Diretório do PT mantém defesa da lista preordenada na reforma política
O Diretório Nacional do PT reafirmou nesta segunda-feira (18) a posição da Executiva do partido sobre reforma política, definida na semana passada. Em reunião na sede nacional do PT, em Brasília, o Diretório Nacional manteve o fechamento de questão em torno do financiamento público de campanha; do voto em lista preordenada fechada; da fidelidade partidária; e pelo fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais.
Em entrevista após a reunião do Diretório, o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP) afirmou que a decisão mostra “a posição clara” da direção partidária e que “essa posição será encaminhada pela bancada”. No entanto, o presidente nacional do PT afirmou que o Parlamento “comporta” negociações e entendimentos, e que o Diretório Nacional reafirmou a autorização dada à bancada federal de fazer as mediações necessárias para garantir a aprovação, pelo Congresso Nacional, do financiamento público e do voto em lista.
“Evidentemente sabemos das dificuldades, que não é tranqüila a aprovação da lista fechada, mas acreditamos que é importante chamar a atenção do país de que a lista permitirá campanhas com maior conteúdo programático. A lista fechada pressupõe não haver campanha individual para o Parlamento. Existem dúvidas com relação à lista e é natural, porque a cultura parlamentar brasileira sempre foi construída em cima de candidaturas individuais”, disse.
Questionado sobre como o PT pretende elaborar a lista, Berzoini disse que o Congresso Nacional do partido, marcado para agosto, “definirá” essa questão. “A nossa tradição democrática dá garantias de que não haverá nenhum processo autoritário de formação de listas, ou seja, o compromisso de toda a direção é de que a lista seja a expressão da vontade dos seus filiados”, disse.
Sobre o grupo de parlamentares petistas contrários à lista preordenada, e que chegou a entrar com recurso contra o fechamento de questão da Executiva, Berzoini afirmou que o partido “não está preocupado em acirrar posições”, mas em buscar unidade. “Evidentemente, todo parlamentar petista conhece o Estatuto e toda atitude terá a observação da direção do partido. Mas, neste momento, não podemos trabalhar nem no acirramento nem na frouxidão disciplinar”, disse.
Por Gizele Benitz.
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