, não participa e deve ser representada por seu vice, Michel Temer (PMDB).
No evento, o presidente da entidade, Alencar Burti, entregou ao candidato as “Propostas para o Próximo Presidente”, um conjunto da revista Digesto Econômico, publicada pela entidade, que soma 600 páginas.
Durante os 90 minutos em que falou aos empresários, Plínio mandou recorrentes “abraços aos companheiros da associação comercial”, uma ironia ao fato de dialogar com uma plateia avessa a seu ideário. “Alimento a esperança de conseguir muitos votos aqui”, repetiu, tirando risos da audiência. A sério, porém, fez a ressalva de que, apesar de ser do PSOL e de defender o socialismo, isso não será implantado de uma hora para outra, mas é uma questão de décadas.
Entre suas propostas para os empresários, Plínio citou Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) como uma das ações que beneficiariam o setor produtivo. “Vocês vão vender muito”, prometeu. A Alba é uma plataforma de integração regional em padrões contrários aos de mercado, da qual participam Venezuela, Cuba, Equador, Bolívia e outros países centro-americanos.
Outra frente de ações para os empreendedores seria “segurar a China, para ela não acabar com vocês”, disse o candidato, buscando um diálogo com o público.
Bolsa Família
O concorrente do PSOL manteve seu discurso de apontar a desigualdade social como principal alvo das políticas de um eventual governo encabeçado por ele. Seu “programa drástico de distribuição de renda” inclui reforma agrária e redução da jornada de trabalho, entre outras medidas.
Ele criticou o modelo do Bolsa Família e afirmou ser desejável quadruplicar em quantidade, mas reduzir o tempo de permanência no programa de transferência de renda. Isso “para não fazer do pobre um freguês”. Apontado como assistencialista por setores à esquerda e à direita em eleições passadas, o Bolsa Família é raramente alvo de críticas na campanha deste ano.
Plínio voltou a defender limites de 500 hectares para as propriedades rurais no país. Também lamentou os ataques sofridos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e convidou os participantes a visitar um acampamento para “ver o que tem debaixo da lona preta, a um calor de 40º”.
Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual. Publicado em 09/08/2010, 15:00. Última atualização às 23:22
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.redebrasilatual.com.br.